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	<title>Ponto de Fuga &#187; Teatro</title>
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	<description>economia digital, cibercultura, jornalismo, cinema, crônica, música</description>
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		<title>Dois Perdidos Numa Noite Suja</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 03:36:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Enviado por Joana Levi e Laila Garin, diretoras do espetáculo e amigas. No elenco, Leonardo Ventura e Marcelo Valente.  
Recomendo. A equipe é talentosa e batalhadora – nem preciso falo do texto do grande Plínio Marcos, porque aí seria chover no molhado. Aproveitem, pois sairá de cartaz dia 29 de março.





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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Verdana">Enviado por Joana Levi e Laila Garin, diretoras do espetáculo e amigas. No elenco, Leonardo Ventura e Marcelo Valente. <span> </span></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana">Recomendo. A equipe é talentosa e batalhadora – nem preciso falo do texto do grande Plínio Marcos, porque aí seria chover no molhado. Aproveitem, pois sairá de cartaz dia 29 de março.</span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/cartaz-perdidos.jpg" title="cartaz-perdidos.jpg"></a></span></span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span></span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/cartaz-perdidos.jpg" title="cartaz-perdidos.jpg"></a></span></span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/cartaz-perdidos.jpg" title="cartaz-perdidos.jpg"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/cartaz-perdidos.jpg" alt="cartaz-perdidos.jpg" /></p>
<p></a></span></span></p>
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		<title>O espetáculo O Homem Provisório</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 17:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma angústia em suspenso: temos um homem em conflito, deslocado no tempo e no espaço, embebido em veredas. Há trotes, galopes e a transcendência do amor.  E o ódio, a maldade, mas também a doçura escondida no seio do cangaço – a crueza da fé. 
O universo do sertão numa caixa preta – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma angústia em suspenso: temos um homem em conflito, deslocado no tempo e no espaço, embebido em veredas. Há trotes, galopes e a transcendência do amor.  E o ódio, a maldade, mas também a doçura escondida no seio do cangaço – a crueza da fé. </p>
<p>O universo do sertão numa caixa preta – nossa Pandora de pedra, suor e amargura–, a tremular sua secura num cenário metafísico, que nos transporta para dimensões refletidas em nosso abismo espiritual: ora observa-se do lado de fora, ora mergulha-se num noitão sem-fim, e o Coisa Ruim que não tira os zóio de Riobaldo! Diadorim?! É o Grande Sertão:Veredas no Homem Provisório. É Riobaldo, somos nós: jagunços de corações partidos, provisórios, finitos. Seres consagrados pela materialidade da desgraça.   </p>
<p>E temos Glauber com Rosa, Deus e o Diabo na Terra do Grande do Sertão:<br />
a cena do ingresso do jagunço no bando de Corisco. De cortar o coração. Assim como as chibatadas de Diadorim em suas próprias costas. Talvez sejam essas as marcas que carregamos que pela eternidade, nosso Sísifo irreconciliável.     </p>
<p>**********************************************************************************<br />
<em>Escrevi o texto acima motivado pela peça O <strong>Homem Provisório</strong>, dirigida por Cacá Carvalho e pela Fondazione Pontedera Teatro, com o Grupo Casa Laboratório para as Artes do Teatro. Assisti ontem à pré-estréia, no Sesc Paulista, aqui em São Paulo. A estréia será nesta sexta-feira (clique <a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa/indexbusca.cfm?Unidade_ID=9&#038;data=0&#038;Atividade_ID=0&#038;olodum=1&#038;first=1&#038;Contador=1&#038;page=1&#038;Palavra=">aqui</a> para saber mais). </p>
<p>Inspirado em <em><strong>Grande Sertão: Veredas</strong></em>, o texto foi escrito pelo poeta Geraldo Alencar – parceiro de Patativa do Assaré –, que vive no sertão do Cariri. Espetáculo primoroso, de arrebatar o coração. </p>
<p>O ponto de partida e chegada é o livro de Rosa, mas não só: para resumir, vejo a peça como um diálogo com a cultura brasileira, conduzido a partir da reflexão sobre o papel da figura do jagunço na alma nacional. Com direito a Glauber Rocha, literatura de cordel, Lampião e seu bando ( e a famosa foto Cabeças Cortadas, que mostra os cangaceiros decapitados), entre outras coisas.  </p>
<p>Sou testemunha da batalha e da intensa dedicação de todas as pessoas envolvidas na peça. São pessoas as quais aprendi não só a admirar o trabalho, mas também a intensidade e a entrega na amizade.</p>
<p>Parabéns a todos.<br />
</em></p>
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