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	<title>Ponto de Fuga &#187; Crônicas</title>
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	<description>economia digital, cibercultura, jornalismo, cinema, crônica, música</description>
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		<title>Crônica de Ano Novo sobre amor e tecnologia: ou revisitando arquivos de um PC aposentado</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 16:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Devaneios]]></category>
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		<description><![CDATA[Escritos de cinema, posts para blogs, documentos. Minhas imagens, minhas músicas, minhas pastas compartilhadas. Planilhas de Excel que nunca usei direito.  
Fotos, poesias, projetos. Boletos vencidos. Mensagens que nunca li, e-mails que nunca responderei. 
Downloads de diversos timbres – do rock ao jazz, do tango ao samba. Tem até punk e heavy metal. Reportagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2779" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2011/01/Ella1.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2011/01/Ella1-300x225.jpg" alt="" title="Ella" width="300" height="225" class="size-medium wp-image-2779" /></a><p class="wp-caption-text"><em>Experimente religar um computador seu há anos aposentado e repassar sua vida digital a limpo. O passado vira presente, mesmo que por instantes</em></p></div>
<p>Escritos de cinema, posts para blogs, documentos. Minhas imagens, minhas músicas, minhas pastas compartilhadas. Planilhas de Excel que nunca usei direito.  </p>
<p>Fotos, poesias, projetos. Boletos vencidos. Mensagens que nunca li, e-mails que nunca responderei. </p>
<p><strong>Downloads de diversos timbres</strong> – do rock ao jazz, do tango ao samba. Tem até punk e heavy metal. Reportagens prontas e inacabadas. Transcrições de entrevistas, títulos pela metade. Pautas e sonhos sonhados – realizados ou não. Ideias para artigos e outros rabiscos. Fotos de quando era mais cabeludo. </p>
<p>Críticas de filmes. Resenhas, delírios, minutos gravados numa câmera digital. As baladas que me fizeram a cabeça. As mulheres que me fizeram o coração. Registros de festas, de tristezas e andanças, de soluços e contas a pagar. Skype e messenger mudos.</p>
<p><strong>Erro de proteção</strong> contra gravação. Remova a proteção contra gravação ou use outro disco. Disquete de 3 ¹/², antivírus desatualizado. Remover hardware de segurança.</p>
<p>E lá está ela tocando violino&#8230; Cabelos curtos, levemente ondulados. </p>
<p>Tão linda, tão delicada, tão minha.  </p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2772" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Devaneios ao som da jukebox de Cat Power</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2009 19:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Cat Power]]></category>
		<category><![CDATA[Metal Heart]]></category>
		<category><![CDATA[rock]]></category>

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		<description><![CDATA[
Show intimista de Cat Power combinou com a noite chuvosa de São Paulo 
Sob luzes azuis e roxas, ela subiu ao palco pouco depois das 22h. Nada de telões e fotos com flashes – colocado sobre um dos amplificadores, um incenso espalhava fumaça por entre os instrumentos. Havia um clima intimista e aconchegante no ar. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/07/cat-power-se-apresenta-em-sao-paulo-em-sua-terceira-passagem-pelo-brasil-18072009-1247980262371_560x3602.jpg" alt="cat-power-se-apresenta-em-sao-paulo-em-sua-terceira-passagem-pelo-brasil-18072009-1247980262371_560x360" title="cat-power-se-apresenta-em-sao-paulo-em-sua-terceira-passagem-pelo-brasil-18072009-1247980262371_560x360" width="436" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-2395" /></p>
<p><em>Show intimista de Cat Power combinou com a noite chuvosa de São Paulo </em></p>
<p><strong>Sob luzes azuis e roxas</strong>, ela subiu ao palco pouco depois das 22h. Nada de telões e fotos com flashes – colocado sobre um dos amplificadores, um incenso espalhava fumaça por entre os instrumentos. Havia um clima intimista e aconchegante no ar. </p>
<p>Enquanto ajeitava o microfone, a saudação tímida e carinhosa. “Oi”, disse baixinho e em português, com um sorriso. Olhava para baixo, como se fora aquela menina nova do colégio com quem trocávamos as primeiras conversas e nos apaixonávamos em seguida. Foram suas únicas palavras dirigidas ao público durante o show. </p>
<p>Vestia calça escura – seria jeans? -, camisa e uma gravatinha preta, afrouxada. Luvas que deixavam os dedos à mostra.  Nada de grandes gestos, mas sim a sutileza dos detalhes. </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X4I2MbLpC_w&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/X4I2MbLpC_w&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<em><em>Embora precário, esse vídeo captado por um expectador durante<br />
o show de ontem serve como registro. A música é Metal Heart </em></em></p>
<p>Foi imerso nessa atmosfera de introspecção, cuidadosamente desenhada pela produção, que vi o show de Cat Power em São Paulo. E assim tive a sensação – é a minha viagem, nada mais &#8211; de que estava ouvindo <strong>Robert Johnson ou Bob Dylan </strong>na jukebox de um bar vagabundo ou perambulando por aí numa das tantas madrugadas. </p>
<p>Foi tudo um grande blues, posso dizer. Não necessariamente pelas músicas, porque não é apropriado dizer que o repertório de Cat seja feito pelo som do Mississipi ou o folk, embora sejam essas algumas de suas influências. Mas sim pelo espírito, pelo clima pé na lama, pelos gritos e sussurros capazes de aquecer a alma numa noite de frio. </p>
<p>O que mais poderia dizer depois de ouvir Don´t explain, marcada na voz Billie Holiday, ou Metal Heart, ambas presentes em Jukebox, o álbum mais recente de Cat?   </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/iCUpAECtB6E&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/iCUpAECtB6E&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object><br />
<em>E este vídeo aqui, também da lavra de algum fá, mostra a última música do show, Angelitos Negros, e a despedida calorosa da musa indie</em></p>
<p>A viagem terminou com uma Cat sorridente, feliz, distribuindo <strong>rosas brancas </strong>para a plateia, que, entregue, a aplaudiu de pé por vários minutos. Nesses instantes, nossa cantora já não estava apenas no canto do palco. Andando de um lado a outro para cumprimentar as pessoas, Cat Power, pelos menos naquele momento, era a perfeita tradução de uma pessoa feliz.  </p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=2372" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Bob, o que serão nossos tempos modernos?</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/bob-o-que-serao-nossos-tempos-modernos</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 05:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Post escrito ao som de Bob Dylan, às 2h38
Este post pode ser uma tremenda bobagem. E talvez seja mesmo. Pode ser uma conversa fiada, uma lengalenga inútil, um imbróglio de palavras que leva o nada a lugar nenhum.
Pode ser um cachorro-quente frio, um gole de cerveja vencida.  
Mas vou fazê-lo, sob o risco de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2009/04/chapeu.jpg" alt="chapeu" title="chapeu" width="433" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-1861" /></p>
<p><em>Post escrito ao som de Bob Dylan, às 2h38</em></p>
<p>Este post pode ser uma tremenda bobagem. E talvez seja mesmo. Pode ser uma conversa fiada, uma lengalenga inútil, um imbróglio de palavras que leva o nada a lugar nenhum.</p>
<p>Pode ser um cachorro-quente frio, um gole de cerveja vencida.  </p>
<p>Mas vou fazê-lo, sob o risco de não dormir, de não ouvir a voz das estrelas, de simplesmente não esquecer de ontem, de anteontem, de amanhã &#8211; esquecer por que raios eu tinha de pensar o que pensei. Pensar? Mas quem pensa os neurônios espanta. </p>
<p>Bob, o que serão os nossos tempos modernos?</p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1862" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>O menino, o futebol e a vida</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Dec 2008 01:33:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Outro assunto]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: autor desconhecido
Na hora do apito final, o peito explodiu e as lágrimas escorreram. Não foram apenas umas gotinhas, dessas que pedem licença – foi um choro desbragado, de soluçar, de lavar a alma. Um choro que de tão alegre me fez voltar até um tempo feliz que guardo na memória: a recordação das épocas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/futebol-menino-desconhecido.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/futebol-menino-desconhecido.jpg" alt="" title="futebol-menino-desconhecido" width="420" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-1477" /></a><br />
Foto: autor desconhecido</p>
<p>Na hora do apito final, o peito explodiu e as lágrimas escorreram. Não foram apenas umas gotinhas, dessas que pedem licença – foi um <strong>choro desbragado</strong>, de soluçar, de lavar a alma. Um choro que de tão alegre me fez voltar até um tempo feliz que guardo na memória: a recordação das épocas de menino em que brincava de astro de futebol, driblando a solidão de filho caçula que desenhava jogadas que só eu sabia como eram belas e mágicas. </p>
<p>Nos jogos imaginários na garagem de casa, eu sempre vestia a camisa do time do coração. Eram bordadas  à mão pela <strong>minha mãe</strong>, que unia em vermelho, branco e preto os sentimentos mais valiosos que um ser humano pode dedicar ao outro. As camisas eram de algodão grosso, como não se fazem mais.  </p>
<p>As partidas eram disputadas enquanto meu pai e sua Brasília laranja estavam fora, o que significava campo aberto para cobranças de falta na forquilha, cruzamentos de trivela, lançamentos em profundidade.  </p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/futebol1araquem.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/futebol1araquem.jpg" alt="" title="futebol1araquem" width="424" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-1476" /></a><br />
Foto: Araquém Alcântara </p>
<p>A camisa trazia invariavelmente o 11 às costas – o número do primeiro ídolo do futebol de minha vida. “Ele gosta do <a href="http://www.arquibancadatricolor.com.br/forum/phpBB3/viewtopic.php?f=27&#038;t=267">Zé Sérgio</a>”, dizia minha mãe, referindo-se a um dos mais habilidosos e ágeis pontas-esquerdas que o futebol brasileiro produziu. Ainda hoje, se o assunto vier à tona, ela certamente se lembrará de tudo isso &#8211; e me fará sorrir. </p>
<p>Antes mesmo do apito final soar na partida entre <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6vgzmpykioY">São Paulo e Goiás</a>, lá em Brasília, no Bezerrão, eu também me lembrava das primeiras vezes em que fui ao estádio. Meu <strong>pai querido</strong>, os três irmãos, mais velhos, cada um ao seu modo um espelho para mim. </p>
<p>Eu tinha cinco anos, mas me lembro bem daquele domingo de sol – que terminou com uma baita chuva – em que a festa deu lugar à desilusão e em que pela primeira vez vi uma multidão chorar. O Tricolor perdera a final do Brasileiro para um outro tricolor, o do Sul – o mesmo que agora disputou com o meu São Paulo o título de 2008. </p>
<p>Enrolado numa bandeira gigante – para mim tudo era gigante -, eu não entendia direito, mas sabia que alguma coisa muito triste havia acontecido diante de meus olhos. Por isso também chorei. Foi assim que aprendi aquilo que depois soube se chamar cumplicidade. </p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/fut-praia-caio-murilo.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/12/fut-praia-caio-murilo.jpg" alt="" title="fut-praia-caio-murilo" width="430" height="280" class="aligncenter size-full wp-image-1475" /></a><br />
Foto: Caio Murilo</p>
<p>E assim também <strong>conheci a tristeza</strong>, que tinha um nome – Baltazar, o centroavante do inimigo – e bateu em nossos corações depois de uma matada no peito e um tirambaço da entrada da área. Uma tristeza classuda, de categoria, mas nem por isso menos dolorosa.   </p>
<p>Foi ao sabor dessas reminiscências que comemorei o título de campeão brasileiro de 2008 pelo meu São Paulo – campeonato que teve como rival na reta de chegada o mesmo tricolor gaúcho que há 27 anos me apresentou a tristeza. Se naquele <strong>domingo de 1981 </strong>eu experimentava um dos sentimentos mais marcantes da vida, ao ver o nosso capitão Rogério erguer a taça tive a impressão de descobrir alguma coisa a mais sobre mim. </p>
<p>E assim me senti, pelo menos por breves instantes, como o menino que fazia jogadas incríveis com bolas de meia e tabelava com os próprios sonhos diante de um futuro que se desenhava a cada drible, a cada grito de gol. </p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1478" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>O que fazemos de nossos dias?</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/o-que-fazemos-de-nossos-dias</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 03:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Mudei-me recentemente e, por isso, caixas e mais caixas tomam conta do meu  apartamento. Elas já deveriam ter sido desfeitas, mas continuam lá. Um dos resultados disso é que não acho meus CDs direito. Mas eis que, revirando uma das caixas, deparo com um CD de poesias de Fernando Pessoa recitado por Paulo Autran. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/cartier1.bmp"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/cartier1.bmp" alt="" title="cartier1" class="aligncenter size-full wp-image-1452" /></a></p>
<p>Mudei-me recentemente e, por isso, caixas e mais caixas tomam conta do meu  apartamento. Elas já deveriam ter sido desfeitas, mas continuam lá. Um dos resultados disso é que não acho meus CDs direito. Mas eis que, revirando uma das caixas, deparo com um CD de poesias de <strong>Fernando Pessoa </strong>recitado por <strong>Paulo Autran</strong>. </p>
<p>Um de meus prediletos. Tenho-o há muitos anos. Ele é meu companheiro de muitas jornadas. Passagens tristes, felizes, de descobertas e angústias – um amigo com quem há algum tempo não conversava.  Peguei-o, e assim voltei em minha vida. Retornei uns dez anos, e de lá fui votando em direção ao presente. </p>
<p>Relembrei quando morava com meus queridos pais e dormia ao som desse e de outros CDs de poesias. Uma doce nostalgia do futuro tomou conta de mim. </p>
<p>Ouvi novamente um dos poemas mais belos que conheço e que me faz recuperar novamente a suavidade que, desapercebidamente, pode escapar pelos dedos na correria dos dias ( lembro-me sempre de Pessoa na voz do grande ator; perdi a conta das noites em que, regado a vinho, me entreguei à audição e dormi escutando Pessoa ou Drummond). </p>
<p>O poema é “Vem sentar-te comigo, Lídia”, de Ricardo Reis. Houve uma época em que eu o recitava de cor e salteado.</p>
<p>“Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio/ Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos/ Que a vida passa &#8211; e não estamos de mãos enlaçadas/ (enlacemos as mãos)”</p>
<p>A vida passa, ele diz,  a vida passa&#8230;O que fazemos de nossos dias?</p>
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		</item>
		<item>
		<title>A felicidade, desesperadamente</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/a-felicidade-desesperadamente</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 04:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[


Este post foi feito ao som de Chet Baker
 
 
“Todo homem quer ser feliz, inclusive o que vai se enforcar” (Pascal)
 
Depois de quase uma semana na encantadora Buenos Aires, cá estou de volta à terrinha querida, à marginal do meu coração. Muitas histórias e fotos para postar. Mas, antes disso, umas palavrinhas sobre algo que atualmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana;"><img class="size-full wp-image-1434  aligncenter" title="liberdade-criancas-praia1" src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/liberdade-criancas-praia1.jpg" alt="" width="435" height="300" /><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/felicidade-cartier-casal1.bmp"></a><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/felicidade-cartier-bresson-e-o-guarda-sol12.jpg"></a></span></em></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"></em></strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Verdana;">Este post foi feito ao som de Chet Baker</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><em style="mso-bidi-font-style: normal;"><span style="font-family: Verdana;">“Todo homem quer ser feliz, inclusive o que vai se enforcar”</span></em></strong><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;"> (Pascal</span></strong><span style="font-family: Verdana;">)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Depois de quase uma semana na encantadora Buenos Aires, cá estou de volta à terrinha querida, à marginal do meu coração. Muitas histórias e fotos para postar. Mas, antes disso, umas palavrinhas sobre algo que atualmente me perturba &#8211; no melhor sentido do termo, diga-se. Um sentimento que a elegância melancólica da capital portenha pode ter feito aflorar. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Estou lendo “A felicidade, desesperadamente”, de <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">André Comte-Sponville</strong>. Fruto de uma conferência feita pelo filósofo francês em 1999, o livro é um grande bate-papo sobre o que é a felicidade e por que a perseguimos eternamente (“Todo homem quer ser feliz, inclusive o que vai se enforcar”, escreve Sponville, citando Pascal). </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Com leveza e uma narrativa claro e simples, Sponville nos mostra que o fim da filosofia não é formulação de tratados inacessíveis, estéreis, mas sim ser uma amiga que nos auxilia a tornar a vida uma jornada mais prazerosa. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Diz Sponville, citando Epicuro, que “<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">a filosofia é uma atividade que, por discursos e raciocínios, nos proporciona uma vida feliz</strong>”. <span style="mso-spacerun: yes;"> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">“Trata-se de pensar melhor para viver melhor”, reforça Sponville. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"><img class="size-full wp-image-1432  aligncenter" title="felicidade-cartier-casal1" src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/11/felicidade-cartier-casal1.bmp" alt="" /></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Ele continua: </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: small;"><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style="font-family: Verdana;">“A felicidade é a meta da filosofia</span></strong><span style="font-family: Verdana;">. Ou, mais exatamente, a meta da filosofia é a sabedoria – já que, mais uma vez, uma das idéias mais aceitas em toda a tradição filosófica , especialmente na tradição grega, é que se reconhece a sabedoria pela felicidade, em todo caso por certo tipo de felicidade.(&#8230;) Digamos que a sabedoria aponta para uma direção: a do máximo de felicidade no máximo de lucidez”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Conforme Sponville, a norma da filosofia é a verdade, pelo menos a “verdade possível (porque nunca a conhecemos por inteiro, nem absolutamente, nem com total certeza)”. Portanto, “trata-se de pensar não o que me torna feliz, mas o que me parece verdadeiro – e fica a meu encargo tentar encontrar, diante dessa verdade, seja ela triste ou angustiante, o máximo de felicidade possível”. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Se não dermos a devida atenção ao fato, o cinza da paisagem cotidiana – reflexo da preocupação com contas, dívidas, problemas e dedicação exacerbada ao trabalho -, é capaz de nos embotar a vista e nos tirar do prumo. A filosofia, assim com a Arte, nos aproxima de nossa essência e nos humaniza. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;">Por isso leituras como a de Sponville são necessárias. E renovadoras. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: Verdana;"><span style="font-size: small;"> </span></span></p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1433" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Na terra de Los Hermanos</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 02:23:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Reportagem]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cheguei nesta quarta-feira a Buenos Aires, para cobrir o Festival de Publicidade El Ojo de Iberoamerica. Dia de trabalho muito puxado. Nos próximos posts comento mais a respeito.
Agora quero passar as primeiras impressões sobre a estada nesta bela cidade, que tenho a oportunidade de visitar novamente. 
Começo pela grande notícia hoje na terra de Los [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/10/maradona.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/10/maradona.jpg" alt="" title="maradona" width="300" height="451" class="aligncenter size-full wp-image-1422" /></a></p>
<p>Cheguei nesta quarta-feira a <strong>Buenos Aires</strong>, para cobrir o <a href="http://www.elojodeiberoamerica.com/blog/">Festival de Publicidade El Ojo de Iberoamerica</a>. Dia de trabalho muito puxado. Nos próximos posts comento mais a respeito.<br />
Agora quero passar as primeiras impressões sobre a estada nesta bela cidade, que tenho a oportunidade de visitar novamente. </p>
<p>Começo pela grande notícia hoje na terra de Los Hermanos: <strong>Maradona </strong>é o novo técnico da seleção argentina. Peguei um dos jornais daqui, o <a href="http://www.cronista.com/contenidos/ultimasnoticias.html">El Cronista Comercial</a>, de economia, negócios e política. E lá está em El Pibe (veja foto). </p>
<p>Logo nas primeiras linhas, diz o colega jornalista que “<em><strong>el mejor jugador de fútbol de todos los tiempos, trono para muchos compartido con Pelé&#8230;” </strong></em>(grifo meu)</p>
<p>Vejam só: citam o Rei Pelé assim, como quem faz uma concessão. Porque, claro, o Rei é Maradona. </p>
<p>No mais, El Cronista se orgulha de ter antecipado a notícia há uma semana. E se derrama de novo para Maradona. </p>
<p>Mas o <strong>Juan Carlos</strong>, taxista que me levou do aeroporto para o hotel, fez cara de muxoxo quando lhe perguntei o que ele achou da novidade. “Como jogador é uma coisa, como técnico&#8230;”. Para consolá-lo e demonstrar minha solidariedade, lembrei-o de que Dunga é o técnico do Brasil.  </p>
<p>E perguntei mais para ele:<br />
- “Como vai a Cristina Kirchner?” </p>
<p>Juan Carlos fez outra cara de muxoxo e um sinal de “mais ou menos”.</p>
<p>- E a crise financeira mundial?  </p>
<p>Outra careta, seguido de um “a coisa tá feia”. </p>
<p>O fantasma está por todos os lados.</p>
<p>Até breve. </p>
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		<title>Nunca fui office-boy</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/nunca-fui-office-boy</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 17:57:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avacalhações]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Microcontos e outras ficções]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu me chamo Clayton, mas nunca fui office-boy. Ando bem rápido, quase correndo, igualzinho a eles, mas é bom repetir que nunca fui office-boy. Além do mais, muitas pessoas não gostam dos office-boys. 
Eu gostava, mas tem gente que não gosta. O pai da menina, por exemplo. Ele odeia, xinga, fica histérico só de ouvir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/boy-rapido4.jpg"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/boy-rapido4.jpg" alt="" title="boy-rapido4" width="500" height="175" class="aligncenter size-full wp-image-1329" /></a></p>
<p>Eu me chamo Clayton, mas nunca fui office-boy. Ando bem rápido, quase correndo, igualzinho a eles, mas é bom repetir que nunca fui office-boy. Além do mais, muitas pessoas não gostam dos office-boys. </p>
<p>Eu gostava, mas tem gente que não gosta. O pai da menina, por exemplo. Ele odeia, xinga, fica histérico só de ouvir falar nessa espécime de ser humano que, na minha época, se caracterizava pelo modus operandi de entrar no busão pela porta de trás, sair sem pagar e assim embolsar o troco da condução. </p>
<p>É por isso que o pai da menina tá fulo da vida com o <a href="http://www.baboseira.net/index.php?option=com_content&#038;task=view&#038;id=1135&#038;Itemid=48">office-boy</a>. Na verdade, é por isso e também porque o maluco deu pá-pum na filha dele, chamou o coroa de mano e pediu cinqüenta conto como ajuda de custo. “É o que o senhor dar puder ajudar, pra começar. Já tenho outro filho, tá ligado?” </p>
<p>Por isso é bom repetir que, apesar do meu nome, nunca fui office-boy.</p>
<p>Sim, os office-boys, um dia eles existiram em São Paulo. Hoje eles trocaram as solas do sapato pelas duas rodas e se chamam motoboys. Eles continuam andando rápido demais, bem rápido, mas bem rápido mesmo. </p>
<p>Mas ia dizendo que eu costumo andar rápido demais, mesmo sem nunca ter sido office-boy. Porque os office-boys, vocês sabem, andam rápido demais – ou andavam?<br />
O tempo é sempre uma grande questão. E a cabeça também vai numa velocidade! Lampião, Sílvio e Vesgo, Pânico,  Chacrinha,  Facebook, baby look, increase your pênis –  acabou o xampu? </p>
<p>Tudo isso porque ando andando rápido demais, mesmo sem ter na carteira o registro de office-boy. E o Flash Blog? Tem nada a ver, mas já fui até atendente do McDonald´s, sonhava com o Big Mac. </p>
<p>A verdade mesmo, pra valer, é que apenar do meu nome eu nunca fui office-boy.     </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pSPBPeB6VnM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/pSPBPeB6VnM&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>O nosso Bar Esperança</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/o-nosso-bar-esperanca</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 23:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avacalhações]]></category>
		<category><![CDATA[Baladas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na mesa do bar, somos todos filósofos, psicanalistas, políticos e até mesmo ótimos síndicos de prédio. Temos verdades e soluções para tudo. 

Gritos, exclamações, decibéis em êxtase. “O Henrique Meirelles é de direita ou de esquerda? Me responde!”. “Ele é técnico!”. “Técnico? Só se for o Dunga”.  


Imagens de Bar Esperança (Hugo Carvana, 1983)
 “‘O PT aparelhou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca-novo.jpg" title="bar-esperanca-novo.jpg"></a></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana">Na mesa do bar, somos todos filósofos, psicanalistas, políticos e até mesmo ótimos síndicos de prédio. Temos verdades e soluções para tudo. </span></p>
<p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">Gritos, exclamações, decibéis em êxtase. “O Henrique Meirelles é de direita ou de esquerda? Me responde!”. “Ele é técnico!”. “Técnico? Só se for o Dunga”. </span> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca011.jpg" alt="bar-esperanca011.jpg" /></p>
<p style="text-align: center">Imagens de <a href="http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/bar-esperanca/bar-esperanca.asp">Bar Esperança </a>(Hugo Carvana, 1983)</p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca011.jpg" title="bar-esperanca011.jpg"> </a><span style="font-family: Verdana">“‘O PT aparelhou o governo com militantes de carreira, sem qualificação. “Isso é conversa fiada”. </span><span style="font-family: Verdana"> </span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">“Na semana passada vocês me provocaram com esse papo de falta de comunicação na sala de aula. Então agora eu vou falar uma coisa para vocês&#8230; Blá,blá,blã” . “E o Curíntia?” Sai pra lá! </span><span style="font-family: Verdana"> </span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span></span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">Não sei como a conversa não chegou ao Daniel Dantas&#8230; </span><span style="font-family: Verdana"> </span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span><span style="font-family: Verdana"> </span></span><span style="font-family: Verdana"></span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">Este post nasce exatamente de uma dessas deliciosas sessões etílicas, regadas a risos, polêmicas, angústias, esperanças, camaradagem. <span> </span></span></span></span></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca-novo.jpg" alt="bar-esperanca-novo.jpg" /></p>
<p>  <span style="font-family: Verdana">Cervejada que nasceu ontem à tarde, quando <a href="http://br.youtube.com/watch?v=YHyYAxVCLYk">Nirlando Beirão</a>, jornalista, esteve com a gente na <a href="http://www.overmundo.com.br/agenda/o-autor-na-praca-com-o-jornalista-nirlando-beirao">Benedito Calixto </a>falando de seu novo livro. Alguém se habilita a adivinhar o tema? Fácil: bares. <a href="http://bloglog.globo.com/blog/post.do?act=loadSite&amp;id=7261&amp;permalink=true">“Original </a>– Histórias de um Bar Comum (DBA), com “aperitivo” e “saideira” escritos por Washington Olivetto. </span><span style="font-family: Verdana"> </span><span style="font-family: Verdana"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"></span><span style="font-family: Verdana">Por hora, deixo só um golinho para vocês. Está logo na abertura, em texto sugestivamente intitulado “Paz na terra aos homens de botequim”. </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana">Veja que maravilha, creditada a José Carlos de Oliveira: </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"></span><span style="font-family: Verdana"> </span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">“O meu melhor amigo, quando bêbado, me diz os insultos mais pesados insultos, e eu o perdôo. Somos solidários na dor-de-cotovelo, e colocamos a amizade acima da mãe e do pai, da igreja, do país”. <span> </span></span> <a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca-3.jpg" title="bar-esperanca-3.jpg"></a><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca-2.jpg" title="bar-esperanca-2.jpg"></a></span></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca-2.jpg" alt="bar-esperanca-2.jpg" /></p>
<p> <span style="font-family: Verdana">Ou esta, de Paulo Pelotta: </span><span style="font-family: Verdana"> </span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">“Até na Santa Ceia todos sentaram-se à mesa e tomaram vinho – o único que não quis tomar nada e saiu mais cedo foi bem sóbrio receber os trinta dinheiros”. </span><span style="font-family: Verdana"> </span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span></span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">É isso aí. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana"></span><span style="font-family: Verdana"> </span><span style="font-family: Verdana"><span style="font-family: Verdana">Um grande abraço pro <a href="http://www.oautornapraca.com.br/">Edson Lima</a>, <a href="http://www.juniorlopesillustrator.blogspot.com/">Junior Lopes</a>, professor Zuza, <a href="http://racabrasil.uol.com.br/Edicoes/114/artigo61355-1.asp">Maurício Pestana </a>e Jeff, os botequeiros da jornada de ontem. Ah, e ao Nirlando também, que tomou sua cervejinha com gente ao longo da tarde e contou histórias de suas longas peregrinações botequeiras. </span><span style="font-family: Verdana"> </span></span></span></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/bar-esperanca-3.jpg" alt="bar-esperanca-3.jpg" /></p>
 <img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/plugins/feed-statistics.php?view=1&post_id=1301" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Declaração de amor de um cinéfilo</title>
		<link>http://www.pontodefuga.jor.br/declaracao-de-amor-de-um-cinefilo</link>
		<comments>http://www.pontodefuga.jor.br/declaracao-de-amor-de-um-cinefilo#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Jul 2008 03:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clayton</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema - Godard]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[




Depois de Anna Karina, viver a vida tornou-se uma aventura muito mais colorida, poética, bela.  


Com Anna Karina, uma mulher não é só uma mulher. 



 

Por Anna Karina eu me tornaria o melhor dançarino do mundo, só para acompanhá-la nessas dancinhas. Faria até sapateado, tocaria corneta. Depois de Anna Karina, eu vivo a vida feliz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/godard-anna-karinajpg.bmp" title="godard-anna-karinajpg.bmp"></a><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/godard-anna-karinajpg.bmp" title="godard-anna-karinajpg.bmp"></a><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/godard-anna-karinajpg.bmp" title="godard-anna-karinajpg.bmp"></a><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/godard-anna-karinajpg.bmp" title="godard-anna-karinajpg.bmp"></a><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/anna-karina-2.jpg" title="anna-karina-2.jpg"></a></p>
<p><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/godard-anna-karinajpg.bmp" title="godard-anna-karinajpg.bmp"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/godard-anna-karinajpg.bmp" alt="godard-anna-karinajpg.bmp" /></p>
<p></a></p>
<p align="center"><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana">Depois de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Anna_Karina">Anna Karina</a>, viver a vida tornou-se uma aventura muito mais colorida, poética, bela. <span> </span></span><a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/anna-karina-2.jpg" title="anna-karina-2.jpg"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/anna-karina-2.jpg" alt="anna-karina-2.jpg" /></p>
<p></a></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana">Com Anna Karina, uma mulher não é só uma mulher. </span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p align="center" style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"><span style="font-family: Verdana"></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana"></span> <a href="http://www.pontodefuga.jor.br/wp-content/uploads/2008/07/godard-anna-karina.bmp" title="godard-anna-karina.bmp"></a></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/xij4Egslh8M&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/xij4Egslh8M&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Por Anna Karina eu me tornaria o melhor dançarino do mundo, só para acompanhá-la nessas dancinhas. Faria até sapateado, tocaria corneta. Depois de Anna Karina, eu vivo a vida feliz da vida.  </p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LlBS3PmPfaI&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LlBS3PmPfaI&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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