
Ponto de Fuga está de volta. O blogueiro deixou esse recanto de lado por excesso de trabalho nos últimos meses. Uma pouca vergonha, sei. Mas, como diria o Frejat, “agora o rock and roll vai rolar aí e vai direto”.
Ano novo, blog renovado. Comecemos por reativar os posts. Nos próximos dias haverá novidades no visual do PdF. E assim vamos.
É hora de Woodstock
Primeiro post do ano vem em ritmo de sexo, drogas e rock and roll, motivado que estou pela leitura do livro “Woodstock- 40 anos depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá”, de Peter Fornatale (Editora Agir).
Falar em Woodstock pode parecer a coisa mais batida, mais surrada, mais bicho grilo que se imagina.
Bom, talvez seja mesmo – ou não. O festival de música mais marcante de todos os tempos sem dúvida já foi muito repisado. Mas, debaixo da cortina de fumaça (juro que não é trocadilho), há ótimas histórias e personagens.
Jornalistas se revoltaram no NYT
Para começar a brincadeira, selecionei uma curiosidade sobre Woodstock que todo amante do rock – e também quem passa longe dos três acordes – vai gostar de saber. Está no livro que citei acima.
Houve uma batalha nos bastidores do The New York Times em relação à cobertura do festival feita pelo jornal.

Assustador para o establishment americano, o que inclui a grande imprensa, o festival foi alvo de um editorial nervoso do jornal. O título diz tudo: “Pesadelo em Catskills”, referindo-se ao evento. “Que tipo de cultura pode provocar uma confusão colossal dessas?”
Os repórteres que cobriam Woodstock pelo Times protestaram contra a direção do jornal. Os jornalistas foram à sala de Arthur Sulzberger, o manda-chuva do Times, e não pestanejaram: “Estamos pedindo demissão”.
Eles diziam que o editorial distorceu o espírito de Woodstock e foi diferente das informações que eles produziam sobre o festival. O Times fez então um segundo editorial, desta vez bem diferente.
“Eles foram (o público), ao que parece, para desfrutar sua própria sociedade, livres para exultar no estilo de vida que é sua própria declaração de independência”, dizia o novo editorial.
Aguardem novas doses de paz e amor enquanto eu ouço “Soul Sacrifice”, com Santana.
