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	<title>Ponto de Fuga &#187; Digital</title>
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	<description>economia digital, cibercultura, jornalismo, cinema, crônica, música</description>
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		<title>Crônica de Ano Novo sobre amor e tecnologia: ou revisitando arquivos de um PC aposentado</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 16:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escritos de cinema, posts para blogs, documentos. Minhas imagens, minhas músicas, minhas pastas compartilhadas. Planilhas de Excel que nunca usei direito.  
Fotos, poesias, projetos. Boletos vencidos. Mensagens que nunca li, e-mails que nunca responderei. 
Downloads de diversos timbres – do rock ao jazz, do tango ao samba. Tem até punk e heavy metal. Reportagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2779" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2011/01/Ella1.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2011/01/Ella1-300x225.jpg" alt="" title="Ella" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-2779" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Experimente religar um computador seu há anos aposentado e repassar sua vida digital a limpo. O passado vira presente, mesmo que por instantes</em></p></div>
<p>Escritos de cinema, posts para blogs, documentos. Minhas imagens, minhas músicas, minhas pastas compartilhadas. Planilhas de Excel que nunca usei direito.  </p>
<p>Fotos, poesias, projetos. Boletos vencidos. Mensagens que nunca li, e-mails que nunca responderei. </p>
<p><strong>Downloads de diversos timbres</strong> – do rock ao jazz, do tango ao samba. Tem até punk e heavy metal. Reportagens prontas e inacabadas. Transcrições de entrevistas, títulos pela metade. Pautas e sonhos sonhados – realizados ou não. Ideias para artigos e outros rabiscos. Fotos de quando era mais cabeludo. </p>
<p>Críticas de filmes. Resenhas, delírios, minutos gravados numa câmera digital. As baladas que me fizeram a cabeça. As mulheres que me fizeram o coração. Registros de festas, de tristezas e andanças, de soluços e contas a pagar. Skype e messenger mudos.</p>
<p><strong>Erro de proteção</strong> contra gravação. Remova a proteção contra gravação ou use outro disco. Disquete de 3 ¹/², antivírus desatualizado. Remover hardware de segurança.</p>
<p>E lá está ela tocando violino&#8230; Cabelos curtos, levemente ondulados. </p>
<p>Tão linda, tão delicada, tão minha.  </p>
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		<title>Pelé faz seu último gol em superprodução da web</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 15:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
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		<description><![CDATA[Post meu publicado originalmente no Nave Digital, meu blog no IDG Now! 

Pelé disse que tinha um sonho. O Rei do Futebol queria que seu último gol tivesse sido com a amarelinha, e não com a do New York Cosmos, o clube americano pelo qual encerrou a carreira na década de 1970.

Pelé entrou em campo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Post meu publicado originalmente no <a href="http://idgnow.uol.com.br/blog/navedigital/2010/06/16/pele-faz-seu-ultimo-gol-pela-selecao-em-superproducao-da-web/">Nave Digital, meu blog no IDG Now! </a><br />
</em><br />
Pelé disse que tinha um sonho. O Rei do Futebol queria que seu último gol tivesse sido com a amarelinha, e não com a do New York Cosmos, o clube americano pelo qual encerrou a carreira na década de 1970.</p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/06/Pele435-91.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/06/Pele435-91-300x144.jpg" alt="" title="Pele435-9" width="300" height="144" class="aligncenter size-medium wp-image-2748" /></a><br />
<em>Pelé entrou em campo para curta em sua homenagem</em></p>
<p>Então uma legião de mais de 600 profissionais, entre diretores de publicidade, técnicos, iluminadores etc etc – e mais de mil figurantes – ficaram dois dias enfurnados no estádio do Morumbi. O objetivo era tornar “realidade” o sonho de Pelé.</p>
<p>Eles estavam lá para filmar “1284”, curta-metragem criado pela Young &#038; Rubicam, com produção da O2 Filmes, para a Vivo. O título é uma referência ao total de gols de Pelé em sua carreira – foram 1283, ou 1284, com o “gol” que o curta proporciona ao Rei do Futebol.</p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/06/Pele435-5.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/06/Pele435-5-300x151.jpg" alt="" title="Pele435-5" width="300" height="151" class="aligncenter size-medium wp-image-2746" /></a><br />
<em>Filme com o Rei quer fisgar internauta pela emoção</em></p>
<p>Com requintes de superprodução e cerca de sete minutos, o filme tem um detalhe que o torna diferente: você não o verá na TV; ele foi pensado e criado para a internet.</p>
<p><strong>Um novo paradigma de produção?</strong></p>
<p>Trata-se de um fato que merece atenção do mercado, dos profissionais de web e também dos internautas que querem ver na tela do PC ou smartphones produções de qualidade: raríssimas vezes no Brasil, se é que houve alguma (alguém aí lembra de outro exemplo?) um curta-metragem com linguagem cinematográfica, embora servindo a objetivos institucionais de uma marca, foi bancado por uma empresa.</p>
<p>Veja o curta e mais detalhes sobre a produção no meu blog no<a href="http://idgnow.uol.com.br/blog/navedigital/2010/06/16/pele-faz-seu-ultimo-gol-pela-selecao-em-superproducao-da-web/"> IDG Now!, o Nave Digital. </a></p>
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		<title>Bob Dylan, o Twitter e o futuro</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/bob-dylan-o-twitter-e-o-futuro</link>
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		<pubDate>Fri, 21 May 2010 04:06:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosoverbologia]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<description><![CDATA[Leio em &#8220;Crônicas-Volume 1&#8243;, de Bob Dylan (Ed Planeta), ele relembrando que nasceu na Segunda Guerra, época de transformações profundas. &#8220;Se você tivesse nascido por volta dessa época ou estivesse vivo e antenado, poderia sentir o velho mundo acabando e o novo começando&#8221;.
E o que dizer de hoje, com as mentes alvoroçadas diante da revolução [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leio em &#8220;<a href="http://www.pontodefuga.jor.br/no-embalo-de-bob-dylan">Crônicas-Volume 1&#8243;</a>, de <a href="http://www.pontodefuga.jor.br/bob-dylan-necessario-e-revigorante">Bob Dylan</a> (Ed Planeta), ele relembrando que nasceu na Segunda Guerra, época de transformações profundas. &#8220;Se você tivesse nascido por volta dessa época ou estivesse vivo e antenado, poderia sentir o velho mundo acabando e o novo começando&#8221;.</p>
<p>E o que dizer de hoje, com as mentes alvoroçadas diante da revolução tecnológica, da contínua conexão de tudo e todos, com efeitos diretos em corações e mentes? Novas maneiras de criar, organizar e expressar ideias? Visões de mundo em 140 caracteres ? </p>
<p>Necessidade de reinventar as formas de participação política, cultural e de fazer relacionamentos? Ou tudo passaria apenas de mais uma jornada insana da humanidade, um delírio de início de milênio? Bom, se eu estiver devaneando demais, esqueça tudo. Apenas veja e ouça o velho Bob.(com Joan Baez, melhor ainda).</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NDa62INBCqw&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/NDa62INBCqw&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2698" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Podcast: onde vai parar a pendenga Google x China?</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/podcast-onde-vai-parar-a-pendenga-google-x-china</link>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 02:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
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		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
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		<description><![CDATA[
Comentário meu em podcast na rádio CBN (boletim CBN Tecnologia da Informação) sobre a pendenga China X Google. 
Clique aqui para ouvir.  
Ou aqui para ouvir mais comentários: o segredo da Apple.
 ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/03/Google.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2010/03/Google-300x206.jpg" alt="" title="Google" width="300" height="206" class="aligncenter size-medium wp-image-2682" /></a></p>
<p>Comentário meu em podcast na rádio CBN (boletim CBN Tecnologia da Informação) sobre a pendenga China X Google. </p>
<p><a href="http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/cbn-tecnologia-da-informacao/2010/03/24/GOOGLE-SUSPEITA-QUE-HACKERS-CHINESES-ALTERARAM-PAGINA-COORPORATIVA.htm">Clique aqui para ouvir</a>.  </p>
<p>Ou aqui para ouvir mais comentários: <a href="http://www.pontodefuga.jor.br/podcast-na-cbn-com-este-blogueiro-sobre-apple-ipad-e-marketing">o segredo da Apple</a>.</p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2683" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que o diretor-geral do MySpace Brasil tem a dizer</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/o-que-o-presidente-do-myspace-brasil-tem-a-dizer</link>
		<comments>http://www.pontodefuga.jor.br/o-que-o-presidente-do-myspace-brasil-tem-a-dizer#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 16:57:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Emerson Calegaretti comanda a operação do site de música,
que fechou as portas no País
Um dos responsáveis diretos pela fundação do Google e do MySpace no Brasil, o nome de Emerson Calegaretti é bem conhecido no meio digital. Como jornalista que cobre a área digital, acompanho as empresas que comanda ou comandou, embora só tenhamos nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/calegaretti.bmp" alt="calegaretti" title="calegaretti" class="aligncenter size-full wp-image-2241" /><br />
<em>Emerson Calegaretti comanda a operação do site de música,<br />
que fechou as portas no País</em></p>
<p>Um dos responsáveis diretos pela fundação do <strong>Google</strong> e do <strong>MySpace</strong> no Brasil, o nome de <strong>Emerson Calegaretti </strong>é bem conhecido no meio digital. Como jornalista que cobre a área digital, acompanho as empresas que comanda ou comandou, embora só tenhamos nos conhecido pessoalmente na semana passada, quando ele fez uma ótima palestra sobre redes sociais no curso de comunicação digital da ESPM (<em>leia mais no post sobre Paulo Henrique Amorim e sobre os protestos no Irã, nesta mesma página</em>). </p>
<p>Ao final do encontro, meu amigo <strong>Gil Giardelli</strong>, curador do curso (veja mais no blog <a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/">dele</a>), me apresentou ao Calegaretti, a quem pedi uma entrevista (que seria em vídeo, para o blog). Convite prontamente aceito. Faltava apenas agendar a data.   </p>
<p>E veja como são as coisas, amigo do Ponto de Fuga. Sujeito atencioso e alto astral, Calegaretti se vê agora diante de um momento delicado, uma semana depois.  </p>
<p>Ele é diretor-geral do MySpace, uma das maiores redes sociais do mundo e que anunciou há poucos dias que <a href="http://portalexame.abril.com.br/blogs/zeroseuns/20090622_listar_dia.shtml?permalink=175922">encerrará atividades no Brasil</a>. A companhia controlada pelo magnata da mídia <strong>Rupert Murdoch </strong>cortou 30% da força de trabalho nos EUA e passou a faca em suas demais operações espalhadas pelo mundo. </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/myspacelog.jpg" alt="myspacelog" title="myspacelog" width="400" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-2237" /><br />
<em>Empresa cortou 30% da força de trabalho nos EUA</em></p>
<p>Destaco aqui a postura do Calegaretti diante do episódio. Em vez de se resumir a uma comunicado frio e impessoal, assinado pela corporação, ele optou por fazer um post no MySpace para explicar aos usuários do site e aos demais interessados o que se passa com a companhia no Brasil. Em primeira pessoa, diga-se. </p>
<p>Pode parecer pouco, mas não é, se observarmos como costumam se comportar executivos de grandes corporações diante de obstáculos desse porte.  </p>
<p>“Muitas coisas ainda estão por resolver por aqui. Mas sem crise. Já tive tempo de dar vários rolês de moto que deixaram minha mente limpa. Mais ainda, tive todo o amor da minha família e amigos para reforçar isso”, escreveu em seu blog no MySpace (<a href="http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&#038;friendId=175727343&#038;blogId=496621694">veja aqui</a>). </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/myspace1.JPG" alt="myspace1" title="myspace1" class="aligncenter size-full wp-image-2236" /><br />
<em>Site continua a operar em português, mas<br />
sem produção de conteúdo </em></p>
<p>Deixo aqui um compilado de sua palestra. Em seguida, a apresentação dele no curso da ESPM.  </p>
<p>•	As redes sociais digitais são importantes porque mudam a relação das pessoas com a cultura, consumo, economia, política e família etc.</p>
<p>•	A Geração X (a que cresceu com a internet) é composta por jovens conectados, que valorizam muito a opinião dos amigos, buscam satisfação instantânea, querem encontrar conteúdo ou entretenimento quando, como e no lugar que desejarem e não se submetem a hierarquias rígidas.</p>
<p>•	Uma empresa, entidade ou pessoa física que queira ter uma atuação eficiente nos canais digitais precisa saber qual sua reputação na rede (o que dizem de você nos sites, blogs etc). No caso das companhias, também observar o que dizem de seus concorrentes.</p>
<p>•	A comunicação de Obama foi eficiente porque sua mensagem catalisou sentimentos opostos aos que Bush despertou. Depois de o presidente da guerra ter acirrado os ânimos do mundo contra os EUA, visto como beligerante e dominador, Obama se colocou como agente da mudança, da esperança, do diálogo. E o digital foi a aliado nesse objetivo. Ele usou seu site e redes sociais digitais para iniciar uma conversa com a população, especialmente os mais jovens. </p>
<p>•	Um projeto de comunicação na rede precisa ser constante. Não adianta criar uma ação hoje e amanhã engavetá-la. </p>
<p>Veja a apresentação do Calegaretti.   </p>
<p><img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" border=0 width=0 height=0 src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyNDU4NjE5NDY5MzcmcHQ9MTI*NTg2MjA4Njk1MyZwPTEwMTkxJmQ9c3NfZW1iZWQmZz*yJnQ9Jm89NjNiZDk4ZTA*NWFmNGIzOWIxZmY2MmQyNDI5YmFjODcmb2Y9MA==.gif" />
<div style="width:425px;text-align:left" id="__ss_1594080"><a style="font:14px Helvetica,Arial,Sans-serif;display:block;margin:12px 0 3px 0;text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/calegaretti/calegaretti-espm-junho-2009?type=powerpoint" title="Calegaretti ESPM Junho 2009">Calegaretti ESPM Junho 2009</a><object style="margin:0px" width="425" height="355"><param name="movie" value="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=calegarettiespmjunho2009-090616171916-phpapp01&#038;stripped_title=calegaretti-espm-junho-2009" /><param name="allowFullScreen" value="true"/><param name="allowScriptAccess" value="always"/><embed src="http://static.slidesharecdn.com/swf/ssplayer2.swf?doc=calegarettiespmjunho2009-090616171916-phpapp01&#038;stripped_title=calegaretti-espm-junho-2009" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="355"></embed></object>
<div style="font-size:11px;font-family:tahoma,arial;height:26px;padding-top:2px;">View more <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/">OpenOffice presentations</a> from <a style="text-decoration:underline;" href="http://www.slideshare.net/calegaretti">Emerson Calegaretti</a>.</div>
</div>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2239" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Paulo Henrique Amorim: &#8220;Quero ser um portal&#8221;</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/paulo-henrique-amorim-quero-ser-portal</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 19:05:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 O blogueiro Paulo Henrique Amorim (foto retirada da internet)
Ele chega à porta do auditório da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo, e para por alguns instantes. Seu terno é bem cortado; sua postura, alinhada. O penteado não ostenta nem um fio fora do lugar.  
Enquanto passeia os olhos pela platéia, ergue [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2191" title="pha1" src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/pha1.jpg" alt="pha1" width="451" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><em> O blogueiro Paulo Henrique Amorim (foto retirada da internet)</em></p>
<p>Ele chega à porta do auditório da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo, e para por alguns instantes. Seu terno é bem cortado; sua postura, alinhada. O penteado não ostenta nem um fio fora do lugar.  </p>
<p>Enquanto passeia os olhos pela platéia, ergue a cabeça e abre ligeiramente a boca. Parece admirado e curioso. Praticamente lotada, a sala recebe cerca de 70 pessoas, que estão confortavelmente sentadas em cadeiras estofadas que se localizam em um nível inferior e de costas para quem adentra o ambiente.</p>
<p>Os instantes de observação são breves, porque logo ele é chamado por Gil Giardelli, seu anfitrião, para ocupar o lugar de destaque da noite.  Paulo Henrique Amorim está preocupado. O relógio já crava 20h, trinta minutos além do horário marcado para iniciar sua palestra no curso de Ações Inovadoras em Comunicação Digital, na ESPM.</p>
<p><strong>Paulo Henrique Amorim,</strong> o jornalista veterano, vai contar suas aventuras num universo que ainda deixa desbaratado um bocado de gente com muitas primaveras a menos, incluindo vários coleguinhas da imprensa.  Vai relatar sua experiência de blogueiro. Contará como é ser jornalista na era digital.</p>
<p> “Olá, tudo bem?”, ele diz.  </p>
<p>Ele começa pelo cumprimento peculiar, a marca registrada que todos se acostumaram a ouvir em seus programas de TV. Claro, claro: com a mesma entonação característica, a voz anasalada, rouca, inconfundível.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="pha4" src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/pha41.jpg" alt="pha4" width="405" height="270" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Ele não se furta a falar de web e jornalismo em palestras país afora</em></p>
<p>Vai logo pedindo desculpas pelo atraso. Ele odeia se atrasar. Culpa o trânsito e faz troça dos tucanos. Diz que os engarrafamentos colossais de São Paulo têm o bico dessa espécie de ave política que se mostra incapaz de dar um jeito no problema ( ele gravou um buzinaço feito por motoristas irritados e transformou em podcast em seu blog).</p>
<p>Com um humor que vai da ironia ao sarcasmo num piscar de olhos, Paulo Henrique  falou de tudo e mais um pouco. Falou que sua experiência profissional na internet começou há um punhado de anos, com projetos de web TV no UOL. <strong>Contou que um dia teve uma ideia sensacional</strong>, que mudaria o mundo e poderia enriquecê-lo. Algo de gênio, que ninguém nunca antes neste país havia pensado: fazer um chat sobre mercado financeiro assim que a Bolsa encerrasse o pregão. Um programa para que as pessoas  entendessem a temperatura das finanças.  </p>
<p>“Conversei com o Marcelo Lacerda, fundador do Zaz (que posteriormente virou o Terra). Ele adorou”. Buscaram patrocinadores, o produto foi ao ar e, embora certa vez tenha tido a audiência do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga  (“Era o único na sala de bate-papo no dia!”), teve desconectar o projeto de sua vida. “Foi um retumbante fracasso”</p>
<p style="text-align: center;"><img title="paulo-henrique-amorim-171" src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/paulo-henrique-amorim-1711.jpg" alt="paulo-henrique-amorim-171" width="413" height="275" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Blog dá audiência, mas o ganha-pão mesmo vem do trabalho na Rede Record</em> </p>
<p><strong>A transformação da mídia em função da tecnologia digital </strong>é um dos temas sobre os quais dedica atenção. Perguntei  se ele concordava com a ideia de que o noticiário factual tenderia a ficar nas mãos de pouquíssimas agências de notícias (notícia como commodity), enquanto a demanda por conteúdo contextualizado e analítico abriria brechas para microempresas digitais criadas por jornalistas, como o seu <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=12121">Conversa Afiada,</a> blog independente responsável por uma audiência mensal de 3 milhões de usuários únicos. Ele concordou. </p>
<p>“Está todo mundo buscando um novo modelo de negócios na área de mídia”, disse. E ressaltou a importância de investir em bom conteúdo. “Mandar quatro correspondentes para Bagdá custa caro. Quem vai pagar por isso?”</p>
<p>Sistemas de financiamento baseados no filantropismo de entidades ou investidores, que sustentariam coberturas ou projetos jornalísticos especiais, podem ser uma alternativa viável. “Esse é um caminho estudado agora nos EUA”.</p>
<p> <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GIdQiG4siy4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GIdQiG4siy4&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<em>YouTube tem vídeos com suas opiniões sobre a blogosfera</em></p>
<p>Sua aposta no meio digital é tamanha que ele quer transformar o Conversa Fiada em um produto bem mais amplo. A inspiração vem do bem-sucedido e balalado <a href="http://www.huffingtonpost.com/">The Huffington Post</a>, blog político americano que recebeu, em 2008, investimento de  US$ 25 milhões &#8211; aplicado pela Oak Investment Partners, de Palo Alto, na Califórnia- , o que fez a empresa <a href="http://www.iterasi.net/openviewer.aspx?sqrlitid=0c7nvpybr0mpla_2tkyycg">alcançar o valor de US$ 100 milhões. </a><br />
O valor supera o de várias empresas de jornalismo impresso dos Estados Unidos.  “Quero ser a Ariana  Huffington. O blog dela, que é agressivo politicamente, se transformou em um portal”, afirma, taxativo. Ele se refere à fundadora do The Huffington Post. E completa, para não deixar dúvidas: “Quero se um portal!”. </p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2187" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Twitter no Irã e a dancinha que arrastou uma multidão</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 19:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Digital]]></category>
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Twitter e blogs impulsionam protestos no Irã e exemplificam
nova face da mídia
O principal assunto no mundo hoje é o Irã. Protestos contra a vitória de Mahmud Ahmadinejad, acusado de fraudar as eleições do país. Mais uma vez as redes sociais digitais surgem como protagonistas de mobilização popular em torno de um tema político. Em abril, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/Twitter-Irã1.jpg" alt="Twitter Irã" title="Twitter Irã" width="400" height="271" class="aligncenter size-full wp-image-2174" /><br />
<em>Twitter e blogs impulsionam protestos no Irã e exemplificam<br />
nova face da mídia</em></p>
<p>O principal assunto no mundo hoje é o Irã. Protestos contra a vitória de Mahmud Ahmadinejad, acusado de fraudar as eleições do país. Mais uma vez as redes sociais digitais surgem como protagonistas de mobilização popular em torno de um tema político. Em abril, movimento semelhante ocorreu na <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,moldavia-tera-recontagem-de-votos-em-eleicao-apos-protestos,352929,0.htm">Moldávia.</a><br />
<a href="http://info.abril.com.br/noticias/internet/twitter-coordena-protestos-no-ira-17062009-23.shl">Protestos organizados pelos iranianos </a>nas ruas foram impulsionados por mensagens enviadas pelo Twitter, blogs e outras ferramentas digitais. </p>
<p>O governo do Irã  restringe o trabalho da mídia profissional, mas o tiro sai pela culatra; a blogosfera se encarrega de furar o cerco à informação e grita para o mundo a sua revolta.  <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1387151&#038;idCanal=11">Ahmadinejad e os aiatolás </a>estão perdendo a guerra da informação graças, em grande parte, às redes sociais digitais. </p>
<p>Isso me lembra Howard Heingold e sua ideia de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Smart_mob">smart mobs</a>.  </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/ira-protesto-maosg2.jpg" alt="ira-protesto-maosg" title="ira-protesto-maosg" width="416" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-2177" /><br />
<em>Governo restringe trabalho da grande mídia, mas redes sociais divulgam protestos</em></p>
<p><strong>É importante ver como, neste novo ambiente, as mídias tradicional e digital se intercalam, se relacionam e se alimentam mutuamente</strong>. Uma precisa da outra: os veículos tradicionais &#8211; assim chamados por falta de nomenclatura melhor &#8211; obtém informações (com vídeos, fotos e relatos escritos) sobre o desenrolar das manifestações e medem a temperatura social por aí. </p>
<p>A blogosfera tem seus esforços ampliados quando jornais, revistas e TVs de todo o mundo reverberam seus esforços. Se <strong><a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/meast/06/18/iran.election/index.html">CNN</a>, <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/8108115.stm">BBC</a>, <a href="http://www.nytimes.com/2009/06/19/world/middleeast/19iran.html?_r=1&#038;hp">New Yor Times</a> </strong>e outras não noticiassem, sem dúvida o impacto seria bem menor.  </p>
<p><strong>Resumo da ópera: o novo ambiente de mídia é muito mais complexo, sofisticado e até mesmo caótico e não se caracteriza pela substituição de uma mídia pela outra. </strong></p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/amadIrã.jpg" alt="amadIrã" title="amadIrã" width="400" height="253" class="aligncenter size-full wp-image-2170" /><br />
<em>Mahmud Ahmadinejad talvez não acreditasse na força da internet</em></p>
<p>Ao escrever sobre esse post, me lembrei das palavras de <a href="http://www.myspace.com/calegaretti">Emerson Calegaretti, presidente do MySpace Brasil, </a>no curso <a href="http://www.espm.br/inovacao/acoes_inovadoras_comunicacao_digital.asp">Ações Inovadoras Digitais em Comunicação Digital </a>organizado por <a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/">Gil Giardelli </a>e Sandra Turchi na ESPM. Na aula que ministrou nesta semana, Calegaretti (ex-Google e UOL), deu um panorama sobre as redes sociais digitais e fez algumas análises. Mas este é um assunto para o próximo post. </p>
<p>Antes do ponto final, vejam o vídeo abaixo. Tem tudo a ver com o que dito aqui.  </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GA8z7f7a2Pk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GA8z7f7a2Pk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Alguns podem considerá-lo bobo, no máximo engraçadinho. <strong>Mas ele vai além. É exemplo do acontece quando o poder de atração de um, dois ou três indivíduos é muito forte e contagiante</strong>. <strong>É uma boa metáfora do que acontece no meio digital. </strong>Peço desculpas pelo palavrão, mas é um vídeo metalingüístico, porque o episódio (um show ao ar livre, parece um Woodstock 2.0 desengonçado e meio nerd), foi captado por uma câmera de vídeo instalada numa máquina fotográfica, postado n o YouTube, esse oráculo visual de nossa era, e espalhado para o mundo por meio de blogs. </p>
<p>Enquanto apenas um faz a dancinha, <strong>é só mais um doidão</strong>. Quando outros dois de juntam, trata-se do início de uma multidão, como bem apontou <a href="http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2009/06/guy-3.html">Seth Godin</a>, editor do blog onde vi o vídeo, depois de  <strong>Ângelo Chaves</strong>, meu colega do curso sobre comunicação digital na ESPM. </p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2175" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A crise da imprensa e a nova mídia</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/a-crise-da-imprensa-e-a-nova-midia</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 18:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[ibope]]></category>
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		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto de Genésio
Marcelo Coutinho é doutor em sociologia e pesquisa
o impacto  da tecnologia na indústria da comunicação   
Um mês antes do fim da Gazeta Mercantil, publicamos, ne editora de Comunicação, uma entrevista concedida a mim por Marcelo Coutinho, um dos principais pesquisadores de mídias interativas e negócios da comunicação no País. Essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/06/coutinho1.jpg" alt="coutinho1" title="coutinho1" width="301" height="390" class="aligncenter size-full wp-image-2043" /><br />
Foto de Genésio<br />
<em>Marcelo Coutinho é doutor em sociologia e pesquisa<br />
o impacto  da tecnologia na indústria da comunicação   </em></p>
<p>Um mês antes do fim da <strong>Gazeta Mercantil</strong>, publicamos, ne editora de Comunicação, uma entrevista concedida a mim por <strong>Marcelo Coutinho</strong>, um dos principais pesquisadores de mídias interativas e negócios da comunicação no País. Essa foi uma das tantas entrevistas que fiz com Coutinho ao longo dos oito ou nove anos em que nos conhecemos. Todas instigantes e elucidativas. </p>
<p>Como o assunto está quente &#8211; futuro da imprensa diante da tecnologia digital e novo modelo de negócios da mídia -, a matéria gerou um bom interesse na rede e foi replicada em vários blogs, entre eles o do <a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=10293">Paulo Henrique Amorim</a> e <a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/05/11/a-nova-afericao-de-audiencia-na-tv/">Luis Nassif </a>, com uma intensa troca de comentários.    </p>
<p><strong>Nova cultura da mídia muda valor do conteúdo</strong></p>
<p>27/04<br />
Gazeta Mercantil/Caderno C &#8211; página 8<br />
Clayton Melo</p>
<p><strong>São Paulo, 27 de Abril de 2009</strong> &#8211; Doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo e professor da pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, na capital paulista, Marcelo Coutinho é um estudioso do impacto da tecnologia na economia e na comunicação. Além da experiência acadêmica, seu olhar sobre as mudanças na mídia é lapidado pelo trabalho como diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência. Nos últimos anos, tem se dedicado a estudar dois campos que, entre tapas e beijos, parecem fadados a um casamento inadiável: a internet e o setor de mídia. Enquanto a primeira avança e transforma a sociedade, o segundo tenta adaptar seu modelo de negócios aos novos tempos. “O que as empresas de comunicação pensam ser uma ameaça, na verdade é uma oportunidade”, diz Coutinho. “Elas têm a possibilidade de repensar um modelo de negócios no qual o conteúdo desempenha um papel central e que leva a sociedade a se mobilizar em torno disso”, reforça o pesquisador, que prefere não ter web em casa para que, aos finais de semana, possa se dedicar a livros, jornais revistas &#8211; todos impressos, que fique bem claro.</p>
<p><strong>Gazeta Mercantil &#8211; O senhor já afirmou em outra ocasião acreditar que a profundidade das transformações provocadas pelo digital será maior nos próximos dez anos do que o foram na última década. Por quê?</strong></p>
<p>Isso se deve, por um lado, a aspectos quantitativos. Embora não tenha as estatísticas precisas aqui, é fato que o número de usuários de internet no final dos anos 1990 era muito menor. Vamos chegar ao final desta década numa situação muito diferente no mundo. No caso do Brasil, dados do Comitê Gestor e de institutos como o Ibope e o Datafolha apontam para algo entre 60 milhões e 65 milhões de usuários. Algo como 30% da população brasileira. Já é um fenômeno numericamente expressivo. Só que muito mais importante é o fator qualitativo. Estamos assistindo, com o surgimento da economia colaborativa, à possibilidade de uma nova cultura midiática. Embora a cultura da mídia ainda seja muito passiva, com a maior parte dos consumidores recebendo passivamente o conteúdo, vemos nos jornais, na TV e na própria web que as pessoas querem interferir e interagir com o conteúdo de alguma maneira. Há um fenômeno que o pesquisador Henry Jenkins, do MIT, chama de a cultura do fã. O que é isso? É a possibilidade de as pessoas interagirem e rediscutirem aquele conteúdo. É a ideia da calda longa trazida para o mundo do conteúdo. Explico: milhões de pessoas serão impactadas pela série Lost na TV, e alguns milhares de espectadores vão prolongar a vida desse conteúdo por semanas ou até meses, na medida em que discutem esse material. Veja &#8211; e por isso digo que provavelmente as transformações serão mais acentuadas nos próximos dez anos &#8211; que o controle do conteúdo e das marcas publicitárias começa a sair da mão das grandes organizações produtoras de conteúdo. Não acho que o modelo “broadcast” &#8211; conteúdo feito por grandes grupos econômicos para atrair audiência e, assim, gerar receita publicitária &#8211; vá desaparecer, é bom destacar. Mas, se esse sistema reinou sozinho praticamente durante toda a segunda metade do século XX, agora ele vai ter de conviver com outro modelo, que é o de produção de conteúdo na “calda longa dos fãs”. Ou seja, o conteúdo que uma organização produz também tem de ser pensado como um produto que pode ser trabalhado, recriado e rediscutido por pessoas que tenham alguma relação com uma marca.<br />
<strong><br />
Gazeta Mercantil &#8211; O que o senhor descreve é exemplo da narrativa transmidiática da qual fala Jenkins, experimentada por séries de TV como Heroes e Lost ou Matrix, no cinema.</strong></p>
<p>Exatamente. Esses são bons exemplos. Talvez mais importante que impactar uma grande massa de pessoas, será se aproximar daquele grupo que tem uma relação profunda com o conteúdo que sua empresa torna disponível. Isso nos faz pensar numa outra coisa: o que as empresas de mídia pensam ser uma grande ameaça, na verdade pode ser uma grande oportunidade, que talvez só tenhamos visto na época do aparecimento da televisão.</p>
<p><strong>Gazeta Mercantil &#8211; Que oportunidade é essa?</strong></p>
<p>É a possibilidade de repensar um modelo de negócios no qual o conteúdo desempenha um papel central e que leva a sociedade a se mobilizar em torno disso. Aqui entramos no terreno das redes sociais: para que serve o conteúdo, a informação? Para gerar prestígio social. Por que uma notícia de jornal ou um filme visto na TV, na web, são importantes? A importância vai além do fator econômico, é também social. As pessoas conversam sobre o conteúdo. Ao conversarem sobre ele, contribuem com o mercado social &#8211; reforçar os laços de amizade, prestígio dentro de um determinado grupo. Tudo isso já ocorre muito antes da web. Mas a digitalização possibilita às empresas produtoras de conteúdo rastrear esse conteúdo, coisa que não podiam fazer antes. O que veremos nos próximos dez anos é o rastreamento e a mensurabilidade desse marketing viral. E a possibilidade de medir como isso impacta no comportamento das pessoas. Este é o desafio das empresas de mídia e das agências de publicidade: sair de um modelo de negócio baseado exclusividade na exposição do conteúdo para um calcado no impacto do conteúdo. Em outras palavras, na circulação do conteúdo nas diversas redes sociais.</p>
<p><strong>Gazeta Mercantil &#8211; Pode dar um exemplo adequado ao contexto de um jornal ou revista?</strong></p>
<p>Gosto de citar o The New York Times. Se você perguntar para qualquer pessoa da minha geração, de 40 anos para cima, qual é o slogan do NYT, ela dirá “all the that´s fit to print”, ou seja, tudo o que um grupo de editores julgou adequado ser impresso. E qual o slogan do NYT na internet? “Onde as conversas começam”. Isso é muito bem sacado e demonstra a compreensão dos mecanismos que estão diante da mídia. Mais que algum conteúdo para ser impresso e distribuído, busca-se um material que circule entre as pessoas. Como isso pode ser feito e medido? Esse é o Santo Graal que todo mundo persegue. Temos de um lado um mercado de conteúdo produzido por grandes corporações. De outro, um mercado social (os Orkuts, os LinkdIns, os Twitters da vida) no qual os conteúdos circulam. O desafio é fazer com que o conteúdo produzido no mercado econômico também seja medido no mercado social e passe a ter um valor financeiro dentro desse mercado social. Exemplo: existe alguma maneira de gerar receita com uma notícia da interessante da Gazeta Mercantil que eu leve para meu Orkut, Facebook ou Twitter? Acho que existe, mas ainda não conseguimos encontrá-la. A indústria da mídia se encontra diante da mesma oportunidade que surgiu com o aparecimento da televisão. Mas ficar demonizando as mudanças não resolve. Tem de encontrar uma solução.</p>
<p><strong>Gazeta Mercantil &#8211; Por que as transformações provocadas pelo digital são tão poderosas?</strong></p>
<p>Porque elas vêm do consumidor. O Ibope Inteligência divulgou duas pesquisas. Uma foi feita no evento de tecnologia Campus Party, em janeiro, e outra agora, sobre a relação dos jovens das classes ABC com as marcas de material esportivo. Esses estudos mostram que, para esse público (que não está na média dos consumidores brasileiros, pois são adolescentes e fissurados em tecnologia), a importância da opinião de outros consumidores é mais importante que a comunicação de massa dos meios tradicionais, como a publicidade em TV, rádio etc. Isso como fonte de informação para decisão de compra. Você pode dizer que hoje eles são adolescentes. Mas, durante a próxima década, esse pessoal vai ingressar com tudo no mercado de consumo.<br />
<strong><br />
Gazeta Mercantil &#8211; O senhor falou que o conteúdo continuará a ser um item muito importante no cenário que se desenha para o mercado da comunicação. Mas que tipo de conteúdo é esse que será valorado? Quais as perspectivas para a produção jornalística?</strong></p>
<p>O conteúdo tem relevância na medida em que ele é uma moeda social. É o fato de ter acesso a um material interessante, diferente e reproduzi-lo em uma rede, que pode ser digital ou não &#8211; é preciso entender que há as redes sociais que não são digitais. As pessoas falam das redes sociais como se elas tivessem surgido com a internet. Mas a sociologia começou a estudá-las por volta de 1890. A novidade é que elas passaram a ser mensuráveis a partir da digitalização. Então, que conteúdo é importante? Claramente percebemos que é aquele que vai além da instantaneidade. De que me vale ver na capa de um jornal a seguinte manchete “Obama é eleito”. Não faz sentido. Vamos analisar o assunto por partes. Pense no jornalismo hard news (notícias factuais), que pode ter alto impacto, mas tem vida útil curta. Esse tipo de conteúdo será comercializado talvez por um grupo muito restrito de organizações internacionais com escala para uma produção global. Estamos falando de dois, talvez três grandes conglomerados. Esse tipo de produto vai morrer como suporte para comunicação publicitária, porque ninguém vai esperar 24 horas para ler a notícia num jornal. A hard news continuará importante, mas o valor percebido nela, no sentido de gerar um modelo de negócios, será cada vez menor. Minha impressão é que caminhamos para a valorização do conteúdo contextualizado. Assim, creio que teremos produtos de mídia na linha da The Economist, com análise e contextualização. Não acredito que as organizações de mídia terão um modelo economicamente viável baseado na exploração de hard news. Esse vai ser um jogo para duas ou três companhias globais, que fornecerão para todo mundo.</p>
<p><strong>Gazeta Mercantil &#8211; O senhor se refere a agências de notícias como AFP e Reuters, entre outras?</strong></p>
<p>Provavelmente haverá uma concentração ainda maior entre elas. Já houve a compra da Reuters pela Thomson, por exemplo. Se por um lado há a tendência de concentração no conteúdo hard news, de outro há uma tendência de “capilaridade” da interpretação desse material, algo que é proporcionado pelas tecnologias digitais. Ou seja, muitas vezes são grupos de mídia menores, com equipes compostas por uns dez analistas que contextualizam aquelas notícias. Um exemplo interessante disso &#8211; não digo que seja modelo, mas apenas um exemplo &#8211; é o blog Huffington Post, da Ariana Huffington, nos EUA. Ela tem uma equipe renomada de especialistas. Esse grupo analisa os fatos para o blog. No auge da crise, em setembro de 2008, um banco americano de investimentos comprou 25% do Huffington Post por US$ 25 milhões. Trata-se de um blog avaliado em US$ 100 milhões. No mesmo dia em que li essa notícia, vi a cotação de alguns grupos regionais de mídia dos EUA na Bolsa de Valores. Muitos valiam menos que o Huffington Post. Eram companhias com 16 jornais locais e estações de rádio valendo menos que um blog. E você poderia perguntar que empresa é essa que poderia se beneficiar desse cenário. Seria um aventureiro, o Zorro? Não. As organizações de mídia tradicional ainda estão repletas de profissionais talentosos, experientes e que entendem como ninguém a importância de um bom conteúdo.<br />
<strong><br />
Gazeta Mercantil &#8211; Qual o papel dos jornalistas nessa nova configuração?</strong></p>
<p>Respondo a essa pergunta com uma historinha comum nos anos 1990. Na época, dizia-se o “conteúdo é rei, ninguém entende mais de conteúdo que as empresas de mídia, então dominaremos o século XXI”. Mas nos esquecemos do seguinte: para as pessoas terem acesso ao conteúdo, elas precisam chegar a ele. E a forma como elas o alcançam não é só mais o caminhão que entrega o jornal e a revista, mas também os softwares e hardwares de grandes grupos de telecomunicações. Isso mostra que novos integrantes entraram na cadeia da informação, o que provoca um rearranjo de valor. Além desse aspecto, houve uma explosão de conteúdo disponível. E aqui vale a lei da economia: quanto maior a disponibilidade de um bem, menor o seu preço. Há um deslocamento da geração de valor. Quando vivíamos num mundo de conteúdo escasso, todo a informação produzida era consumida. A lógica hoje é outra. Como vivemos num mundo de conteúdo abundante, as pessoas consumirão aquilo que for organizado de uma maneira lógica para elas, consumidoras. O valor do conteúdo deixa de estar totalmente concentrado na produção e distribuição &#8211; as receitas das empresas de mídia vinham daí &#8211; para a ser gerado também na organização dele. Pelo sistema tradicional, as companhias cobravam um preço para criar e distribuir, algo que era pago pelos anunciantes, que queriam falar com os respectivos consumidores. Todo o valor vinha daí. Num mundo de explosão do conteúdo, o consumidor não dá conta de tudo isso. Assim, ele começa a ver valor em quem organiza a informação para ele. Os blogs tentam se firmar com um agente nesse processo. Como não temos tempo de dar conta de filtrar tudo o que acontece e chegar a uma conclusão sobre o que é socialmente valioso para nossa rede de relacionamentos, vamos aos blogs de fulano e beltrano, que podem tanto ser jornalistas de mídia tradicional como comentadores independentes. Por confiar na capacidade de filtro de determinado blogueiro, a pessoa lê o que ele escreve. E leva as informações para a sua rede social &#8211; para o Twitter, por exemplo.</p>
<p><strong>Gazeta Mercantil &#8211; A maior demanda por análise decorreria disso?</strong></p>
<p>Sim. Está no poder da filtragem.<br />
<strong><br />
Gazeta Mercantil &#8211; E como os veículos podem gerar receita nesse cenário?</strong></p>
<p>Essa é a grande questão. A indústria não sabe muito bem como fazer isso. O mercado busca no momento métricas para mostrar para quem sustenta o processo &#8211; os anunciantes &#8211; que a “filtragem” dá retorno. As empresas de mídia ainda não conseguiram isso. Mas essa transformação virá, porque vem de pressão do consumidor. Tudo o que lemos sobre a situação dos grupos de mídia, especialmente nos EUA, com fechamento de jornais ou migração para o on-line, é motivado por essa realidade. Esse processo não é como um tsunami, mas sim uma maré que vai subindo, subindo. Não há como fazê-la recuar.<br />
<strong><br />
Gazeta Mercantil &#8211; Diante desse contexto, qual deve ser o perfil de um jornal impresso?</strong></p>
<p>Também caminha para a análise.</p>
<p><strong>Gazeta Mercantil &#8211; Aproximaria-se assim do perfil de revista?</strong></p>
<p>Bom, ingressamos agora num terreno complexo. Não sei se o jornal diário &#8211; distribuído todos os dias, é bom salientar &#8211; fará muito sentido daqui a dez anos. Talvez passem a ser distribuídos dia sim, dia não. Mas veja que a notícia hard news continuará importante. Basta ver os jornais gratuitos. As pessoas colocam a mão para fora do ônibus para pegar o exemplar. Mas elas não estão mais dispostas a pagar por isso. Se os jornais pagos se tornarem mais analíticos, será necessário um novo perfil de jornalista e uma nova maneira de garantir a viabilidade econômica dessa operação. Talvez seja o caso de cobrar mais caro do anunciante, porque o jornal conseguirá atingir um grupo pessoas cujo envolvimento com o conteúdo será muito maior.</p>
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		<title>A década digital e a convergência de mídias</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 03:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Digital]]></category>
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Como é praxe, replico artigo meu  &#8211; publicado nesta segunda-feira &#8211; na Gazeta Mercantil. Aqui com uma roupagem, digamos, mais modernosa. 
27-Abril-2009
A década digital e a convergência de mídias 
Gazeta Mercantil &#8211; Caderno C
Opinião
Clayton Melo 
27 de Abril de 2009 &#8211; O período compreendido entre 1999 e o ano 2000 representa, para muitos estudiosos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/04/teia-digital.bmp" alt="teia-digital" title="teia-digital" class="aligncenter size-full wp-image-1907" /></p>
<p>Como é praxe, replico artigo meu  &#8211; publicado nesta segunda-feira &#8211; na <a href="http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2460842,18,1,1">Gazeta Mercantil</a>. Aqui com uma roupagem, digamos, mais modernosa. </p>
<p>27-Abril-2009<br />
<strong>A década digital e a convergência de mídias </strong><br />
Gazeta Mercantil &#8211; Caderno C<br />
Opinião<br />
Clayton Melo </p>
<p>27 de Abril de 2009 &#8211; O período compreendido entre 1999 e o ano 2000 representa, para muitos estudiosos da cibercultura, <strong>o marco inicial da primeira década digital</strong>. Ali se delinearam melhor os contornos da sociedade em rede, cujos reflexos são sentidos com maior intensidade agora nos negócios, na comunicação e na cultura. Cravar 1999/2000 como o período-chave para o começo da década digital é apenas uma maneira de delimitar um processo na época já em andamento. Há razões para crer, no entanto, que os acontecimentos deflagrados naquele intervalo aceleraram o florescimento de uma nova cultura da mídia. </p>
<p>Se há uma obra que simboliza essa travessia, ela se chama <strong>&#8220;Matrix&#8221;, </strong>e veio embalada num universo midiático que inseriu a comunicação na lógica da convergência de mídias. O estudo do projeto &#8220;Matrix&#8221; dá pistas para os veículos de comunicação, produtores de conteúdo e profissionais de marketing sobre a melhor maneira de trafegar na sociedade digital. </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/04/fashion5.gif" alt="fashion5" title="fashion5" width="399" height="314" class="aligncenter size-full wp-image-1906" /></p>
<p>Na levada do videogame e de fantásticos golpes de kung fu cibernético, o longa-metragem &#8220;Matrix&#8221;, lançado em 1999, discute a fluidez entre o real e o virtual e relê velhos mitos, como o do Messias &#8211; caracterizado como um hacker -, com a missão de salvar o mundo no ambiente da virtualidade e do embate entre humanos e máquinas superinteligentes. A obra não marcou época somente por sua qualidade estética, mas também por promover a interação de uma série de produtos midiáticos e, assim, desbravar uma vereda: a criação convergente de conteúdos. </p>
<p>Veja bem, não falo de um mesmo produto esparramado por diferentes canais. Em vez disso, temos uma ideia central interconectada a várias mídias e que tem na participação dos fãs um componente fundamental de sua estratégia. Esse fenômeno é um exemplo da narrativa transmidiática de que fala <strong>Henry Jenkins</strong>, diretor do programa de Mídia Comparada do MIT (Massachussetts Institute of Technology), no livro &#8220;Cultura da Convergência&#8221; (Editora Aleph). </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/04/cibercultura.bmp" alt="cibercultura" title="cibercultura" class="aligncenter size-full wp-image-1905" /></p>
<p>Para o autor, a convergência não é um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro de um mesmo equipamento (como um celular com voz, web e TV, por exemplo), mas sim <em>&#8220;uma transformação cultural, à medida que os consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos</em>&#8220;. Nesse contexto, uma <em>&#8220;história transmidiática se desenrola por meio de múltiplos suportes midiáticos, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo&#8221;. </em>É o que se vê em &#8220;Matrix&#8221;. </p>
<p>Andy e Larry Wachowski, os idealizadores, criaram um universo de conteúdo que se completa em diferentes suportes de comunicação. O anúncio do pré-lançamento do filme provocou os consumidores com a pergunta &#8220;O que é Matrix?&#8221;, estimulando-os a buscar respostas na web, enquanto o segundo filme da série não recapitula a história inicial e termina abruptamente, para levar o consumidor a assistir ao terceiro filme. </p>
<p>Para encaixar o quebra-cabeça, seria necessário ter experimentado um game. Uma história paralela era revelada em curtas de animação baixados na rede. &#8220;Os fãs saíram correndo dos cinemas, pasmos e confusos, e se plugaram nas listas de discussão da internet, onde cada detalhe era dissecado e cada interpretação possível, debatida&#8221;, diz Jenkins. </p>
<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/04/digetaleye160011bs1.jpg" alt="digetaleye160011bs1" title="digetaleye160011bs1" width="400" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-1904" /></p>
<p>São poucos os produtos que exploram a convergência tal como o fez &#8220;Matrix&#8221; &#8211; as bem-sucedidas séries de TV <strong>Lost e Heroes </strong>são outros exemplos. O entendimento de experiências como essas, no entanto, é importante por algumas razões: elas são edificadas em um terreno de linguagem apreciado pelos mais jovens (videogame, interatividade, participação) e exploram o cruzamento de mídias de maneira a potencializar o impacto do conteúdo. </p>
<p>Essa será a forma predominante de entretenimento daqui por diante? É difícil afirmar categoricamente. Mas acredito se tratar de uma experimentação de linguagem em sintonia com os novos hábitos de consumo de mídia. Se bem conduzida, pode representar uma renovação estética e, como ninguém é de ferro, fazer tilintar os caixas das empresas de mídia na era da cultura da convergência. </p>
<p>(Gazeta Mercantil/Caderno A &#8211; Pág. 3) CLAYTON MELO* &#8211; Editor de ComunicaçãoE-mail: cmelo@gazetamercantil.com.br) </p>
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		<title>Download dos &#8220;1001 discos para ouvir antes de morrer&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 15:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Digital]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[1001 discos]]></category>
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		<category><![CDATA[pop]]></category>
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		<description><![CDATA[
Lembram-se do livro “1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” (Robert Dimery, Editora Sextante), lançado há alguns anos? A obra seleciona, a partir de avaliação de 90 jornalistas internacionais, os 1001 álbuns que eles consideram imprescindíveis. Prevalecem na lista o rock e o pop, mas há jazz, soul, blues etc. 
Relembro a obra para dizer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/04/livro.jpg" alt="livro" title="livro" width="350" height="500" class="aligncenter size-full wp-image-1897" /></p>
<p>Lembram-se do livro “<a href="http://www.bestbooks.com.br/livros_template.asp?CodigoAfiliado=508&#038;Codigo_Produto=87789">1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” </a>(Robert Dimery, Editora Sextante), lançado há alguns anos? A obra seleciona, a partir de avaliação de 90 jornalistas internacionais, os 1001 álbuns que eles consideram imprescindíveis. Prevalecem na lista o rock e o pop, mas há jazz, soul, blues etc. </p>
<p>Relembro a obra para dizer que o blog <strong>Nobrasil.org</strong> dá o caminho das pedras para fazer o download das preciosidades. Recebi a dica pelo Twitter do publicitário Ricardo Guim, de Belém do Pará (o Twitter dele é ricardoguim), que por sua vez ficou sabendo do link por meio de uma twittada do Danilo Moraes, de São Paulo (endereço dmoraes).  </p>
<p>Clique <a href="http://nobrasil.org/1001-discos-para-ouvir-antes-de-morrer/">aqui</a></p>
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