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 A Love Supreme, de 64, de Coltrane, abalou as convicções sobre o jazz

Tá bom, tá bom. Depois de uma avalanche “truffauniana”, chegou a hora de mudar de ares, creio. É isso que dá comprar duas caixas de DVDs e assim ver e rever filmes do mesmo cineasta um atrás do outro. Não tem mais fim. E tenho a mania de mergulhar fundo quando algo me intriga. Mas é bom, né? E percebi que faria bem mesmo mudar o tom quando recebi e-mail do meu comparsa Arnaldo Comin tirando uma onda. “Esse bloguinho tá afrancesado demais. Truffaut, Jane Birkin……Coisa de veado, Clayton!” 

Pois é, o Jece Valadão voltou (lembra disso, Comã?)

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 Com a A Love Supreme, aventurou-se pela

 música indiana e o espiritualismo

E eis que me vem Fabinho Reis, outro membro da gang, e faz chacota: 

“Pô – adoro Trufa! Principalmente de chocolate”. 

Aí me rendi. E, como a voz dos camaradas é a voz do Ponto de Fuga (também tenho meus acessos populistas, claro), mudo da água para o vinho, embora continue na esfera dos grandes artistas. Jazz e cinema, duas paixões.

Por isso lanço mão de John Coltrane, que, pelo que lembro, os dois camaradas também gostam. Coltrane sempre me acompanha, assim como Charlie Parker e as loucuras de Ornette Coleman.

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 John William Coltrane nasceu na Carolina do Norte, 1926

Resolvi postar sobre isso também porque estou lendo A Love Supreme – A criação do Álbum Clássico de John Coltrane, do jornalista Ashley Kahn (Editora Barracuda).

Conta a história do processo que culminou no lançamento de uma das obras-primas – se não a obra-prima – de Coltrane.

A Love Supreme foi para Coltrane o que Kind of blue foi para Miles Davis, com quem tocou, aliás (Ponto de Fuga já falou disso, veja). O livro Kind of Blue – A História da Obra-Prima de Miles Davis, também foi escrito por Kahn. 

 

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Coltrane tocou no quinteto de Miles Davis 

A Love Supreme fundiu a cuca de críticos e público, que rejeitaram, em princípio, as inovações do disco. Uma saraivada de críticas caiu sobre a cabeça de Coltrane, à época já um músico renomado.O disco é um manifesto espiritual, quase uma profissão de fé.    

Em outro momento escreverei mais a respeito. Por hora, deixo um vídeo com Coltrane e cia tocando My Favorite Things, um de seus clássicos. Uma maravilha.