Marimoon: de blogueira a VJ da MTV
Quando o assunto é blog, alguns torcem o nariz, outros o consideram passatempo de adolescente e por aí vai. Que me perdoem os que pensam assim, mas não há nada mais equivocado. Sim, tem tudo isso no bolo, mas não só. Pelo contrário: há conteúdo bom, há cabeças pensantes, há divertimento de qualidade e – aí é que vem a novidade – há inclusive blogueiros tão talentosos que estão sendo requisitados pelas empresas. É isso mesmo: a tal brincadeira de moleque começa a invadir as empresas e já rende uns bons trocados para aqueles que dominam a arte de blogar. É uma profissão do futuro. Futuro mais próximo do que se imagina.

A referida reportagem deste missivista
Fiz uma matéria, publicada no dia 30 de janeiro na Gazeta Mercantil, sobre os blogs corporativos. A história é a seguinte: algumas companhias, atentas às mudanças de comportamento na sociedade, começam a apostar nesse instrumento de comunicação, cujas características principais são a interatividade, o diálogo, a agilidade na comunicação e o compartilhamento de experiências. Por que empresas como Tecnisa, IBM, Natura, Intel, Microsot, Unilever e Melissa, entre tantas outras, resolveram blogar? Bem resumidamente, porque perceberam que as novas gerações (muitas das quais chegando à fase adulta) e também uma boa parcela dos marmanjos na casa dos 20 aos 30 e poucos mais ou menos passeiam sempre pela blogosfera. Já imaginou a garotada que hoje tem 10 ou 15 anos daqui uns 20 anos? Eles pensam e se relacionam com os meios de comunicação de uma maneira muito diferente daquela como nós nos acostumamos. Eles recebem doses de aveia Quaker digital na mamadeira.

No futuro, como esses pimpolhos usarão as mídias?
Um grande exemplo é o de Luciana Soldi – não de aveia Quaker digital, porque ela já tem trintinha, né, Luciana?). Trata-se de uma moça descolada que fez, como lembra o dito popular, de um limão, uma limonada (é ela quem está na foto da matéria e aqui embaixo). Conheci a Luciana num curso de blogs que fizemos juntos. Como trabalha com o mundo digital (que eu cubro com prazer como jornalista), batemos um longo papo sobre web 2.0, entre outros assuntos. Quem nos apresentou foi Gil Giardelli, especialista em marketing digital e um dos professores do curso (ele também foi meu entrevistado na reportagem). Outro bom caso é o Ian Black, um dos pioneiros da blogosfera no Brasil, um desbravador digital. Sua experiência como blogueiro levou-o a se tornar um consultor profissional para a área de blogs.

Luciana ousou e agora colhe os frutos (foto: Revista Publicidad)
E tem também a história de Marimoon, que rumou de blogueira a VJ da MTV ( é a garota descoladérrima que abre este post). Famosa na blogosfera juvenil e adepta de cabelos coloridos, botas e meias modernosas, ela é articulada e talentosa. Foi chamada para um teste na emissora. Passou e hoje comanda um programa. Conversei com ela uns dias antes da estréia. Ela estava ansiosa e feliz da vida.
Como diz Cátia Lassalvia, especialista em marketing digital que conheci nesse mesmo curso, o “blog é uma grande conversa”. É esse o lado bacana da história: o blog nos permite conhecer pessoas, que aprendem mutuamente, divertem-se juntas, trocam experiências e podem também se mobilizar para defender alguma idéia ou movimento.
Poderia falar muito mais. Mas chega. Recomendo agora a leitura de um trecho da matéria (clique aqui) e a visita aos blogs de Luciana, Gil Giardelli e Ian Black. Ah, e o de Marimoon, claro. Que figura, essa moça!


Clayton, meu grande amigo! A Revolução digital não é toda história! Mas é uma grande história onde não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras! Um abração e obrigado pelo pioneirismo.
Abs
Gil Giardelli
Ps: depois da sua matéria todo mundo escreveu,
Grande Clayton, excelente matéria! Também acho que a blogosfera vai mudar o formato da reportagem tradicional.
Eu brinco que o Guindaste me proporciona um espaço de experimentação que está me deixando uma jornalista mimada: não quero mais escrever jornalismo da maneira tradicional, com aquele lead caretinha…
Pode ser coincidência, mas, só em janeiro, já fui procurada três vezes para reproduzir a linguagem do blog em reportagens para revistas sérias. É a volta por cima do jornalismo literário!
Olá, Gil! Obrigado. Suas dicas também foram muito importantes, ajudaram bem.
E, Carol,de fato a reportagem está se reinventado. Temos a influência dos recursos multmídias, do ritmo e do formato das matérias. Com os blogs, por exemplo, surgem quase crônicas visuais, só para citar um exemplo – além da experiênia que você relatou.
E estamos em plena Campus Party. Logo postarei algo a respeito do evento.
ATÉ.
Ôpa Clayton, caí de pára-quedas aqui e me identifiquei plenamente com o assunto, por motivos óbvios! Não conhecia esse seu blog, apenas sua matérias na Gazeta! Voltarei mais vezes! Abraços!
Olá, Flávio! Legal ter “caído” aqui.
Viu que hoje coloquei post sobre o Campus Party?
Abraços e até breve.
Clayton
Oi Clayton! Exagero seu… estamos ralando aí, lado a lado! Fazendo com paixão fica mais bonito, não é?
Luciana! Não tenho dúvidas: se houver paixão, ninguém segura!
Beijos