Busquei na prateleira um livro que me acompanha desde 2001 e ao qual recorro de tempos em tempos. De Pierre Lévy ( ele mesmo, o filósofo da cibercultura), O Fogo Liberador (Iluminuras). Ótimo. Uma espécie de coleção de memórias filosóficas, aforismos existenciais, reflexões. “Um diário de bordo de um início de viagem, da descoberta do viajante. No meu caso, a viagem certamente não terminou”, diz Lévy no prefácio.

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Tamanha a identificação com o que sinto atualmente, essas palavras poderiam ser minhas.                      

Vejam esse trecho escrito por Lévy:

“Que atmosfera reina no seu íntimo? O ódio? A agressividade? O ressentimento? A falta? A voracidade? A cobiça? O medo? A culpa? A autocrítica? A auto-satisfação? A hipocrisia? O recalque? A serenidade de fachada? Ou antes a honestidade, o amor, a abertura ao instante? Observe sem tréguas. Sinta o cheiro de sua alma.