David Bowie e Elvis Presley, os heróis de 8 de janeiro

Ponto de Fuga mantém com o maior prazer a tradição deste blog: a cada 8 de janeiro, uma homenagem, por mais simples, aos aniversariantes ilustres cujos sons, personas, ideias, loucuras me fazem a cabeça. Viva Bowie e Elvis!

“We can be heroes!”

Sir Bowie (Heroes)

O Rei (Unchained Melody)

Os aniversariantes Elvis e Bowie, meus comparsas

No dia 8 de janeiro de 1947, em Brixton, Londres, nascia David Robert Jones, que iniciou a carreira de cantor entre 1964 e 1965 participando de grupos como o David Jones and the King Bees e Davy Jones and The Lower Third. Seus trabalhos na ocasião talvez tenham sido ouvidos apenas pelos amigos ou, quiçá, pela família.

A história começou a mudar quando David Jones passou a se chamar David Bowie e gravou uma obra-prima chamada Space Oddity, em 1968, que se tornou trilha de outra obra-prima (2001 – uma Odisséia no Espaço, de um iluminado que atendia pelo nome de Stanley Kubrick). A partir daí, sai debaixo; um astro que ajudou a dar novos contornos à história do rock na passagem dos anos 1960 para 1970. E do qual definitivamente sou fã incondicional.

No dia 8 de janeiro de 1935, no Mississipi, o casal Vernon Elvis Presley e Gladys Love Smith Presley tem dois filhos gêmeos, dos quais um deles, Jesse Garon, é natimorto. O segundo, Elvis Aaron, nasceu saudável. Foi também com muita saúde e disposição que Elvis começou a freqüentar a igreja e a cantarolar suas primeiras canções para vizinhos, fiéis e familiares. Ainda adolescente, trabalhou como porteiro de cinema e motorista de caminhão.

Foi por essa época que o jovem Elvis pagou um punhado dólares para gravar um disquinho, que deu de presente de aniversário para a mãe. Pouco tempo depois, as portas do sucesso se abriam para o ambicioso garoto do Mississipi. Contratado por uma gravadora,lança o hit “That´s Alright.

Dali por diante, Elvis Aron Presley também ficou conhecido como o Rei do Rock, um personagem que mudou a história da música pop no século XX, causou muito barulho e se afundou nos excessos mundanos até morrer em 1977.

E assim escrevo este post: regado a vinho e embalado por Sweet Caroline, Bridge Over Trouble, Always on my Mind, My Way, Fool etc etc.

E Space Oddity, Starman, Lady Stardust, Rock and roll suicide, Rebel, Rebel, Five Years, John, I´m only dancing, Moonage Daydream etc etc.

Uma homenagem etílico-passional a duas grandes figuras que fazem parte de minha vida modo muito íntimo e particular.

* Veja mais aqui e aqui

8 de janeiro: Elvis e Bowie

8 de janeiro. Como já está virando uma tradição neste blog, uma homenagem sincera e particular para dois aniversariantes ilustres do dia –  David Bowie e Elvis Presley. Por uma razão muito especial, ambos  fazem parte da minha vida, o que me deixa imensamente feliz.    

Um mosaico musical com os dois grandes:   

David Bowie , John I´m Only Dancing

Elvis Presley, Suspicious Mind

Bowie, Starman

Elvis, Brigde Over Troubled Water

Bowie, Life On Mars

Elvis, My Way

Noite David Bowie

E lá estava Ziggy Stardust, numa câmara escura, conversando com Inácio e Fradique. Pediu para guardarem suas spiders from Mars enquanto procurava Lady Stardust – no balcão, escondida, ela se divertia com o jeito esquisito de ele tocar guitarra, com a mão esquerda. “É um homem especial”, disse ela. À espreita, o prefeito de Bloganvile espiava por Lady Stardust e pensava que Ziggy era mesmo um sujeito de sorte.   E vem uma China Girl, e vem um Modern Love – livre, intenso e do tamanho da noite.

Me vi um homem a flutuar pelas estrelas – “Let´s dance, Lady Stardust?”. Gosto assim,   quando o passado é futuro e um novo homem se constrói na calada da noite, noite escura, barulhenta em seu silêncio.   

Bowie rolando sem parar, eu no meio da pista, rolando sem parar, dançando como se assim não parasse para lembrar, como se assim o riso e o choro fossem uma coisa só.

Mergulho em Space Oddity levando na boca uma vida inteira. A moça ao lado então me pergunta – ou comenta, ou fala qualquer coisa que não me lembro direito, só me lembro de sua voz segura, mulher feita:  “O cantor tem o timbre de voz do Bowie, não?” ou “Você gosta mesmo de Bowie, né?” ou ainda “Você canta todas as músicas”.  Cabelos curtos, pretos,  gestos suaves. “Entra no site da minha editora que você encontra meu e-mail”, ela disse, para logo emendar.  “Você é jornalista, né?”. Como sabe? Deve estar escrito na minha testa.

Surge Rebel, Rebel, e eu chamo novamente Major Tom, para tomar uns goles, flutando acima da Lua. O mundo é mesmo azul, e vejo então como as estrelas podem parecer diferentes hoje.  

60 anos de David Bowie

8 de janeiro de 1947. Nascia no bairro de Brixton, em Londres, David Robert Jones, que a partir de 1967 lançaria seu primeiro compacto e depois viraria o rock de ponta cabeça. David Bowie, o homem de múltiplos personagens. O precursor do glitter. O Starman. O adorável lunático de Space Oddity, canção inspirada em 2001 – Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick. 60 anos – vida longa ao criador de Ziggy Stardust.

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