Bloco Vai Quem Qué e a alegria da festa nas ruas

No sábado de Carnaval, o Bloco Vai Quem Qué saiu pelas ruas de Pinheiros e arrastou uma multidão.

Eu estava lá, como já faço há alguns anos. Ao lado de velhos e novos amigos e de pessoas que nunca vi antes. O que vale é que todos estavam ali para se divertir e fazer uma festa bem brasileira como ela tem de ser: nas ruas.

E assim é a vida. Assim é o Brasil.

Bloco Vai quem Qué agitou a
Madalena no sábado de Carnaval.

Pausa para a pose carnavalesca, com os queridos
amigos da Benedito, antes de seguirmos com o bloco.

Bateria do bloco esquenta os tamborins na praça.

Todas as tribos em torno do samba. Esse garotinho
de azul, de costas, era um dos mais animados.

Bloco partiu da Benedito.

Na Henrique Schaumann com a Arthur de Azevedo.

A comissão de frente.

Resumo da épera: como é bom uma festa tomar
as ruas e a gente fazer disso.

5 curiosidades sobre o homem que salvou Woodstock

Reprodução web

Max Yasgur, o fazendeiro que alugou a fazenda para
a realização do festival

Alguns posts atrás, ao comentar sobre a leitura do livro “Woodstock – quarenta anos depois, o festival dia a dia, show a show, contado por quem esteve lá” (Peter Fornatale, editora Agir), disse que voltaria ao tema. E aqui está. O personagem agora é Max Yasgur, um pacato fazendeiro de 49 anos que alugou a fazenda que abrigou o festival.

Yasgur entrou para a história de Woodstock por um desses acasos do destino, e de forma dramática.

“Seja qual for a versão, não fosse a gentileza do fazendeiro de leite Max Yasgur não teria havido Woodstock”, escreve Fornatale em seu livro.

O que está escrito abaixo foi retirado da obra de Fornatale.

1-Desespero - Quatro semanas antes abertura do festival, a licença para a realização do evento no local original, numa região chamada Wallkill, foi retirada – é necessário lembrar que, naqueles tempos, essa história de sexo, drogas e rock and roll arrepiava os cabelos das boas famílias e autoridades, sejam elas quais fossem.

“Pânico é a palavra para o que sentimos”, afirmou Michael Lang, produtor executivo do festival.

Site de Woodstock

Lang e Yasgur

2-O salvador da pátria – Quem livrou os produtores do desastre foi um fazendeiro de leite chamado Max Yasgur, um dos heróis (quase) anônimos de Woodstock. Dono de uma fazenda de 240 hectares na cidade de Bethel que reunia as condições necessárias para abrigar o festival, ele foi descoberto, depois de muita procura, pelos produtores. Resolveu então alugar o espaço, mesmo com as reações nervosas de membros da comunidade local, que queriam a todo o custo impedir os shows.

3- Preço salgado - Ok, Yasgur não era uma alma caridosa disposta a contribuir de graça com a felicidade dos hippies. Ele cobrou uma fortuna para ceder a fazenda. “Em vez de US$ 7,5 mil (proposta inicial dos organizadores), pagamos a ele US$ 75 mil”, disse John Roberts, fundador de Woodstock que financiou o festival, sobre o valor inflacionado que Yasgur cobrou pelo aluguel.

Reprodução web

Estima-se em 500 mil pessoas o público de Woodstock

Mas, fechado o negócio, Yasgur segurou a bronca, que foi forte, e deu de ouvidos para as vozes contrárias à realização de Woodstock. “Vocês foram prejudicados – acho uma besteira essa guerra de gerações que está acontecendo. Posso ajudá-los, porém sou um homem de negócios e isso vai ter um custo para vocês”, falou Max Yasgur aos produtores.

Divulgação

Eugene Levy interpretou Yasgur
em “Aconteceu em Woodstock” (Ang Lee)

4 – Deixa os garotos se divertirem - Eis o que diz Sam Yasgur, filho de Max, sobre a postura do pai: “… alguns vizinhos tiveram uma postura extremada contra os assim chamados hippies que vieram à parte oriental do condado de Sullivan. E aquilo aborreceu papai.

Lembro de dizerem que não gostavam do pessoal por causa da aparência e meu pai respondia que também não gostava do visual deles, mas que isso não era o mais importante – eles estavam protestando contra a guerra e milhares de soldados haviam morrido para que aqueles jovens pudessem fazer exatamente o que eles estavam fazendo, e essa era a essência da América”.

Reprodução web

Max Yasgur em Woodstock

5 – Falando para meio milhão – No festival, aquele que para alguns poderia não passar de um caipira desengonçado, fez um discurso marcante no palco, para meio de milhão de pessoas.

Eu sou um fazendeiro. Eu não sei – eu não sei como falar para vinte pessoas ao mesmo tempo, o que dizer de uma multidão dessas. Mas acho que vocês, jovens, provaram uma coisa ao mundo. Não apenas à cidade de Bethel ou ao condado de Sullivan. Vocês provaram algo ao mundo.

Este é o maior grupo de pessoas já reunido num lugar. Não tínhamos ideia de que iria haver um grupo desse tamanho e, por causa disso, vocês tiveram alguma inconveniência com água, comida e outras coisas. Os produtores fizeram um esforço monumental para tomar conta de vocês. Eles apreciariam um obrigado.

Mas acima disso, a coisa mais importante é que vocês provaram ao mundo que meio milhão de garotos – eu chamo vocês de garotos porque tenho filhos mais velhos que vocês. Meio milhão de jovens podem ficar juntos e não vai haver nada além de diversão e música. Deus abençoe vocês”.

Veja o trecho do documentário sobre Woodstock, dirigido por Michael Wadleigh, com o discurso de Max Yasgur.

Kind of Blue, 50, a obra-prima de Miles Davis

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Capa do álbum Kind of Blue

Bill Evans, pianista de jazz que bebeu da fonte de Debussy, Ravel e Chopin, disse que em Kind of Blue, talvez a maior obra-prima de Miles Davis, “você irá escutar algo que está próximo da pura espontaneidade”.
Miles e Parker
Davis tocou Charlie Parker ( à esquerda) no início da carreira

“O grupo nunca havia tocado estas peças antes da gravação, e creio que, sem exceção, a primeira interpretação completa de cada uma foi tomada como um take”, escreve Evans no prefácio do livro “Kind of Blue: a História da Obra-Prima de Miles Davis” (Barracuda), de Ashley Kahn. Tenho o prazer de ter este livro, importado, que comprei por volta de 2002 – a edição em português veio alguns anos depois.

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John Coltrane, Cannonball Adderley, Miles Davis e Bill Evans durante
as gravações de Kind of Blue

Integrante do grupo Davis no período, Evans participou de Kind of Blue ao lado de John Coltrane (sax tenor), Julian “Cannonball” Adderley (sax alto), Paul Chambers (contrabaixo) e Jimmy Cobb (bateria).

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Último trabalho de Davis, Doo-Bop
é tido como precursor do acid jazz

Mais palavras e Evans:

“A improvisação em grupo coloca um desafio a mais. À parte o problema técnico de pensar coletivamente de modo coerente, existe a necessidade muito humana, social até, de que a simpatia por parte de todos os integrantes se coadune em prol de um resultado comum. Penso que esse difícil problema é lindamente abordado e solucionado nesta gravação”.

É deste álbum a música So What (veja aqui, rolando a tela para baixo), um de seus grandes sucessos, com participação marcante de Coltrane.

O vídeo abaixo traz performance de All Blues, presente no álbum. Mas trata-se de uma apresentação da década de 1960 e com uma formação na banda diferente da que tocou em Kind of Blue. Tem Ron Carter no baixo, Herbie Hancock no piano e Wayne Shorter no sax. Em todo caso, é uma ótima peça para degustação sonora coletiva.

A conexão digital do DJ Kid Vinil

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Kid Vinil, de herói do Brasil a desbravador cibernértico

No dia 11 de maio, foi publicada na Gazeta Mercantil uma entrevista que fiz com o Kid Vinil, músico, pesquisador musical e DJ. Profissional com mais de 30 anos de carreira e líder da banda Magazine, sucesso nos anos 1980, Kid analisa a nova face da música na era digital, com o avanço de equipamentos como iPod e MP3. E, claro, fala de sua paixão por discos vinil e CDs, intocável mesmo entre mil e um downloads que ele faz ao pesquisar tendências.

Veja mais no site do Kid, que atualmente escreve para o Yahoo e o Portal MTV.

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O número do telefone já não é o mesmo, mas de vez em quando Kid tem um ter tic tic nervoso
com a banda Magazine


A conexão digital do DJ Kid Vinil

Gazeta Mercantil
Clayton Melo

São Paulo, 11 de Maio de 2009 – Em 1978, um rapaz chamado Antonio Carlos, funcionário da gravadora Continental, esteve pela primeira vez em Londres. Ficou fascinado com a efervescência da cena punk inglesa, embalada por bandas como The Clash e Sex Pistols. Ao voltar para São Paulo, seguiu o lema dos punks (“faça você mesmo”) e montou um grupo. Foi por essa época que adotou o nome Kid Vinil e passou a comandar um programa de rock alternativo na rádio Excelsior. Suas andanças pelo underground resultaram, em 1983, num dos conjuntos mais divertidos do rock nacional: o Magazine, que estourou nas paradas com os hits “Eu sou boy” e “Tic Tic Nervoso”.

Embora sem os mesmos holofotes daqueles tempos, a banda continua na ativa, movida pelo prazer de tocar. Prazer que Kid Vinil sempre cultivou pelo estudo da história da música, especialmente do rock, o que fez dele uma referência quando o assunto é a evolução do cenário pop.

É com base nessa vivência que Kid Vinil, atualmente blogueiro contratado do Yahoo e do Portal MTV, analisa nesta entrevista as transformações na indústria fonográfica e os reflexos dos novos formatos de distribuição nos hábitos de consumo. “Acho que o independente sobreviverá. Para as grandes gravadoras, a situação é mais complicada, porque ela não pode mais pensar em milhões de cópias”, afirma Kid, que, amante da chiadeira das vitrolas, também se aventura pelos mares agora navegados de iPods, blogs e podcasts.

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Foto da primeira visita a Londres, em 1979, fonte de referências sonoras

Gazeta Mercantil – Além de ter uma longa trajetória como DJ, músico e pesquisador, você é responsável por uma das maiores coleções do Brasil, com cerca de dez mil CDs e dez mil discos de vinil. Qual sua opinião sobre a digitalização da música?

Nunca tive nada contra. Adaptei-me a essa realidade. Faço podcasts, vou ao MySpace e tenho iPod. Não sou um radical. Todos os formatos são válidos. A mudança tecnológica faz parte da vida do ser humano.
Gazeta Mercantil – Você acredita que hoje, com a digitalização, a música tenha se tornado descartável?
Exato. Há coisas que entram por um ouvido e saem pelo outro. Eu mesmo me questiono. Puxa vida, ouvi tal banda, era tão legal, mas aí já passei para outra. Não existe uma longevidade. O disco do ano não será mais lembrado no ano que vem. A internet, com a possibilidade de as pessoas fazerem download de tudo, acelerou esse processo. Antes, havia a luta para conseguir um disco. Então ele era ouvido várias vezes, degustava-se o disco. Hoje, você baixa, coloca no iPod e pronto.

Gazeta Mercantil – O CD e o vinil tinham o poder de tornar a música perene?

Por causa do fenômeno do download, outro dia me perguntaram qual a importância, no futuro, de um disco com doze faixas. O artista continuará a lançar uma obra completa, baseada num conceito, como sempre foi feito? É esse conceito de um trabalho contido no disco que está se perdendo. Mas ele é importante.

Refiro-me ao pensamento que vai desde a capa, o enredo, as doze faixas guardam uma relação entre elas. Há uma história por trás daquilo. Com a era do download, quando as pessoas não valorizam mais com o conceito, como será no futuro? Essa é uma questão que está na minha cabeça. Até agora, tudo bem. As bandas ainda se preocupam com isso. Não sei se no futuro será assim. Acho isso meio perigoso, porque vai tornar a música mais descartável.

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Pose para o clique promocional do do LP “Magazine” (1983)

Gazeta Mercantil – Quais são as perspectivas para as gravadoras?

Acredito muito no mercado independente. No exterior, tudo parece que correu para esse segmento, principalmente as bandas independentes que estavam nas grandes gravadoras. É o caso do Sonic Youth (dos EUA), que deixou a gravadora Geffen e foi para o selo Matador Records. Esse povo independente tem noção de que a venda de discos, para eles, não significa tanto. Ele faz prensagem limitada, de mil cópias, e pensa de um modo diferente da grande gravadora. Para essas bandas, o disco é um cartão de visitas. Não é ali que elas ganham, mas sim nos shows.

Por isso acho que o independente sobreviverá. Para as grandes gravadoras, a situação é mais complicada, porque elas não podem mais pensar em milhões de cópias. Ainda existem exceções, como os EUA, um mercado relativamente aquecido, embora não se saiba até quando. Há quem ainda venda bem por lá. Como o poder aquisitivo é alto, o americano pode se dar ao luxo de comprar CD. Mas as gravadoras grandes enfrentam esse problema, principalmente no Brasil.

Gazeta Mercantil – Como você avalia a parceria das gravadoras com operadoras de telefonia, para que os álbuns sejam lançados pelo celular?

É uma forma para as gravadoras ganharem grana. Como a venda de discos não é mais como era antes, elas precisam encontrar caminhos alternativos. Hoje o dinheiro está na mão das empresas de telefonia, e as gravadoras vão atrás. Há companhias que têm rádio, como a Oi. Nota-se que a programação é feita com as gravadoras. Tudo o que toca ali é dinheiro da indústria fonográfica. É uma forma também de ampliação de receitas para as empresas de telecomunicações.

Gazeta Mercantil – Com o enfraquecimento do modelo tradicional da indústria fonográfica, que alternativa de negócios pode surgir no lugar? Os selos menores podem ser favorecidos?

Sim. A tendência é pensar pequeno em termos de gravadoras. Como está tudo liberado para downloads, a pessoa não adquire mais tantos discos como tenho aqui em casa (rs).

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Com o grupo Heróis Do Brasil, ao lado de André Cristovam, ao vivo no SESC
Pompéia em 1988

Gazeta Mercantil – A cultura do colecionador pode ser o combustível para o mercado de discos, ainda que de modo bem segmentado?

É essa cultura dos independentes que está salvando a indústria lá fora. Mesmo esse resgate do vinil é algo para apreciadores, fãs.

Gazeta Mercantil – Num ambiente em que as pessoas têm acesso a todo o tipo de música quando e da forma que quiserem, como ficam as emissoras musicais de FMs?

Com as mudanças provocadas pelos novos formatos – podcasts, rádios on-line -, elas perdem terreno. O número de ouvintes de rádio caiu muito. Não escuto mais ninguém falar “estou ouvindo determinada canção no rádio”. Antes, havia essa referência. Hoje, elas ouvem no MySpace, baixam da rede. Daí é possível concluir que o rádio já não tem o papel de divulgar.

Ele está aí, mas também corre o risco de acabar. Quer dizer, acabar não vai. O rádio se segmentou. As pessoas ouvem as emissoras especializadas em notícias, como CBN e BandNews – essa foi uma bela sacada. Musicalmente, pode-se ouvir no carro. Mas a FM perdeu muito porque hoje há outras opções.

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Trocando figurinhas com apresentador de TV e rádio Barros de Alencar,
que abriu espaço para novas bandas na década de 1980

Gazeta Mercantil – Você participou, como jornalista e vocalista da banda Magazine, da chamada geração anos 1980 no Brasil, que culminou na explosão do rock nacional. Qual sua avaliação sobre aquele período?

O punk e a new wave tinham chegado aqui, e assim tivemos uma geração interessante na década de 1980. As gravadoras e a mídia abriram as portas. Caso contrário, não teria havido movimento nenhum. As gravadoras perceberam que havia uma juventude que poderia comprar discos. O setor enfrentava dificuldades na época, porque a MPB havia ficado estranha, velha e sofisticada demais. Não gerava a receita que as empresas precisavam. A indústria fonográfica buscava uma música imediata, que tocasse no rádio, fosse para a TV e vendesse discos.

O rock que aparecia naquele momento proporcionava isso. E vinha a calhar para uma juventude pós-ditadura que queria se divertir e não era engajada. Assim surgiram várias danceterias, todo mundo querendo viver um pouco mais a vida e esquecer os anos ruins do militarismo.

Gazeta Mercantil – E hoje? Você identifica algum movimento de juventude?

Se formos comparar, não existe nenhum. Hoje o movimento é a molecada ligada na era digital. É o movimento do iPod (rs).

A aventura da arte

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“Temos a Arte para que a Verdade não nos destrua”, já disse Nietzsche. Cioran diz algo similar quando escreveu que a “a vida só é tolerável pelo grau de mistificação que se coloca nela”.

Não sei ao certo porque me lembrei disso hoje – essas máximas me acompanham há alguns anos. Talvez porque em certo momentos a arte – ou mais precisamente as janelas que ela nos abre – seja mais urgente que em outros. Talvez porque em alguns instantes tudo o que menos nos apeteça seja a crueza da materialidade, a dureza da racionalidade.

A beleza de um poema, de um livro, de um filme: vamos com eles, de mãos dadas, numa aventura purificadora.

Convergência de mídias 2: dez anos de Matrix

Imagens: do Matrix
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A cultura da convergência pode desembocar numa nova forma de participação política?

Alguns posts atrás escrevi sobre a convergência de mídias (role a página e encontrará rapidinho). Pois falei que voltaria ao tema. E aqui estou.

Vou rascunhar mais algumas ideias levantadas a partir da leitura de “Cultura da Convergência”, de Henry Jenkins (esse livro que está me virando a cabeça!).

Direto ao ponto: que reflexões podemos fazer sobre o significado do processo de convergência de mídias e quais as implicações desse fenômeno na sociedade, na economia e na produção de conteúdo? Para pensar a respeito, vale sintetizar novamente o raciocínio dele aqui, com todos os riscos dessa simplificação.

O ponto central do autor é que a convergência de mídias não ocorre nas máquinas, na tecnologia, mas sim “nos cérebros dos consumidores individuais e em suas interações sociais com os outros”. Ou seja, devemos enxergar a convergência a partir da relação cruzada – e interconectada – que as pessoas passam a ter com as mídias.

Se meu entendimento sobre o que diz Jenkins estiver na linha certa, a convergência estaria muito mais associada à maneira como a informação (num sentido bem amplo) é recebida, processada e re-elaborada pelas pessoas – sempre lembrando que esse movimento se dá em múltiplos canais de comunicação e a partir da interação de muitos com muitos. As palavras interação e a cultura participativa são fundamentais nesse percurso.

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É nesse sentido que se aplica a afirmação de Jenkins de que o consumo se tornou um processo coletivo – o autor aproxima a ideia de convergência de mídias à de inteligência coletiva desenvolvida por Pierre Lévy. “A inteligência coletiva pode ser um fonte alternativa de poder midiático. Estamos aprendendo a usar esse poder em nossas interações diárias dentro da cultura da convergência”, escreve.

Como resultado do desenvolvimento da cultura da convergência nasce a narrativa transmidiática. “A narrativa transmidiática refere-se a uma nova estética que surgiu em resposta à convergência de mídias – uma estética que faz novas exigências aos consumidores e depende da participação ativa das comunidades de conhecimento. A narrativa transmidiática é a arte da criação de um universo”.

Dois símbolos da narrativa transmidiática são Heroes e Matrix, diz Jenkins. Matrix, aliás, é classificado pelo autor como o “filme cult emblemático da cultura da convergência.”

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Isso porque, escreve Jenkins, no contexto da convergência,

para viver uma experiência plena num universo ficcional, os consumidores devem assumir o papel de caçadores e coletores, perseguindo pedaços da história pelos diferentes canais, comparando suas observações com a de outros fãs, em grupos de discussão on-line, e colaborando para assegurar que todos os que investiram tempo e energia tenham uma experiência de entretenimento mais rica. Alguns escreveram que os irmãos Wachowiski, que escreveram e dirigiram os filmes de Matrix, forçaram a narrativa transmidiática além do ponto que a maioria do público estava preparada para ir.”

Em outros termos, cria-se um universo ficcional, interconectado em diferentes canais de comunicação, cujo sentido só é plenamente depreendido quando o conteúdo é experimentado em todo o seu conjunto.

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Bem, poderia ir longe aqui na descrição do raciocínio de Jenkins, mas creio que esses pontos já sejam suficientes para fazer as seguintes indagações:

* O fenômeno é descrito pelo autor no universo da indústria cultural. Será que o engajamento convergente das pessoas pode se estender um dia para questões políticas e sociais? Não estaríamos diante da possibilidade de uma forma de participação política? Qual o possível efeito disso?

* Quais são as indagações certas que devemos fazer no momento de pensar uma atuação eficaz num ambiente de convergência de mídias? Imagine o caso de alguém que queira montar um projeto de conteúdo no ambiente da web 2.0, por exemplo.

* A “criação de um universo” no qual um determinado produto cultural é inserido, a exemplo de Matrix e Heroes, será de fato a arma mais poderosa para congregar as pessoas em torno de um produto cultural ou projeto?

* A partir desse cenário traçado por Jenkins, quais seriam os conceitos-chave para um uso eficiente da convergência de mídias por parte de diferentes atores sociais (podem ser empresas, veículos de comunicação, organizações sociais, culturais etc)?

E aí, é punk? Ô, teminha que dá pano pra manga.

Sou um dos Trezentos

 

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Desde hoje sou um dos Trezentos. Quer dizer, desde anteontem, quando, no Sujinho, selei minha participação nessa confraria digital. Mas… quer saber? Sou há muito tempo, dada a ligação afetiva e intelectual com pessoas valorosas como o Serginho Amadeu – a quem conheço desde 1994 -, o provocador que idealizou essa rede de blogs chamada Trezentos. Serginho é boa praça, é camarada, é gente para ir pra vida toda.

A rede Trezentos nem acabou de nascer direito. Trata-se de um pólo que reúne pessoas com uma visão humanista e gosto por compartilhar o conhecimento. Blogs de toda a ordem, diversidade, pontos de vista os mais variados. Mas sempre com a intenção de serem um contraponto ao marasmo, uma multidão de vozes que não se encerra no virtual.     

Lá manterei um blog (podem me achar pelo nome, Clayton Melo, em Autores, ou pela foto) e travarei uma boas conversas à mesa de bar. Convido a todos para uma visita à casa dos Trezentos. Podem pedir porque ela vem gelada.

Por que Trezentos? Perguntem ao Mário. Que Mário? Xiiiii.

 “Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
Ôh espelhos, ôh Pireneus! Ôh caiçaras!
Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro!”

(MÁRIO DE ANDRADE, EU SOU TREZENTOS)

Uma análise obânica da Atoladinha

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A minha descoberta de hoje é a Atoladinha. É isso: descobri a Atoladinha. E admito: até hoje não tinha tocado a Atoladinha, para minha infelicidade. Só agora sei o que estava perdendo.

Descobri-a por recomendação de Sérgio Amadeu, o mentor do Trezentos, “Irineu Franco, o Perpétuo”, Silvio Rocha e Mariel. Estávamos no glorioso Sujinho, hoje à noite, quando eles me contaram do famoso funk cujo lastro cultural é invejável.

E o fizeram para falar do curta caseiro L´ Atolerette, feito a partir da letra do funk Atoladinha. Sensacional, de verdade. Uma aula de linguagem cinematográfica. A Atoladinha à lá Godard, à lá nouvelle vague, com planos longos, poucos diálogos, o ar blasé que tanto nos acostumamos a ver no Cinema Moderno. Que Jean Seberg; que Anna Karina que nada. O negócio é A Mulher da Areia, a Atoladinha.
Gamei. Bom, mas deixemos o vídeo para um próximo post.

Melhor é uma explicação epifânica que Tom Zé fez de quem? Da Atoladinha.

Primeiro foi no Globo, depois no Jô Soares.

Trata-se de uma explicação obanicamente – não macainquicamente nem bushimente – feita por nosso bardo a respeito do refrão “Tô ficando atoladinha, tõ ficando atoladinha.”

Analisa Tom Zé:

“ O refrão de Atoladinha é uma metarefrão microtonal e polissemiótico”.

Hã?

“É uma das ondas concêntricas que a bossa nova fez desencadear”.
Fantástico. Bravo!

“Uma moça qualquer estava com esse rapaz e disse: “Tô ficando a-to-la-di-nha. Tô ficando a-to-la-di-nha. Que liberdade essa mulher lançou no mundo!

Inenarrável!

“A professora Carmita Abdo, diretora de departamento de sexologia da USP – vejam, o mundo mais civilizado do Brasil, o mais educado-, fez uma pesquisa com as meninas da USP, de 15 a 25 anos. (Constatou que) 68%, 75% das meninas da USP não GO-ZA-VAM. Não GO-ZA-VAM. E eram vocês que não gozavam!

Impagável. Vale a pena conferir.

As sogras digitais

Ex-sogra também é cultura – ou cibercultura.

Alguns posts atrás, repliquei no PF um artigo meu “A Dona Vanda não quer sair do Messenger“. A Dona Vanda, mãe de uma ex-namorada, a Elza, me pediu para ensiná-la a usar o Messenger, o que fiz com o maior prazer. Agora, outra agradável surpresa.

A Dona Isabel, mãe da Ana Paula, me inspirou a redigir o artigo abaixo, publicado na Gazeta Mercantil. Dona Isabel é alegria, poesia e Orkut!

02/02 – 00:00
O que os pioneiros da web diriam de Dona Isabel?

Dona Isabel está toda serelepe com suas navegações virtuais. De sua página no Orkut, envia convites para que amigos a adicionem à rede social digital mais famosa do Brasil. Um desses amigos sou eu. Dona Isabel, que conheço há anos pelo fato de ter namorado sua filha, a Ana Paula, é uma maravilhosa senhora portuguesa que vive no Brasil há décadas. Amante da leitura, tem livros de poemas publicados de forma independente. Alguns de seus versos foram parar em sua página no Orkut. “Sou uma eterna sonhadora/ descortino o sol em noites de luar/ vejo o meu castelo de luz ruir e tenho a ilusão de que nunca irá cair/ Sinto na consciência a minha loucura/ Busco cegamente o sonho de ser Eu/ O Eu que se perdeu algures em noite escura”.

Ao aceitar o convite virtual de Dona Isabel, tive mais um sinal de que a transformação nas relações sociais provocadas pela web se alastraram de vez e de que a web há muito não se restringe ao seleto grupo de adolescentes de classe média – sobre isso, basta observar que 50% dos usuários da rede no País pertencem às classes CDE, segundo dados do Ibope/NetRatings.

Mas o episódio também me leva a outras elucubrações. Será que os pioneiros da web tinham a ideia de aonde essa engenhoca poderia chegar? Teria passado pela cabeça deles que, no ano passado, a internet contaria com mais de 1,5 bilhão de usuários no mundo, segundo dados da União Internacional de Telecomunicações? Ou que haveria 346 milhões de leitores de blogs no planeta em março de 2008 (Technorati e comScore)?

É provável que não, principalmente se pensarmos que as pesquisas que originaram a rede surgiram no contexto da Guerra Fria. Em todo caso, a rede carrega desde o seu nascimento um componente que pode, em certa medida, explicar seu poder revolucionário: o sonho dos cientistas de que aquele projeto modificaria a sociedade. “Enraizou-se num sonho científico de transformar o mundo através da comunicação por computador, embora alguns participantes do grupo se satisfizessem em simplesmente promover a boa ciência computacional”, escreve Manuel Castells em “A Galáxia da internet(Jorge Zahar Editor).

Tudo começou quando o Departamento de Defesa dos EUA convocou cientistas para desenvolverem, a partir de 1969, um sistema de comunicação capaz de interligar pontos estratégicos, como bases das Forças Armadas. A ideia foi levada adiante por meio da Advanced Research Projects Agency (Arpa), que destinou uma verba polpuda a uma rede chamada Arpanet. A estreia dessa rede se deu em 1972, com a interligação de quatro computadores instalados em diferentes universidades dos EUA.

Essas pesquisas culminaram, em 1990, na criação daquilo que de fato abriu a rede: a world wide web, o “www”, sistema que permite interligar as informações armazenadas em milhões de computadores. O responsável pelo invento foi o físico inglês Tim Berners-Lee, considerado por isso o “pai” da web.

Nesse mesmo ano, Alexandar Mandic criou o primeiro provedor de internet do Brasil, o Mandic. A “empresa” de Mandic funcionava no apartamento do empresário e permaneceu lá até que, em 1995, os vizinhos começassem a reclamar das 80 linhas telefônicas instaladas num edifício residencial, como relata matéria do site IDG. Outro pioneiro é Demi Getschko. Ele estava na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em janeiro de 1991, quando foi feita a conexão web inaugural do Brasil.

É preciso falar também de Jack London, economista brasileiro precursor do comércio eletrônico com a livraria virtual Booknet, vendida para o GP Investimentos em 1999 e que mais tarde resultou no Submarino. Marcos de Moraes é outro a ser relembrado. Filho de Olacyr de Moraes (o ex-rei da soja), ele criou em 1996 o Zip.net, responsável pelo Zipmail, o primeiro e-mail gratuito do Brasil. Passados cerca de dez anos do período em que a web se tornou de fato um negócio no País, relembrar os pioneiros – outros tantos poderiam ser citados – e histórias do surgimento da internet é um exercício importante para compreendermos o trajeto percorrido até que tivéssemos aventuras virtuais como a de Dona Isabel.

Por pertencer a uma parcela da população cuja presença na web seria improvável há até pouco tempo, ela é uma das faces de um país que, aos poucos, se entrega ao universo digital.

Grandes amigos

O poeta Miró da Muribeca, durante uma performance entre goles de cervejas e boas risadas

Miró é um desses cabras porretas que encontramos pela vida. Sujeito bacana, agradável e muito, muito talentoso. Camarada que fica feliz em viver a vida ao lado dos amigos. E da poesia.

Poeta recifense com uma íntima relação com Sampa, Miro é um cronista das cidades, um repórter da poesia. Seus versos brotam das esquinas, dos bares, dos becos, das veias esburacadas vestidas de asfalto.

Miró é um velho-novo amigo que me foi apresentado por outro amigo do peito, o Dom Pixote Edson Lima, do Autor na Praça (da Benedito Calixto, em Pinheiros).

Edson Lima, uma grande figura

>Produtor cultural dos bons, Edson é um apaixonado por literatura. É daqueles que nadam contra a corrente não por achar bonito ser do contra, mas por insistir em seguir o coração, no que ele faz muito bem.

Edson é um devoto da cultura. Uma formiga cujo trabalho – por vezes sutil, que poucos vêem – produz frutos poderosos. Frutos para a cultura, por fomentar atividades vitais que se alastram subversivamente nos corações; para os amigos, por ser sincero e leal.
Mais que isso, Edson é um apaixonado por pessoas. Sua especialidade é conectar uns aos outros. Fazer com que gente interessante se conheça, tornando a vida uma jornada mais saborosa.


Poeta Miró – Ataque Cardíaco from Pedro Bayeux on Vimeo.

E assim conheci, de fato, Miró, com quem tomei contato rápido pela primeira vez há um ano, durante uma tarde sábado em que Edson o levou para um almoço organizado por outro amigo, o Cordeiro.

Um ano depois, Edson me “escala” – é isso mesmo, escalou – para um almoço com Miró. “Ele vai estar aí, vocês vão bater um papo muito legal”. Dito e feito.

Na Benedito, depois de algumas cervejas e bolinhos de bacalhau na barraca da Vera, esposa do Edson (outra pessoa iluminada), segui com Miró para o Museu da Língua Portuguesa, onde ele participaria de um encontro de poesia.

Mais tarde, foi a vez de Miro me apresentar outras grandes figuras – Ricardo, Mile e Silvana. Resumo da ópera: às 4 da manhã, sanduíche no Bar do Estadão, no centro, e a certeza de ter feito novos grandes amigos.

Feliz Natal!


Poeta Miró – São Paulo from Pedro Bayeux on Vimeo.

Incursões poéticas na querida Cidade Ademar

Sarau organizado por amigos do peito. Por falta de tempo, estou um pouco distante das atividades poéticas da turma, mas deixo aqui minha pequena contribuição. Vale a pena!

E por isso eu estou aqui

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O post do Rei  

As músicas do Roberto Carlos, eu me lembrei das músicas do Roberto Carlos. Na verdade, eu não esqueço as músicas do Roberto Carlos. Não sei por que, mas eu lembrei, lembrei mesmo. Rádio América, a Hora do Rei, mamãe ouvindo, arroz, feijão, salada e batata frita. Ela adora as músicas do Rei. Todo ano meu irmão mais velho dava o bolachão do Robertão pra ela.

Eu olhei as contas a pagar e me lembrei do Roberto Carlos. Celular, cartão de crédito, água, luz, banda larga…a banda larga, meu Deus. Tênis velho, calça, flores, côncavo, convexo. Humm, dá um chamego aqui, vai.  E lá vem Japão, Jaspion, Ultraman, Cavaleiros do Zodíaco – o cachorrinho da Cofap.  

Todos estão surdos, mas eu não. Eu ouvi as canções do Rei – alucinado, rasgado, atabalhoado, mas eu ouvi. E daqui pra frente tudo tudo tudo vai ser diferente, porque temos bluetooth, wireless e 3G. Segura o Wimax, meu amigo de fé, meu irmão camarada. E esquece o Madureira, Odvan. Lembrei até do Curíntia. Não chora/não chora/não chora… 

Eu não queria ser repetitivo, mas eu tenho de dizer, preciso, tá aqui na garganta, eu vou dizer: eu lembrei do Roberto Carlos! Ah…vá, não me venha com essa. Tenho acesso ilimitado, lembro o quanto quiser.

 

Festival de publicidade no embalo do rock

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Este camarada foi o mestre de cerimônias do D&AD 

Estive em Londres para cobrir, pela Gazeta Mercantil,  o D&AD, festival de publicidade e design realizado anualmente há 45 anos. Badalado na Ingleterra e na Europa, seus prêmios, chamados de Black e Yellow Pencil, são alvo de cobiça entre profissionais de criação de todo o mundo. A festa foi Royal Festival Hall, uma beleza de prédio, de uma amplitude e elegância só, à beira do rio Tâmisa e pertinho do London Eye. 

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Vários desenhos desses decoravam o espaço  

 

Aqui no Brasil o festival ainda não é tão conhecido fora dos círculos publicitários. Mas quem conhece sabe o que representa ganhar um lápis amarelo ou um preto, este o de valor máximo.  Minha matéria foi publicada na segunda-feira, dia 19 de maio, e um trecho do texto pode ser conferido aqui. A Gazeta é representante oficial do evento no Brasil.

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Essa aí dançou até não aguentar mais

 

  Dois brasileiros saíram de lá com um Yellow Pencil cada um – os arquitetos Isay Weinfeld e Márcio Kogan. O primeiro com trabalho de ambientação de loja desenvolvido para a Livraria Cultura e o segundo, com um projeto para o berçário Prime Time, no Morumbi. 

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Essa urma aí também… 

Conheci gente muito bacana, como a inglesa Maeve, gerente de comunicação do D&AD, e Nina, alemã, também da equipe do festival, entre outros. Simpáticas, sorridentes, foram muito gentis conosco. E revi Lucia Caldas, assessora de imprensa de conheço de outros carnavais e que agora trabalha no D&AD.

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                                             Maeve O’Sullivan, do D&AD, foi nossa interlocutora durante o trabalho  

Depois da cerimônia, que começou com cerca de uma hora de atraso (pontualidade britânica?), dá-lhe festa. Cinco atrações, entre elas a ótima  banda Cuban Brothers e o Hot Chip. Gente do mundo inteiro na pista, curtindo: o inglês era a língua predominante, claro, mas também se ouvia espanhol, italiano, alemão e até japonês.

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 The Cuban Brothers em ação

As baladas londrinas têm boa fama, e pude provar seu gostinho por ocasião do D&AD. De fato, a pista ficou lotada gente a fim de chacoalhar o esqueleto. E como. O Cuban Brothers é eletrizante – uma espécie de, digamos assim, rock and roll misturado com ritmos latinos e uma boa dose de irreverência.  

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Essa aí era uma das mais animadas – não parece inglesa, confere?

 

Os ingleses, lá pelas tantas, soltam-se ainda mais na pista de dança, enquanto as luzes coloridas giram a mil e conferem um ar especial à noite. Este foi o D&AD. Nos próximos posts, mais histórias do velho mundo.

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O que será que tinha no teto?   

Histórias no Velho Mundo

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Foto do editor deste blog: cara a cara com ela, majestosa

De volta ao Brasil, o doce cansaço da viagem. Cheguei nesta segunda-feira. Por hora, dou as caras para avisar que em breve o blog volta à ativa com histórias sobre Londres e Paris – também conheci a Cidade Luz.

Festival de publicidade na levada do rock dançante, uma balada multicultural na noite londrina; o encanto com a National Gallery e os tentáculos do metrô a nos laçar. Paris se abre ante os olhos e o coração. Emoção no Louvre e a Mona Lisa pop star.        

London calling

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 Big Ben avisa: é hora de pegar as malas

Aviso aos amigos que Ponto de Fuga só será atualizado novamente na semana que vem, porque viajo hoje para Londres, questões de trabalho. Quem sabe a rainha não aceita tomar um café, quer dizer, um chazinho.  

Até!

Arte na Praça, com Ivald Granato

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Artista multmídia, Granato estará na Maladena

Há muitos anos a Praça Benedito Calixto, na Vila Madalena,

em São Paulo, ganhou um brilho especial com o Projeto Autor na Praça, capitaneado pelo produtor, guerrilheiro cultural, boa praça e meu chapa Edson Lima (veja mais em Ponto de Fuga e aqui). Pois eis que agora o inquieto camarada, junto com os batalhadores do Jornal na Praça, lançam agora o Arte na Praça.  

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Tela de Granato. As demais imanges também são de obras dele

A história é a seguinte: uma vez por mês, sempre nas tradicionais tardes de sábado na Benedito, o Espaço Plínio Marcos estará aberto para um artista visual. E empreitada começa bem: com Ivald Granato. Haverá tarde de autógrafos do livro Ivald Granato Art Performance, da Coleção Portfolio Brasil (J.J. Carol Editora). Além de dar uma canetadas nos livros, Granato também fará uma performance. O que será que vem dali, hein?   

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  Granato é um nome importante da arte brasileira que, a partir dos anos 70, ganhou renome com a realização, por exemplo, de performances e intervenções, muitas delas com uso de vídeo e  fotografia como forma de registro. Influenciado no início de carreira pelo cubismo, sua obra também passeia pelo desenho, pintura, gravura e escultura.

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Fica a dica. Estarei lá. E já sei como a brincadeira acaba: como sempre, com uma cervejada no Bar do Jeová , o botequinho que fica mesmo na Teodoro Sampaio, de frente pro crime.  Está aí o Edson para não me deixar mentir, né? 

Se algum leitor-leitora-cumpadre-comadre aparecer, prometo pago uma rodada.

 

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Atenção para o serviço:  

Arte na Praça com Ivald Granato e convidados.Espaço Plínio Marcos – Tenda na Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros Dia 12 abril de 2008, sábado, a partir das 14h. 

Mais detalhes Jornal da Praça/projeto Arte na Praçahttp://plazajornal.blogspot.com / plazajornal@gmail.com / (11) 3083-7788 

Edson Lima/projeto O Autor na Praçaedsonlima@oautornapraca.com.br / (11) 3746-6938 / 9586-5577  J.J.Carol Editorahttp://www.jjcarol.com.br / jacques@jjcarol.com.br / (11) 3871-1888 

 

 

 

 

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