Twitter Irã
Twitter e blogs impulsionam protestos no Irã e exemplificam
nova face da mídia

O principal assunto no mundo hoje é o Irã. Protestos contra a vitória de Mahmud Ahmadinejad, acusado de fraudar as eleições do país. Mais uma vez as redes sociais digitais surgem como protagonistas de mobilização popular em torno de um tema político. Em abril, movimento semelhante ocorreu na Moldávia.
Protestos organizados pelos iranianos nas ruas foram impulsionados por mensagens enviadas pelo Twitter, blogs e outras ferramentas digitais.

O governo do Irã restringe o trabalho da mídia profissional, mas o tiro sai pela culatra; a blogosfera se encarrega de furar o cerco à informação e grita para o mundo a sua revolta. Ahmadinejad e os aiatolás estão perdendo a guerra da informação graças, em grande parte, às redes sociais digitais.

Isso me lembra Howard Heingold e sua ideia de smart mobs.

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Governo restringe trabalho da grande mídia, mas redes sociais divulgam protestos

É importante ver como, neste novo ambiente, as mídias tradicional e digital se intercalam, se relacionam e se alimentam mutuamente. Uma precisa da outra: os veículos tradicionais – assim chamados por falta de nomenclatura melhor – obtém informações (com vídeos, fotos e relatos escritos) sobre o desenrolar das manifestações e medem a temperatura social por aí.

A blogosfera tem seus esforços ampliados quando jornais, revistas e TVs de todo o mundo reverberam seus esforços. Se CNN, BBC, New Yor Times e outras não noticiassem, sem dúvida o impacto seria bem menor.

Resumo da ópera: o novo ambiente de mídia é muito mais complexo, sofisticado e até mesmo caótico e não se caracteriza pela substituição de uma mídia pela outra.

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Mahmud Ahmadinejad talvez não acreditasse na força da internet

Ao escrever sobre esse post, me lembrei das palavras de Emerson Calegaretti, presidente do MySpace Brasil, no curso Ações Inovadoras Digitais em Comunicação Digital organizado por Gil Giardelli e Sandra Turchi na ESPM. Na aula que ministrou nesta semana, Calegaretti (ex-Google e UOL), deu um panorama sobre as redes sociais digitais e fez algumas análises. Mas este é um assunto para o próximo post.

Antes do ponto final, vejam o vídeo abaixo. Tem tudo a ver com o que dito aqui.

Alguns podem considerá-lo bobo, no máximo engraçadinho. Mas ele vai além. É exemplo do acontece quando o poder de atração de um, dois ou três indivíduos é muito forte e contagiante. É uma boa metáfora do que acontece no meio digital. Peço desculpas pelo palavrão, mas é um vídeo metalingüístico, porque o episódio (um show ao ar livre, parece um Woodstock 2.0 desengonçado e meio nerd), foi captado por uma câmera de vídeo instalada numa máquina fotográfica, postado n o YouTube, esse oráculo visual de nossa era, e espalhado para o mundo por meio de blogs.

Enquanto apenas um faz a dancinha, é só mais um doidão. Quando outros dois de juntam, trata-se do início de uma multidão, como bem apontou Seth Godin, editor do blog onde vi o vídeo, depois de Ângelo Chaves, meu colega do curso sobre comunicação digital na ESPM.