A caríssima Hurricane, leitora, amiga e cinéfila, enviou um comentário dias atrás que, pela consistência do teor e pela bonita homenagem que presta ao cinema, merece virar um post. Um post cinéfilo-colaborativo em Ponto de Fuga (a estrada está aberta para outros amigos de PF também).

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Visconti, o fanstástico Conde Vermelho 

Hurricane, Visconti é um dos meus prediletos (clique aqui para ver mais), De Sica está na história e adoro Sangue de um poeta, de Jean Cocteau. E Wong Kar-Wai é um dos expoentes atuais que quero conhecer melhor. Por hora, só vi o episódio de Eros, do qual gostei muito.  

E Antonioni, Godard, Bergman? Você pegou pesado. Citou três dos que estão no topo da minha cinemateca pessoal, está que carregarei pela vida toda, ao lado do Truffaut, do já citado Visconti, Rosselini, Sganzerla, Glauber, Orson Welles, Hitchcock.

Bem, mas agora vamos ao post de Hurricane. Sem edição, sem arrumar a falta de acentos por causa do teclado de algum smartphone da vida. Até!  

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Antonioni, olhar aguçado para as relações humanas

HURRICANE disse: April 11th, 2008 at 12:13 pm

“Godard e Bergman, sempre, sempre semmpre! Antonioni, uma maravilha. Mas tambem amo Visconti (adoro a fome de vida de seus aristocratas, um tanto quanto libertarios, por isso mesmo poeticos) e De Sica , com sua gente do povo, com uma alegria desafiadora e, por isso mesmo poetica). Acho um privilegio ver esses dois polos em Boccaccio 70. No filme do Visconti, Romy Schneider faz o marido nobre, bonitao e infiel provar de seu proprio veneno. No De Sica Sophia Loren eh a prenda de uma rifa em uma feira agricola-parque de diversao numa cidadezinha qualquer da Italia. Ela precisa da grana (soldi,soldi, soldi…) E existe toda uma etica nela e em seu amigo que vende a rifa. Eh lindo, Clayton.

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Godard é fundamental para o cinema moderno

Ah, Sidney Lumet… Papai gostava muito. Vi Gloria, Mulher de certa especie (faz tempo, nao sei se o nome era esse) e tenho em casa o ultimo filme do River Phoenix, um ator que nao deveria morrer, ne? Running on empty…Dos atuais acho q voce devia provar mais do Kar-Wai. Cores saturadas e amores intensos que explodem de delicadeza na tela. As trilhas sao belas, se quiser te empresto, acho q a de My Blueberry Nights esta no carro.

Dos antigos, lembrei do Cocteau, multimidia em sua epoca – o homem transitava por tudo: cinema, teatro, poesia, mais moda (era amigo da Chanel, que fez figurino para suas pecas e ele, me parece, a cenografia de um desfile dela) e joalheria (o anel Trinity, classico da Cartier com tres argolas entrelacadas – uma em ouro branco, outra em amarelo e outra em vermelho – tem a ver com uma historia de amor dele e tem design tao atual q existe para vender ate hoje). Uma frase sua, que o define: sem saber que era impossivel, foi la e fez. Ai, ai, ai.

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Doze homens e uma sentença, de Sidney Lumet, é uma obra-prima 

Esses comentarios estao maiores que seus posts, o que pode ferir a etiqueta dos blogs (rs). V nao precisa responder na mesma proporcao, ate pq na internet os textos devem ser curtos, certo? Fazer o que? A conversa vai ficando defasada diante das afinidades. Ou nao, como diria o baiano?Sim, Clayton, perdoado pelo Coltrane.E com ajuda de Leslie Feist. Poesia nao eh coisa de se falar. Audiencia esperta logo entende que bom mesmo eh ser musa. Ate quando nao se eh.
Beijinho, H.”