Gérard Depardieu e Fanny Ardant , em A Mulher do Lado (Truffaut, 1981)
Livre delírio deste blogueiro feito a partir de A Mulher do Lado, de Truffaut.
“Você sempre vai me amar, vai me proteger?”, perguntou ela. Seu medo era o de sempre: o amor que acaba, as juras perdidas entre cartas, fotos e lembranças amareladas. Havia anos que não se viam, até que se mudou para a casa vizinha à dele. “Pra onde vão todos esses carros?” Ele não falou nada – quieto, tentava descobrir por que o passado retorna.
“Quanto mais estúpidas, mais verdadeiras são as músicas”, disse ele. Ela não entendeu. “O que importa”, emendou ele, “é que as histórias de amor precisam ter um início, um meio e um fim”. Ela continuou sem compreender. E então puxou o gatilho. Foram dois disparos.









