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	<title>Ponto de Fuga &#187; Literatura</title>
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	<description>economia digital, cibercultura, jornalismo, cinema, crônica, música</description>
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		<title>5 curiosidades sobre o homem que salvou Woodstock</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 18:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Reprodução web

Max Yasgur, o fazendeiro que alugou a fazenda para
 a realização do festival
Alguns posts atrás, ao comentar sobre a leitura do livro “Woodstock – quarenta anos depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá” (Peter Fornatale, editora Agir), disse que voltaria ao tema. E aqui está. O personagem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Reprodução web</em><br />
<a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/max-yasgur-foto-AP.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/max-yasgur-foto-AP-300x187.jpg" alt="" title="max yasgur-foto AP" width="300" height="187" class="aligncenter size-medium wp-image-2501" /></a><br />
<em>Max Yasgur, o fazendeiro que alugou a fazenda para<br />
 a realização do festival</em></p>
<p>Alguns posts atrás, ao comentar sobre a leitura do livro <a href="http://www.pontodefuga.jor.br/o-ano-comeca-na-base-do-sexo-drogas-e-rock-and-roll">“Woodstock – quarenta anos depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá</a>” (Peter Fornatale, editora Agir), disse que voltaria ao tema. E aqui está. O personagem agora é Max Yasgur, um pacato fazendeiro de 49 anos que alugou a fazenda que abrigou o festival. </p>
<p>Yasgur entrou para a história de Woodstock por um desses acasos do destino, e de forma dramática. </p>
<p>&#8220;Seja qual for a versão, não fosse a gentileza do fazendeiro de leite Max Yasgur não teria havido Woodstock&#8221;, escreve Fornatale  em seu livro. </p>
<p>O que está escrito abaixo foi retirado da obra de Fornatale. </p>
<p>1-<strong>Desespero </strong>- Quatro semanas antes abertura do festival, a licença para a realização do evento no local original, numa região chamada Wallkill, foi retirada – é necessário lembrar que, naqueles tempos, essa história de sexo, drogas e rock and roll arrepiava os cabelos das boas famílias e autoridades, sejam elas quais fossem. </p>
<p>“Pânico é a palavra para o que sentimos”, afirmou Michael Lang, produtor executivo do festival.  </p>
<p><em>Site de Woodstock</em><br />
<a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/CreditTopFotoImageWorksmichael-lan-e-yasgur.jog_1.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/CreditTopFotoImageWorksmichael-lan-e-yasgur.jog_1-199x300.jpg" alt="" title="CreditTopFotoImageWorksmichael lan e yasgur.jog" width="199" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-2486" /></a><br />
<em>Lang e Yasgur</em></p>
<p>2-<strong>O salvador da pátria</strong> &#8211; Quem livrou os produtores do desastre foi um fazendeiro de leite chamado Max Yasgur, um dos heróis (quase) anônimos de Woodstock. Dono de uma fazenda de 240 hectares na cidade de Bethel que reunia as condições necessárias para abrigar o festival, ele foi descoberto, depois de muita procura, pelos produtores. Resolveu então alugar o espaço, mesmo com as reações nervosas de membros da comunidade local, que queriam a todo o custo impedir os shows. </p>
<p>3- <strong>Preço salgado</strong>	- Ok, Yasgur não era uma alma caridosa disposta a contribuir de graça com a felicidade dos hippies.  Ele cobrou uma fortuna para ceder a fazenda. “Em vez de US$ 7,5 mil (proposta inicial dos organizadores), pagamos a ele US$ 75 mil”, disse John Roberts, fundador de Woodstock que financiou o festival, sobre o valor inflacionado que Yasgur cobrou pelo aluguel. </p>
<p><em>Reprodução web</em><br />
<a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/woodstock-multidão.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/woodstock-multidão-300x198.jpg" alt="" title="woodstock-multidão" width="300" height="198" class="aligncenter size-medium wp-image-2484" /></a><br />
<em>Estima-se em 500 mil pessoas o público de Woodstock</em></p>
<p>Mas, fechado o negócio, Yasgur segurou a bronca, que foi forte, e deu de ouvidos para as vozes contrárias à realização de Woodstock. “Vocês foram prejudicados – acho uma besteira essa guerra de gerações que está acontecendo. Posso ajudá-los, porém sou um homem de negócios e isso vai ter um custo para vocês”, falou Max Yasgur aos produtores.  </p>
<p><em>Divulgação</em><br />
<a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/yasgur-ange-lee.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/yasgur-ange-lee-300x216.jpg" alt="" title="yasgur-ange lee" width="300" height="216" class="aligncenter size-medium wp-image-2489" /></a><br />
<em>Eugene Levy interpretou Yasgur<br />
em &#8220;Aconteceu em Woodstock&#8221; (Ang Lee)</em></p>
<p>4 – <strong>Deixa os garotos se divertirem </strong>- Eis o que diz Sam Yasgur, filho de Max, sobre a postura do pai: “&#8230; alguns vizinhos tiveram uma postura extremada contra os assim chamados hippies que vieram à parte oriental do condado de Sullivan. E aquilo aborreceu papai. </p>
<p>Lembro de dizerem que não gostavam do pessoal por causa da aparência e meu pai respondia que também não gostava do visual deles, mas que isso não era o mais importante – eles estavam protestando contra a guerra e milhares de soldados haviam morrido para que aqueles jovens pudessem fazer exatamente o que eles estavam fazendo, e essa era a essência da América”. </p>
<p><em>Reprodução web</em><br />
<a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/max-yasgur.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/01/max-yasgur-192x300.jpg" alt="" title="max yasgur" width="192" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-2481" /></a><br />
<em>Max Yasgur em Woodstock</em></p>
<p>5 – <strong>Falando para meio milhão</strong> &#8211; No festival, aquele que para alguns poderia não passar de um caipira desengonçado, fez um discurso marcante no palco, para meio de milhão de pessoas. </p>
<p>“<em>Eu sou um fazendeiro. Eu não sei – eu não sei como falar para vinte pessoas ao mesmo tempo, o que dizer de uma multidão dessas. Mas acho que vocês, jovens, provaram uma coisa ao mundo. Não apenas à cidade de Bethel ou ao condado de Sullivan. Vocês provaram algo ao mundo. </p>
<p>Este é o maior grupo de pessoas já reunido num lugar. Não tínhamos ideia de que iria haver um grupo desse tamanho e, por causa disso, vocês tiveram alguma inconveniência com água, comida e outras coisas. Os produtores fizeram um esforço monumental para tomar conta de vocês. Eles apreciariam um obrigado. </p>
<p>Mas acima disso, a coisa mais importante é que vocês provaram ao mundo que meio milhão de garotos – eu chamo vocês de garotos porque tenho filhos mais velhos que vocês. Meio milhão de jovens podem ficar juntos e não vai haver nada além de diversão e música. Deus abençoe vocês”.</em>      </p>
<p>Veja o trecho do documentário sobre Woodstock, dirigido por Michael Wadleigh, com o discurso de Max Yasgur.  </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1ORMb1uwOl8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1ORMb1uwOl8&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2482" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>&#8220;Minha denúncia é a minha alegria&#8221;</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/minha-denuncia-e-a-minha-alegria</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 01:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Recife]]></category>

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Vídeo com o poeta Miró da Muribeca agora está no YouTube e no Ponto de Fuga
Agora, sim: o vídeo Miró da Muribeca em São Paulo, que eu e Daniel A. Rubio fizemos (veja detalhes no post anterior ), está no YouTube. Para facilitar, replico-o neste post. Para que o YouTube comportasse o material, tivemos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/miro3.jpg" alt="miro3" title="miro3" width="405" height="255" class="aligncenter size-full wp-image-2127" /><br />
<em>Vídeo com o poeta Miró da Muribeca agora está no YouTube e no <strong>Ponto de Fuga</strong></em></p>
<p>Agora, sim: o vídeo <strong>Miró da Muribeca em São Paulo</strong>, que eu e Daniel A. Rubio fizemos (<em>veja detalhes no post anterior</em> ), está no YouTube. Para facilitar, replico-o neste post. Para que o YouTube comportasse o material, tivemos de dividi-lo em dois: Parte 1 e Parte 2. Sugiro assisti-los na seqüência. </p>
<p>Eis algumas frases de Miró frases extraídas do curta: </p>
<p>“<em>Sou poeta pernambucano, tenho 48 anos, oito livros publicados e nasci no bairro da Encruzilhada. Aí já começou a tragédia: nascer na Encruzilhada”</em>  </p>
<p>“<em>A poesia me deu a oportunidade de conhecer o País”</em></p>
<p><em>“Quando estava na oitava série, uma professora pediu para fazer uma redação. Então disse: ‘Chove um sol lá fora’. Ela falou: ‘Meu filho, como pode chover um sol lá fora?’. E respondi: ‘A senhora já ouviu falar em metáfora?’”  </em>   </p>
<p><em>“Tenho um poema que diz: “Jesus não vem: prepara-te”. Porque todo mundo diz ‘Jesus vem’. E se não vier?</p>
<p></em>“Minha denúncia é a minha alegria”<br />
<em><br />
“Sou ‘Alegrista’, gosto de pessoas simpáticas, que riem. A maior frase do Alegrismo é da minha mãe. Ela diz sempre: “Meu filho, fuja de gente que não ri. Gente que não ri é perigosa”.  </em></p>
<p><strong>PARTE 1</strong><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/waC7O1P4EnY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/waC7O1P4EnY&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>PARTE 2</strong><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tT53CzpIvyw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/tT53CzpIvyw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2126" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Palavras de Sabato</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/palavras-de-sabato</link>
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		<pubDate>Thu, 28 May 2009 05:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cartier Bresson
Do livro A Resistência, de Ernesto Sabato, companheiro a quem recorro nas horas cruciais.  
“Negar a morte, não visitar os cemitérios, não vestir o luto, tudo isso parecia uma afirmação da vida, e de fato o foi em certa medida. Mas, paradoxalmente, acabou se transformando numa armadilha, mais uma das muitas que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/05/bresson.bmp" alt="bresson" title="bresson" class="aligncenter size-full wp-image-1971" /><br />
Cartier Bresson</p>
<p>Do livro <strong>A Resistência, de Ernesto Sabato</strong>, companheiro a quem recorro nas horas cruciais.  </p>
<p>“Negar a morte, não visitar os cemitérios, não vestir o luto, tudo isso parecia uma afirmação da vida, e de fato o foi em certa medida. Mas, paradoxalmente, acabou se transformando numa armadilha, mais uma das muitas que a sociedade moderna fabricou para que o homem não sinta as situações-limite, aquelas em que nosso mundo desaba, as únicas capazes de nos despertar desta inércia que nos move. </p>
<p>Dizia Donne que ninguém dorme no carro que o leva da masmorra ao patíbulo, mas que todos dormimos no percurso do berço à sepultura; ou não estamos inteiramente acordados” </p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1969" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>A aventura trágica do Endurance e os olhos do repórter</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/a-aventura-tragica-do-endurance-e-os-olhos-do-reporter</link>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 03:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[antártida]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[endurance]]></category>
		<category><![CDATA[hurley]]></category>
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		<category><![CDATA[navio]]></category>

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		<description><![CDATA[
Fotos do navio preso na geleira feitas por Frank Hurley 
Em 1914, o navio Endurance partia rumo à Antártida em busca daquela que seria uma das últimas grandes conquistas possíveis aos exploradores de nosso tempo: a travessia a pé do continente antártico. Alcançar o feito era quase uma obsessão para Sir Ernest Shackleton, notável explorador [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/05/endurance2020fast20in20icepak.jpg" alt="endurance2020fast20in20icepak" title="endurance2020fast20in20icepak" width="387" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-1947" /><br />
<em>Fotos do navio preso na geleira feitas por Frank Hurley </em></p>
<p>Em 1914, o navio Endurance partia rumo à Antártida em busca daquela que seria uma das últimas grandes conquistas possíveis aos exploradores de nosso tempo: a travessia a pé do continente antártico. Alcançar o feito era quase uma obsessão para <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shackleton">Sir Ernest Shackleton</a></strong>, notável explorador irlandês do início do século XX. </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/05/shackleton-war_wideweb__430x293.jpg" alt="shackleton-war_wideweb__430x293" title="shackleton-war_wideweb__430x293" width="430" height="293" class="aligncenter size-full wp-image-1950" /><br />
<em>Endurance à noite</em>, condenado pela geleira</p>
<p>Não vou me alongar aqui na descrição da epopeia – apenas direi que a expedição entrou para a história como uma das mais dramáticas, heróicas e improváveis aventuras humanas de que se tem notícia. Delicio-me com os detalhes da história ao ler <strong><a href="http://wwwterra.com.br/istoe/artigos/ar220300.htm">Endurance – A Lendária Expedição de Shackleton à Antártica (Companhia das Letras),  </a>de Caroline Alexander</strong>. Dica de meu amigo Jaime Soares.  </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/05/shackleton.jpg" alt="shackleton" title="shackleton" width="330" height="440" class="aligncenter size-full wp-image-1948" /><br />
<em>Shackleton, o explorador que queria a Antártida</em></p>
<p>Em poucas palavras:  em meio a uma temperatura que podia chegar a 75º negativos e rajadas de vento de até quase 300 quilômetros por hora, o Endurance ficou aprisionado entre um vasto banco de gelo espalhado no mar e o continente antártico. Meses depois acabou afundando, quebrado pela pressão do gelo. </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/05/endurance_350.jpg" alt="endurance_350" title="endurance_350" width="350" height="281" class="aligncenter size-full wp-image-1946" /><br />
<em>Navio ficou preso meses entre blocos de gelo</em></p>
<p>Sem navio, 28 homens empurraram três barcos salva-vidas e depois esperaram meses até o gelo se despedaçar e, assim, poderem seguir pelo mar até uma ilha. Há muito, muito mais a contar, mas ficarei por aqui encerrando com uma última observação. </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/05/frankhurley.jpg" alt="frankhurley" title="frankhurley" width="350" height="522" class="aligncenter size-full wp-image-1944" /><br />
<em>Frank Hurley, o responsável pelas fotos históricas</em></p>
<p>Graças a um fotógrafo chamado <strong>Frank Hurley</strong>, que acompanhou a expedição, hoje temos à disposição um documento valioso sobre o caso. Para preservar as fotos, Hurley foi capaz de mergulhar nas águas geladas que inundavam o interior do Endurance para salvar as latas lacradas onde estavam os negativos. </p>
<p>Hurley tinha veia, jugular, olhos e coração do repórter. Conto mais nos próximos posts. </p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1945" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Grandes amigos</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/1489</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 17:24:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Baladas]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Outro assunto]]></category>

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		<description><![CDATA[
O poeta Miró da Muribeca, durante uma performance entre goles de cervejas e boas risadas
Miró é um desses cabras porretas que encontramos pela vida. Sujeito bacana, agradável e muito, muito talentoso. Camarada que fica feliz em viver a vida ao lado dos amigos. E da poesia.
Poeta recifense com uma íntima relação com Sampa, Miro é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/miro1.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/miro1.jpg" alt="" title="miro1" width="300" height="400" class="aligncenter size-full wp-image-1493" /></a></p>
<p><em>O poeta Miró da Muribeca, durante uma performance entre goles de cervejas e boas risadas</em></p>
<p><strong>Miró </strong>é um desses cabras porretas que encontramos pela vida. Sujeito bacana, agradável e muito, muito talentoso. Camarada que fica feliz em viver a vida ao lado dos amigos. E da poesia.</p>
<p>Poeta recifense com uma íntima relação com Sampa, Miro é um cronista das cidades, um repórter da poesia. Seus versos brotam das esquinas, dos bares, dos becos, das veias esburacadas vestidas de asfalto.</p>
<p>Miró é um velho-novo amigo que me foi apresentado por outro amigo do peito, o Dom Pixote <strong>Edson Lima</strong>, do <a href="http://www.oautornapraca.com.br/">Autor na Praça </a>(da Benedito Calixto, em Pinheiros). </p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/edson2.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/edson2.jpg" alt="" title="edson2" width="333" height="250" class="aligncenter size-full wp-image-1506" /></a></p>
<p>Edson Lima, uma grande figura </p>
<p>>Produtor cultural dos bons, Edson é um apaixonado por literatura. É daqueles que nadam contra a corrente não por achar bonito ser do contra, mas por insistir em seguir o coração, no que ele faz muito bem. </p>
<p>Edson é um devoto da cultura. Uma formiga cujo trabalho &#8211; por vezes sutil, que poucos vêem &#8211; produz frutos poderosos. Frutos para a cultura, por fomentar atividades vitais que se alastram subversivamente nos corações; para os amigos, por ser sincero e leal.<br />
Mais que isso, Edson é um apaixonado por pessoas. Sua especialidade é conectar uns aos outros. Fazer com que gente interessante se conheça, tornando a vida uma jornada mais saborosa.
</p>
<p><object width="400" height="300"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=398661&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=398661&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/398661">Poeta Miró &#8211; Ataque Cardíaco</a> from <a href="http://vimeo.com/bayeux">Pedro Bayeux</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>E assim conheci, de fato, Miró, com quem tomei contato rápido pela primeira vez há um ano, durante uma tarde sábado em que Edson o levou para um almoço organizado por outro amigo, o Cordeiro.</p>
<p>Um ano depois, Edson me “escala” – é isso mesmo, escalou – para um almoço com Miró. “Ele vai estar aí, vocês vão bater um papo muito legal”. Dito e feito.</p>
<p>Na Benedito, depois de algumas cervejas e bolinhos de bacalhau na barraca da <strong>Vera</strong>, esposa do Edson (outra pessoa iluminada), segui com Miró para o Museu da Língua Portuguesa, onde ele participaria de um encontro de poesia.</p>
<p>Mais tarde, foi a vez de <a href="http://quadro-magico.blogspot.com/2007/06/poeta-mir-tema-de-documentrios-em-vdeo.html">Miro </a>me apresentar outras grandes figuras – <strong>Ricardo, Mile e Silvana</strong>. Resumo da ópera: às 4 da manhã, sanduíche no Bar do Estadão, no centro, e a certeza de ter feito novos grandes amigos.  </p>
<p>Feliz Natal! </p>
<p><object width="400" height="300"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=398673&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=398673&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="400" height="300"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/398673">Poeta Miró &#8211; São Paulo</a> from <a href="http://vimeo.com/bayeux">Pedro Bayeux</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>O que fazemos de nossos dias?</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/o-que-fazemos-de-nossos-dias</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 03:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Mudei-me recentemente e, por isso, caixas e mais caixas tomam conta do meu  apartamento. Elas já deveriam ter sido desfeitas, mas continuam lá. Um dos resultados disso é que não acho meus CDs direito. Mas eis que, revirando uma das caixas, deparo com um CD de poesias de Fernando Pessoa recitado por Paulo Autran. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/cartier1.bmp"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/cartier1.bmp" alt="" title="cartier1" class="aligncenter size-full wp-image-1452" /></a></p>
<p>Mudei-me recentemente e, por isso, caixas e mais caixas tomam conta do meu  apartamento. Elas já deveriam ter sido desfeitas, mas continuam lá. Um dos resultados disso é que não acho meus CDs direito. Mas eis que, revirando uma das caixas, deparo com um CD de poesias de <strong>Fernando Pessoa </strong>recitado por <strong>Paulo Autran</strong>. </p>
<p>Um de meus prediletos. Tenho-o há muitos anos. Ele é meu companheiro de muitas jornadas. Passagens tristes, felizes, de descobertas e angústias – um amigo com quem há algum tempo não conversava.  Peguei-o, e assim voltei em minha vida. Retornei uns dez anos, e de lá fui votando em direção ao presente. </p>
<p>Relembrei quando morava com meus queridos pais e dormia ao som desse e de outros CDs de poesias. Uma doce nostalgia do futuro tomou conta de mim. </p>
<p>Ouvi novamente um dos poemas mais belos que conheço e que me faz recuperar novamente a suavidade que, desapercebidamente, pode escapar pelos dedos na correria dos dias ( lembro-me sempre de Pessoa na voz do grande ator; perdi a conta das noites em que, regado a vinho, me entreguei à audição e dormi escutando Pessoa ou Drummond). </p>
<p>O poema é “Vem sentar-te comigo, Lídia”, de Ricardo Reis. Houve uma época em que eu o recitava de cor e salteado.</p>
<p>“Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio/ Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos/ Que a vida passa &#8211; e não estamos de mãos enlaçadas/ (enlacemos as mãos)”</p>
<p>A vida passa, ele diz,  a vida passa&#8230;O que fazemos de nossos dias?</p>
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		<title>O Túnel, de Ernesto Sabato</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 11:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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Sabato lançou O Túnel em 1948
Estou lendo O Túnel, do argentino Ernesto Sabato (Companhia das Letras). Ótimo livro. Narrado em primeira pessoa pelo protagonista Juan Pablo Castel, a obra é o relato de um pintor que matou uma mulher pela qual ficou obcecado. A partir daí, decompõe um crime, ou melhor, as motivações de um crime. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="sabato" src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/sabato.jpg" alt="" width="400" height="261" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Sabato lançou O Túnel em 1948</em></p>
<p>Estou lendo <strong>O Túnel</strong>, do argentino<strong> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ernesto_Sabato">Ernesto Sabato</a></strong> (Companhia das Letras). Ótimo livro. Narrado em primeira pessoa pelo protagonista Juan Pablo Castel, a obra é o relato de um pintor que matou uma mulher pela qual ficou obcecado. A partir daí, decompõe um crime, ou melhor, as motivações de um crime. Dessa maneira, Sabato nos convida à investigação de uma alma perturbada, entregue à obsessão, em completo estado de reclusão e incomunicabilidade.</p>
<p>Em seu relato, o personagem analisa a razão de ter ficado obcecado (não vejo outra palavra para descrever, por isso a repetição) pela mulher – a única pessoa – que realmente observou aquilo que ele, o autor, considerava o ponto-chave de A Maternidade, uma de suas grandes telas: uma cena, no alto e à esquerda da tela, sobre uma praia solitária com uma mulher fitando o mar. &#8220;A cena sugeria, na minha opinião, uma solidão ansiosa e absoluta&#8221;, diz Castel.</p>
<p>Sabato diz, nas páginas de apresentação, que sua intenção inicial com o livro era escrever um conto sobre um pintor que enlouquecia ao não conseguir se comunicar com ninguém, nem mesmo com a mulher. Um indivíduo em estado de isolamento metafísico, ou existencial, se assim o quisermos. Mas eis que a obra ganhou vida própria, e vejam então que coisa interessantíssima diz Sabato:</p>
<p><em>&#8220;Ao acompanhar o personagem, porém, constatei que ele se distanciava consideravelmente desse tema metafísico para ‘descer’ a problemas quase triviais do sexo, ciúmes e crimes (&#8230;) Mais tarde compreendi a origem do fenômeno. É que os seres de carne e osso não podem jamais representar as angústias metafísicas sob o estado de idéias puras: fazem-no sempre encarnando essas idéias, obscurecendo-as com sentimentos e paixões. Os seres carnais são essencialmente misteriosos e se movem em impulsos imprevisíveis, mesmo para o próprio escritor que serve de intermediário entre esse estranho mundo da ficção, irreal mas verdadeiro, e o leitor, que acompanha seus dramas&#8221;. </em></p>
<p>Que tal?</p>
<p>Voltarei ao assunto.</p>
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		<title>O que a veia bailarina tem a nos ensinar</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/o-que-a-veia-bailarina-tem-a-nos-ensinar</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 02:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Outro assunto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto Martin Munkacsi
Certas passagens da vida nos levam a um questionamento vital: o que fazemos de nossos dias? O que motiva nossas atitudes? Qual o papel do trabalho, da família, dos amores, dos amigos? Para onde conduzimos nossa vida? Ou não conduzimos e somos barco à deriva, ao sabor dos ventos? 

Na maioria das vezes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/cartierbresson-anjos1.jpg" title="cartierbresson-anjos1.jpg"></a><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/martin-munkacsi.jpg" alt="martin-munkacsi.jpg" /></p>
<p align="center">Foto Martin Munkacsi</p>
<p align="center"><span style="font-family: Verdana">Certas passagens da vida nos levam a um questionamento vital: o que fazemos de nossos dias? O que motiva nossas atitudes? Qual o papel do trabalho, da família,</span><span style="font-family: Verdana"> dos amores, dos amigos? Para onde</span><span style="font-family: Verdana"> conduzimos nossa vida? Ou não</span><span style="font-family: Verdana"> conduzimos e somos barco à deriva, a</span><span style="font-family: Verdana">o sabor dos ventos? </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana">Na maioria das vezes, são as</span><span style="font-family: Verdana"> circunstâncias adversas que disparam esse olhar interior. À parte o</span><span style="font-family: Verdana"> sofrimento do primeiro instante, é <span> </span>por</span><span style="font-family: Verdana"> meio desse movimento &#8211; o de </span><span style="font-family: Verdana">olhar para si, investigar-se em meio ao turbilhão </span><span style="font-family: Verdana">e se perguntar o que queremos</span><span style="font-family: Verdana"> para nossa vida &#8211; que podemos </span><span style="font-family: Verdana">recobrar o valor daquilo que realmente importa e</span><span style="font-family: Verdana"> faz sentido. Assim os dias podem ser mais coloridos e saborosos.<span>  </span></span></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/martin-munkacsi.jpg" title="martin-munkacsi.jpg"></a></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/loyola-pulo.JPG" alt="loyola-pulo.JPG" /></p>
<p align="center">Foto da web</p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">Uma das coisas mais tocantes que li a esse respeito foi escrita por <a href="http://www.releituras.com/ilbrandao_bio.asp">Ignácio de Loyola Brandão </a>em <a href="http://veja.abril.com.br/160797/p_123.html"><strong><span style="font-family: Verdana">A Veia Balarina</span></strong> </a>(Global Editora), livro de 1997. Li-o há uns<span> quatro, cinco</span> anos, mas não me esqueço. <span style="font-size: 12pt; font-family: Georgia"></span></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">No livro, o grande escritor narra como foi descobrir que uma artéria </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">em seu cérebro poderia explodir a qualquer momento: ele tinha um aneurisma cerebral. </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">A veia bailarina do título</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"> bela</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"> metáfora </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">para aquel</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">a pequenina veia que se esquiva da agulhada, tem vontade própria a <span> </span>e diz “comigo não” </span><span style="font-family: Georgia"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">Trata-se de um livro sobre a dor, o medo, as perdas acumuladas ao longo da vida, mas também s</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">obre o </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">recomeço,</span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"> a redescoberta da existência</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><span style="font-family: Verdana"></span></font></span></font></span></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt"><font face="Times New Roman"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><span style="font-family: Verdana"></span></font></span></font></span></span></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/cartier-bresson-jumpwebsite.jpg" alt="cartier-bresson-jumpwebsite.jpg" /></p>
<p align="center">Cartier-Bresson</p>
<p><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana">Vejam o seguinte trecho:</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"></span><span style="font-family: Georgia"></span><em><span style="font-family: Verdana">&#8220;De um episódio</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> em que convivi com a possibilidade da morte</span></em><em><span style="font-family: Verdana">, tirei uma lição </span></em><em><span style="font-family: Verdana">das mais elementares. </span></em><span style="font-family: Georgia"></span><em><span style="font-family: Verdana">Descobri o essencial: a minha vida é e</span></em><em><span style="font-family: Verdana">sta, deste </span></em><em><span style="font-family: Verdana">jeito. Vou vivê-la</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> assim, com o que tem de bom e ruim, com alegrias e inquietações,</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> sofrimento e felicidade, encargos, chatices, encontros e desencontros. </span></em></p>
<p><em><span style="font-family: Verdana"></span></em><span style="font-family: Georgia"></span><em><span style="font-family: Verdana">Ser contemplativo, sem perder a agressividade que me estimula a produzir, criar, andar em busca do sonho. Tentar não </span></em><em><span style="font-family: Verdana">me deixar</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> envolver pela mecanicidade, olhar para os outros, medir a intensidade do problema deles e a dos meus. </span></em><span style="font-family: Georgia"></span></p>
<p><em><span style="font-family: Verdana">Viver a vida m</span></em><em><span style="font-family: Verdana">inha maneira e não ficar preocupado em</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> mostrar apenas meu lado bom, a minha face fotogênica</span></em><em><span style="font-family: Verdana">, porque isso acaba gerando</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> uma tensão </span></em><em><span style="font-family: Verdana">constante, uma preocupação em não me deixar apanhar desprevenido.</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> </span></em></p>
<p align="center"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/cartierbresson-anjos1.jpg" title="cartierbresson-anjos1.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/06/cartierbresson-anjos1.jpg" alt="cartierbresson-anjos1.jpg" /></a></p>
<p align="center">Cartier-Bresson</p>
<p><em><span style="font-family: Verdana"></span></em><em><span style="font-family: Verdana"><em><span style="font-family: Verdana">Não </span></em><em><span style="font-family: Verdana">ter medo de me mostrar frágil. Fazer o que posso e</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> tenho capacidade para fazer, não </span></em><em><span style="font-family: Verdana">tentar corresponder a imagens ou realizações que</span></em><em><span style="font-family: Verdana"> esperam de mim. </span></em><em><span style="font-family: Verdana">Devo saber o que esperar de mim, conhecer meus limites e minhas possibilidades.”</span></em><span style="font-family: Verdana">Para encerrar: Loyola Brandão </span><span style="font-family: Verdana">superou o problema de saúde e <span> </span>continua a nos presentear com belas crônicas </span><span style="font-family: Verdana">e romances.</span><span style="font-family: Georgia"> </span></span></em></p>
<p align="left">&nbsp;</p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1267" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>O cheiro da alma</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/o-cheiro-da-alma</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 06:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Busquei na prateleira um livro que me acompanha desde 2001 e ao qual recorro de tempos em tempos. De Pierre Lévy ( ele mesmo, o filósofo da cibercultura), O Fogo Liberador (Iluminuras). Ótimo. Uma espécie de coleção de memórias filosóficas, aforismos existenciais, reflexões. “Um diário de bordo de um início de viagem, da descoberta do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">Busquei na prateleira um livro que me acompanha desde 2001 e ao qual recorro de tempos em tempos. De Pierre Lévy ( ele mesmo, o filósofo da cibercultura), <strong>O Fogo Liberador </strong>(Iluminuras). Ótimo. Uma espécie de coleção de memórias filosóficas, aforismos existenciais, reflexões. “Um diário de bordo de um início de viagem, da descoberta do viajante. No meu caso, a viagem certamente não terminou”, diz Lévy no prefácio.</span><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" title="alma-praia-ed.bmp"></a></font></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" title="alma-praia-ed.bmp"></a></font></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" title="alma-praia-ed.bmp"></a></font></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" title="alma-praia-ed.bmp"> </a></font></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" title="alma-praia-ed.bmp"></a></font></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" title="alma-praia-ed.bmp"></a></font></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" title="alma-praia-ed.bmp"></a></font></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span></span></span></span></span></span><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 14pt; font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"><font size="3"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/03/alma-praia-ed.bmp" alt="alma-praia-ed.bmp" /><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"> </span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">Tamanha a identificação com o que sinto atualmente, essas palavras poderiam ser minhas.<span>     </span></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"><span>                  </span></span></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"></span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">Vejam esse trecho escrito por Lévy: </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"></span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana">“Que atmosfera reina no seu íntimo? O ódio? A agressividade? O ressentimento? A falta? A voracidade? A cobiça? O medo? A culpa? A autocrítica? A auto-satisfação? A hipocrisia? O recalque? A serenidade de fachada? Ou antes a honestidade, o amor, a abertura ao instante? Observe sem tréguas. Sinta o cheiro de sua alma.</span> </span><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"></span></span></p>
<p></span></p>
<p style="text-align: center"><span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"></span></p>
<p></font></span></span></span></span></span></span></p>
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		<title>Rapidinhas sobre a leitura</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2007 01:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
1. De Paul Valéry, citado por W.H Auden no livro A Mão do Artista:
“Só se lê aquilo que é lido com algum propósito pessoal. Pode ser até com a intenção de adquirir poder. Pode ser até mesmo com ódio ao autor”.
2. Mais sobre a leitura, agora do próprio Auden:
“Ler é traduzir, pois a experiência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://bp0.blogger.com/_iY63EZIghR8/Rf3ly2q6X8I/AAAAAAAAALc/xzQQzBoQT4Q/s320/ler1.jpg" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5043439819556544450" border="0" /></p>
<p><strong>1. De Paul Valéry</strong>, citado por W.H Auden no livro <em>A Mão do Artista</em>:</p>
<p>“Só se lê aquilo que é lido com algum propósito pessoal. Pode ser até com a intenção de adquirir poder. Pode ser até mesmo com ódio ao autor”.</p>
<p><strong>2. Mais sobre a leitura</strong>, agora do próprio Auden:</p>
<p>“Ler é traduzir, pois a experiência de cada pessoa com o texto é exclusiva. Um mau leitor é como um mau tradutor: interpreta literalmente quando deveria parafrasear, e adota a paráfrase quando deveria interpretar literalmente. Para aprendermos a ler de uma forma mais crítica, a erudição, embora bastante útil, é menos importante que o instinto; há grandes eruditos que, como tradutores, mostram-se fracos”.</p>
<p><strong>3. Eis que essas pílulas</strong> sobre o ato de ler me fizeram buscar na prateleira <em>A Aventura do Livro &#8211; do leitor ao navegador</em>, de Roger Chartier:</p>
<p>“A leitura é sempre apropriação, invenção, produção de significados. Segundo a bela imagem de Michel Certeau, o leitor é um caçador que percorre terras alheias. Apreendido pela leitura, o texto não tem de modo algum – ou ao menos totalmente – o sentido que lhe atribui seu autor, seu editor ou seus comentadores. Toda história da leitura supõe,em seu princípio, esta liberdade do leitor que desloca e subverte aquilo que o livro pretende lhe impor”</p>
<p><strong>4. A minha visão </strong>sobre a leitura</p>
<p>Ler é se aventurar numa escuridão de delícias; é atravessar  o abismo sem o risco da queda. É ver-se refletido nos outros que há em nós e vice-versa; é desdobrar-se em um, nenhum e cem mil. É conhecer a si mesmo olhando de dentro do inferno.</p>
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