A imprensa vai botar o Bloco de Notas na rua


Atenção, convocatória para jornalistas, assessores de imprensa e simpatizantes:

Nós – um grupo de jornalistas de TI – estamos (a)fundando um bloco de carnaval.

Um bloco da imprensa, porque jornalista pode não saber sambar direito, mas sempre acha um lead para fazer festa.

A (a)fundação do BLOCO DE NOTAS será neste domingo (14/2) no bar Ó do Borogodó, na rua Horácio Lane, 21, na Vila Madalena.

Estaremos lá a partir das 19h!

Por favor, espalhem a convocatória carnavalesca para os amigos das redações, assessorias e simpatizantes.

Mais informações e conspirações, procure o Núcleo Duro do Bloco(!) no Twitter: @clayton_melo, @veronicacouto, @DeLuca, @rsantos e @ brauncafe.
Ou mande um e-mail: cmelo2010@gmail.com

Contatos: cmelo2010@gmail ou Twitter @clayton_melo.

Bod Woodward e “Todos os homens do presidente”

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Em cena Dustin Hoffman (Carl Berstein), Robert Redford (Bob Woodward)

Sábado comprei por acaso num sebo da Augusta o livro “Bush em Guerra”,do jornalista Bob Woodward, parceiro de Carl Berstein na série de reportagens que desmascarou o escândalo de Watergate, responsável pelo impeachment de Richard Nixon. Louco para lê-lo.

Assim me lembrei, claro, do ótimo “Todos os homens do presidente‘, filme de 1976 de Alan Pakula. O longa tem Robert Redford e Dustin Hoffman nos papéis, respectivamente, de Woodward e Berstein. A cena final é esplêndida, esplêndida!

Mas separo aqui trecho em que Woodward se encontra com o Deep Throat, a fonte que mostra onde estão os ovos de ouro dessa história cabeluda. Na cena – os encontros sempre se dão num estacionamento, tarde da noite-, Woooward perde apaciência com os “joguinhos” do Garganta Profunda, que passa as dicas em pílulas.

Reparem na atmosfera angustiante e na tensão da cena, presente no diálogo, nos sinais corporais e na fotografia obscura. Ouve-se até o barulho da saliva que percorre o Garganta Profunda.

Um dos grandes filmes sobre jornalismo. Vencedor de quatro estatuetas do Oscars. Memorável.

O longa mereceu um homenagem bem bacana. Bacana, não: nota dez!

Embalado pela eletrizante “Sabotage”, dos nova-iorquinos do Beast Boys – a música é uma de minhas preferidas da banda -, esse filmete praticamente resume o longa, ou pelo menos faz uma leitura em ritmo de videoclipe da obra. Edição caprichada, alucinada. Vejam:

Exemplo da cultura do fá de que fala Henry Jenkins. No mais alto nível.

“Sueña. Sí se puede”?

A vitória acachapante sobre los hermanos me fez lembrar um comercial da DDB México.
Os argentinos poderiam aproveitar a ideia. Que tal um filme com a seleção brasileira vestindo a camisa da Argentina e o slogan “Sueña. Sí se puede”? Confira.

Cuidado com o sexo digital

Dia do Sexo? Divirta-se, mas cuidado com a webcam.

Se liga no Funk do Twitter

Merece o Grammy!.
Via blog do Michel Lent (ViuIsso)

O Tiozão das Batidas usa a web para engordar a clientela

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Descobri pelo Twitter do Joviano – um advogado e empresário de Fortaleza – uma figura que perambula pela Paulicéia e que, na era digital, encontrou na blogosfera uma nova maneira de fazer aquilo que os marqueteiros gostam de chamar de fidelização de clientes.

Estou falando do Jorge, que prepara batidas na porta de casas noturnas na zona sul de São Paulo desde 2002. Em função de sua atividade, tornou-se conhecido nas baladas como o Tiozão das Batidas.

Mais antenado e descolado que o Tio Sukita, ele montou o blog Boteco Móvel para preservar e ampliar a clientela.

“A idéia de criar esse blog surgiu quando uma cliente se ‘apaixonou’ pela Amarula que faço e queria saber em que novo endereço me encontraria dali pra frente. Para não deixar essa e outras (os) clientes subitamente na mão, anunciarei e sempre atualizarei aqui no Blog o local onde estou vendendo meus néctars alcoólicos” – transcrição literal retirada do etílico Boteco Móvel.

Há um menu com todas as bebidas que faz e o preço de cada uma.

As batidas vendidas em copo pequeno custam R$ 1. Uma pechincha. Ou não? As de copo de grande saem pelo dobro, enquanto o litro é comercializado a R$ 8. A Caipirinha Bombeirinho custa os mesmos merréis das batidas. A bebida que arrebatou o coração da cliente citada pelo Tiozão, a Amarula Espanhola – reparem bem, é espanhola – pode ser degustada por módicos R$ 2 (copo pequeno), R$ 4 ( o grande) e R$ 15 o litro.

De vez em quando o Tiozão escorrega no conteúdo do blog, com fotos das Sobrinhas do Tiozão e coisas do gênero.

Feita a ressalva, ele também traz umas coisas curiosas, como esses comerciais da Kodomo No Nomimono, vendida no Japão como cerveja para crianças. Sim, é isso mesmo: cerveja para crianças. Segundo o site da Revista Galileu, trata-se de uma versão japonesa, não alcoólica, para o guaraná. Vejam aí (reparem no gritinho da molecada no final):

O Boteco Móvel também abre espaço para quem deseja meter a boca do trombone contra exageros por parte de seguranças de casas noturnas.

Clique aqui para ir ao Boteco Móvel.

Descobri o segredo do Frank Zappa

Era a bicicleta, tinha de ter uma explicação. Para fazer aqueles sons pirados e sensacionais, que misturavam rock, jazz e erudito, não podia ter começado de uma maneira, digamos, convencional.

Mas não sei se o mais inusitado é o Zappa tocar bicicleta ou vê-lo de terninho, cabelinho cortado e barba feita num programa de auditório.

Dica passada por André Abujamra via Twitter.

E por falar em Sarney…

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Sarney mandou avisar que não vai autografar o Marimbondos de Fogo
para quem criou falso Twitter para ele

Tempos férteis para o anedotário político. Foi só ver o brochinho de Fiscal do Sarney que me entusiasmei e procurei outras homenagens na rede ao excelentíssimo presidente do Senado. E eis que constato o carinho dos twitteiros com o literato do Maranhão. Mas o ilustre ex-presidente não gosta de nada que se limite a 140 caracteres.

O autor de Marimbondos de Fogo, esse clássico da literatura nacional (um dos livros mais vendidos e lidos desde um 3000 AC, constate), ameaçou fazer a justiça arder no engraçadinho que criou um Twitter falso para ele. (veja aqui)

Dias atrás, estava no ar a “página” do senador, com tweets como esse, registrados pelo blog do Jamildo, do JC Online:

“Minha secretária já deixou outro comprimido. Vou dormir.”

“Alguém aí foi meu fiscal? A idéia da campanha foi Maílson e a arte do broche foi de algum estágiário da UnB”

“Meu novo plano para limpar o senado será um marco na política brasileira. Ele será bem diferente do Plano Verão e do Plano Bresser”.

E personagens célebres deixaram “mensagens”. Um deles foi Paulo Coelho. “@paulocoelho avisa na academia que faltarei ao nosso tradicional chá nessa semana. Estou tendo um pouco de serviço do DF“.

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Busquei a página no Twitter (digite Jose Sarney no Twitter), mas acabou-se o que era doce. No ar, apenas uma breve perfil do ex-quase twitteiro maranhense:

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“josesarney Sen. José Sarney
Presidente do Senado brasileiro, devoto da causa pública e comprometido com a ética e a cidadania.
1,447 followers · from Amapá · updated 3:52 PM Jun 19th

Quem é fiscal do Sarney aí?

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Para os órfãos da Nova República.

Quem aí ligava para a Sunab quando sumia carne no supermercado? Discava 198, tá ligado?

Quem anotava na cadernetinha o preço das embalagens e, se visse que o valor tinha sido alterado depois, chegava para o dono do armazém e bradava, a plenos pulmões: “Tome tento porque sou fiscal do Sarney!”.

E, se o dono do secos e molhados enchesse seu saco, chamava o Funaro para botar ordem na casa?

Em tempos de ato secreto, de “Secreta” que apita em tudo, da sarneylândia proliferando mais rápido que a gripe suína, recordar é viver.

Essa eu pesquei do mural do Facebook do do Maurício Machado, que por sua vez pinçou a pérola do mural do Ricardo Sá Fortes. Será que ele era fiscal do Sarney?

O que o diretor-geral do MySpace Brasil tem a dizer

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Emerson Calegaretti comanda a operação do site de música,
que fechou as portas no País

Um dos responsáveis diretos pela fundação do Google e do MySpace no Brasil, o nome de Emerson Calegaretti é bem conhecido no meio digital. Como jornalista que cobre a área digital, acompanho as empresas que comanda ou comandou, embora só tenhamos nos conhecido pessoalmente na semana passada, quando ele fez uma ótima palestra sobre redes sociais no curso de comunicação digital da ESPM (leia mais no post sobre Paulo Henrique Amorim e sobre os protestos no Irã, nesta mesma página).

Ao final do encontro, meu amigo Gil Giardelli, curador do curso (veja mais no blog dele), me apresentou ao Calegaretti, a quem pedi uma entrevista (que seria em vídeo, para o blog). Convite prontamente aceito. Faltava apenas agendar a data.

E veja como são as coisas, amigo do Ponto de Fuga. Sujeito atencioso e alto astral, Calegaretti se vê agora diante de um momento delicado, uma semana depois.

Ele é diretor-geral do MySpace, uma das maiores redes sociais do mundo e que anunciou há poucos dias que encerrará atividades no Brasil. A companhia controlada pelo magnata da mídia Rupert Murdoch cortou 30% da força de trabalho nos EUA e passou a faca em suas demais operações espalhadas pelo mundo.

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Empresa cortou 30% da força de trabalho nos EUA

Destaco aqui a postura do Calegaretti diante do episódio. Em vez de se resumir a uma comunicado frio e impessoal, assinado pela corporação, ele optou por fazer um post no MySpace para explicar aos usuários do site e aos demais interessados o que se passa com a companhia no Brasil. Em primeira pessoa, diga-se.

Pode parecer pouco, mas não é, se observarmos como costumam se comportar executivos de grandes corporações diante de obstáculos desse porte.

“Muitas coisas ainda estão por resolver por aqui. Mas sem crise. Já tive tempo de dar vários rolês de moto que deixaram minha mente limpa. Mais ainda, tive todo o amor da minha família e amigos para reforçar isso”, escreveu em seu blog no MySpace (veja aqui).

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Site continua a operar em português, mas
sem produção de conteúdo

Deixo aqui um compilado de sua palestra. Em seguida, a apresentação dele no curso da ESPM.

• As redes sociais digitais são importantes porque mudam a relação das pessoas com a cultura, consumo, economia, política e família etc.

• A Geração X (a que cresceu com a internet) é composta por jovens conectados, que valorizam muito a opinião dos amigos, buscam satisfação instantânea, querem encontrar conteúdo ou entretenimento quando, como e no lugar que desejarem e não se submetem a hierarquias rígidas.

• Uma empresa, entidade ou pessoa física que queira ter uma atuação eficiente nos canais digitais precisa saber qual sua reputação na rede (o que dizem de você nos sites, blogs etc). No caso das companhias, também observar o que dizem de seus concorrentes.

• A comunicação de Obama foi eficiente porque sua mensagem catalisou sentimentos opostos aos que Bush despertou. Depois de o presidente da guerra ter acirrado os ânimos do mundo contra os EUA, visto como beligerante e dominador, Obama se colocou como agente da mudança, da esperança, do diálogo. E o digital foi a aliado nesse objetivo. Ele usou seu site e redes sociais digitais para iniciar uma conversa com a população, especialmente os mais jovens.

• Um projeto de comunicação na rede precisa ser constante. Não adianta criar uma ação hoje e amanhã engavetá-la.

Veja a apresentação do Calegaretti.

Paulo Henrique Amorim: “Quero ser um portal”

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O blogueiro Paulo Henrique Amorim (foto retirada da internet)

Ele chega à porta do auditório da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), em São Paulo, e para por alguns instantes. Seu terno é bem cortado; sua postura, alinhada. O penteado não ostenta nem um fio fora do lugar.  

Enquanto passeia os olhos pela platéia, ergue a cabeça e abre ligeiramente a boca. Parece admirado e curioso. Praticamente lotada, a sala recebe cerca de 70 pessoas, que estão confortavelmente sentadas em cadeiras estofadas que se localizam em um nível inferior e de costas para quem adentra o ambiente.

Os instantes de observação são breves, porque logo ele é chamado por Gil Giardelli, seu anfitrião, para ocupar o lugar de destaque da noite.  Paulo Henrique Amorim está preocupado. O relógio já crava 20h, trinta minutos além do horário marcado para iniciar sua palestra no curso de Ações Inovadoras em Comunicação Digital, na ESPM.

Paulo Henrique Amorim, o jornalista veterano, vai contar suas aventuras num universo que ainda deixa desbaratado um bocado de gente com muitas primaveras a menos, incluindo vários coleguinhas da imprensa.  Vai relatar sua experiência de blogueiro. Contará como é ser jornalista na era digital.

 “Olá, tudo bem?”, ele diz.

Ele começa pelo cumprimento peculiar, a marca registrada que todos se acostumaram a ouvir em seus programas de TV. Claro, claro: com a mesma entonação característica, a voz anasalada, rouca, inconfundível.

 

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Ele não se furta a falar de web e jornalismo em palestras país afora

Vai logo pedindo desculpas pelo atraso. Ele odeia se atrasar. Culpa o trânsito e faz troça dos tucanos. Diz que os engarrafamentos colossais de São Paulo têm o bico dessa espécie de ave política que se mostra incapaz de dar um jeito no problema ( ele gravou um buzinaço feito por motoristas irritados e transformou em podcast em seu blog).

Com um humor que vai da ironia ao sarcasmo num piscar de olhos, Paulo Henrique  falou de tudo e mais um pouco. Falou que sua experiência profissional na internet começou há um punhado de anos, com projetos de web TV no UOL. Contou que um dia teve uma ideia sensacional, que mudaria o mundo e poderia enriquecê-lo. Algo de gênio, que ninguém nunca antes neste país havia pensado: fazer um chat sobre mercado financeiro assim que a Bolsa encerrasse o pregão. Um programa para que as pessoas entendessem a temperatura das finanças.  

“Conversei com o Marcelo Lacerda, fundador do Zaz (que posteriormente virou o Terra). Ele adorou”. Buscaram patrocinadores, o produto foi ao ar e, embora certa vez tenha tido a audiência do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga  (“Era o único na sala de bate-papo no dia!”), teve desconectar o projeto de sua vida. “Foi um retumbante fracasso”

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Blog dá audiência, mas o ganha-pão mesmo vem do trabalho na Rede Record 

A transformação da mídia em função da tecnologia digital é um dos temas sobre os quais dedica atenção. Perguntei  se ele concordava com a ideia de que o noticiário factual tenderia a ficar nas mãos de pouquíssimas agências de notícias (notícia como commodity), enquanto a demanda por conteúdo contextualizado e analítico abriria brechas para microempresas digitais criadas por jornalistas, como o seu Conversa Afiada, blog independente responsável por uma audiência mensal de 3 milhões de usuários únicos. Ele concordou.

“Está todo mundo buscando um novo modelo de negócios na área de mídia”, disse. E ressaltou a importância de investir em bom conteúdo. “Mandar quatro correspondentes para Bagdá custa caro. Quem vai pagar por isso?”

Sistemas de financiamento baseados no filantropismo de entidades ou investidores, que sustentariam coberturas ou projetos jornalísticos especiais, podem ser uma alternativa viável. “Esse é um caminho estudado agora nos EUA”.

 
YouTube tem vídeos com suas opiniões sobre a blogosfera

Sua aposta no meio digital é tamanha que ele quer transformar o Conversa Fiada em um produto bem mais amplo. A inspiração vem do bem-sucedido e balalado The Huffington Post, blog político americano que recebeu, em 2008, investimento de US$ 25 milhões – aplicado pela Oak Investment Partners, de Palo Alto, na Califórnia- , o que fez a empresa alcançar o valor de US$ 100 milhões.
O valor supera o de várias empresas de jornalismo impresso dos Estados Unidos. “Quero ser a Ariana Huffington. O blog dela, que é agressivo politicamente, se transformou em um portal”, afirma, taxativo. Ele se refere à fundadora do The Huffington Post. E completa, para não deixar dúvidas: “Quero se um portal!”.

Twitter no Irã e a dancinha que arrastou uma multidão

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Twitter e blogs impulsionam protestos no Irã e exemplificam
nova face da mídia

O principal assunto no mundo hoje é o Irã. Protestos contra a vitória de Mahmud Ahmadinejad, acusado de fraudar as eleições do país. Mais uma vez as redes sociais digitais surgem como protagonistas de mobilização popular em torno de um tema político. Em abril, movimento semelhante ocorreu na Moldávia.
Protestos organizados pelos iranianos nas ruas foram impulsionados por mensagens enviadas pelo Twitter, blogs e outras ferramentas digitais.

O governo do Irã restringe o trabalho da mídia profissional, mas o tiro sai pela culatra; a blogosfera se encarrega de furar o cerco à informação e grita para o mundo a sua revolta. Ahmadinejad e os aiatolás estão perdendo a guerra da informação graças, em grande parte, às redes sociais digitais.

Isso me lembra Howard Heingold e sua ideia de smart mobs.

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Governo restringe trabalho da grande mídia, mas redes sociais divulgam protestos

É importante ver como, neste novo ambiente, as mídias tradicional e digital se intercalam, se relacionam e se alimentam mutuamente. Uma precisa da outra: os veículos tradicionais – assim chamados por falta de nomenclatura melhor – obtém informações (com vídeos, fotos e relatos escritos) sobre o desenrolar das manifestações e medem a temperatura social por aí.

A blogosfera tem seus esforços ampliados quando jornais, revistas e TVs de todo o mundo reverberam seus esforços. Se CNN, BBC, New Yor Times e outras não noticiassem, sem dúvida o impacto seria bem menor.

Resumo da ópera: o novo ambiente de mídia é muito mais complexo, sofisticado e até mesmo caótico e não se caracteriza pela substituição de uma mídia pela outra.

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Mahmud Ahmadinejad talvez não acreditasse na força da internet

Ao escrever sobre esse post, me lembrei das palavras de Emerson Calegaretti, presidente do MySpace Brasil, no curso Ações Inovadoras Digitais em Comunicação Digital organizado por Gil Giardelli e Sandra Turchi na ESPM. Na aula que ministrou nesta semana, Calegaretti (ex-Google e UOL), deu um panorama sobre as redes sociais digitais e fez algumas análises. Mas este é um assunto para o próximo post.

Antes do ponto final, vejam o vídeo abaixo. Tem tudo a ver com o que dito aqui.

Alguns podem considerá-lo bobo, no máximo engraçadinho. Mas ele vai além. É exemplo do acontece quando o poder de atração de um, dois ou três indivíduos é muito forte e contagiante. É uma boa metáfora do que acontece no meio digital. Peço desculpas pelo palavrão, mas é um vídeo metalingüístico, porque o episódio (um show ao ar livre, parece um Woodstock 2.0 desengonçado e meio nerd), foi captado por uma câmera de vídeo instalada numa máquina fotográfica, postado n o YouTube, esse oráculo visual de nossa era, e espalhado para o mundo por meio de blogs.

Enquanto apenas um faz a dancinha, é só mais um doidão. Quando outros dois de juntam, trata-se do início de uma multidão, como bem apontou Seth Godin, editor do blog onde vi o vídeo, depois de Ângelo Chaves, meu colega do curso sobre comunicação digital na ESPM.

“Minha denúncia é a minha alegria”

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Vídeo com o poeta Miró da Muribeca agora está no YouTube e no Ponto de Fuga

Agora, sim: o vídeo Miró da Muribeca em São Paulo, que eu e Daniel A. Rubio fizemos (veja detalhes no post anterior ), está no YouTube. Para facilitar, replico-o neste post. Para que o YouTube comportasse o material, tivemos de dividi-lo em dois: Parte 1 e Parte 2. Sugiro assisti-los na seqüência.

Eis algumas frases de Miró frases extraídas do curta:

Sou poeta pernambucano, tenho 48 anos, oito livros publicados e nasci no bairro da Encruzilhada. Aí já começou a tragédia: nascer na Encruzilhada”

A poesia me deu a oportunidade de conhecer o País”

“Quando estava na oitava série, uma professora pediu para fazer uma redação. Então disse: ‘Chove um sol lá fora’. Ela falou: ‘Meu filho, como pode chover um sol lá fora?’. E respondi: ‘A senhora já ouviu falar em metáfora?’”

“Tenho um poema que diz: “Jesus não vem: prepara-te”. Porque todo mundo diz ‘Jesus vem’. E se não vier?

“Minha denúncia é a minha alegria”

“Sou ‘Alegrista’, gosto de pessoas simpáticas, que riem. A maior frase do Alegrismo é da minha mãe. Ela diz sempre: “Meu filho, fuja de gente que não ri. Gente que não ri é perigosa”.

PARTE 1

PARTE 2

Ponto de Fuga produz vídeo sobre o poeta Miró

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Ao lado do documentarista Daniel A. Rubio, este blogueiro fez vídeo sobre o poeta pernambucano Miró

Clique aqui para ver o vídeo (ao acessar o site, basta esperar alguns segundos para o filme começar automaticamente a ser exibido, no alto da tela, à esquerda).

Miró da Muribeca é um peregrino das palavras. Poeta pernambucano, anda de um lado a outro do Brasil colecionando histórias e amigos, risos e lágrimas. Joga conversa fora e bisbilhota outras tantas em esquinas e becos com a mesma facilidade com que declama um poema – eis sua especialidade, a isca com que fisga ouvidos e corações. Sua carpintaria poética se faz das agruras e belezas urbanas, dos semáforos, das conspirações de botequim, da urgência da contemporaneidade.

Em janeiro, eu e o Daniel A. Rubio, documentarista chileno que mora no Brasil, nos juntamos para fazer um vídeo sobre o Miró. A ideia surgiu por acaso. Resolvi transformar meus agradáveis bate-papos com o poeta – de quem me tornei amigo por meio outro amigo do peito, o produtor Edson Lima, de O Autor na Praça (produtor-associado do filme)– em entrevista. Poderia oferecer a pauta como frila para alguma publicação impressa. A força do personagem e a qualidade de sua poesia poderiam render um belo perfil. Por essas contingências cotidianas, não batalhei esse frila imediatamente, sempre deixando para depois.

Então numa tarde de sábado no espaço de O Autor na Praça, na praça Benedito Calixto, em Pinheiros, São Paulo, saquei meu bloquinho e botei Miró para falar.

E Miró falou tanto, mas tanto de sua vida e seu processo de criação que Daniel, que estava de antenas ligadas ali perto, sugeriu que fizéssemos, naquela mesma hora, um vídeo. Como eu e ele já pensávamos em levar adiante alguns projetos de vídeos, fomos então ao estúdio-apartamento do Daniel, distante algumas quadras dali. À noite, amigos recepcionaram Miró em uma festa, o que também serviu de matéria-prima para nosso trabalho. E assim nasceu o vídeo agora disponível no site Artver.

Convido aos amigos para uma sessão com “Miró da Muribeca em São Paulo”, que tem direção e edição do Daniel e produção e entrevista a cargo deste blogueiro.

Basta clicar aqui ver o vídeo.

Carta de um exilado

Reginaldo Pujol, jovem contista de Porto Alegre, escreveu um texto divertidíssimo e refinado, com animação do Estúdio Makako. Um ato de desagravo a um injustiçado da reforma ortográfica, essa ditadura. Vi no blog do João Paulo Freitas, o Outro.

Entrevista de emprego

Eis um comercial da Pepsi repassado pela Lu Collet.
Estratégia um tanto heterodoxa, digamos.

A década digital e a convergência de mídias

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Como é praxe, replico artigo meu – publicado nesta segunda-feira – na Gazeta Mercantil. Aqui com uma roupagem, digamos, mais modernosa.

27-Abril-2009
A década digital e a convergência de mídias
Gazeta Mercantil – Caderno C
Opinião
Clayton Melo

27 de Abril de 2009 – O período compreendido entre 1999 e o ano 2000 representa, para muitos estudiosos da cibercultura, o marco inicial da primeira década digital. Ali se delinearam melhor os contornos da sociedade em rede, cujos reflexos são sentidos com maior intensidade agora nos negócios, na comunicação e na cultura. Cravar 1999/2000 como o período-chave para o começo da década digital é apenas uma maneira de delimitar um processo na época já em andamento. Há razões para crer, no entanto, que os acontecimentos deflagrados naquele intervalo aceleraram o florescimento de uma nova cultura da mídia.

Se há uma obra que simboliza essa travessia, ela se chama “Matrix”, e veio embalada num universo midiático que inseriu a comunicação na lógica da convergência de mídias. O estudo do projeto “Matrix” dá pistas para os veículos de comunicação, produtores de conteúdo e profissionais de marketing sobre a melhor maneira de trafegar na sociedade digital.

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Na levada do videogame e de fantásticos golpes de kung fu cibernético, o longa-metragem “Matrix”, lançado em 1999, discute a fluidez entre o real e o virtual e relê velhos mitos, como o do Messias – caracterizado como um hacker -, com a missão de salvar o mundo no ambiente da virtualidade e do embate entre humanos e máquinas superinteligentes. A obra não marcou época somente por sua qualidade estética, mas também por promover a interação de uma série de produtos midiáticos e, assim, desbravar uma vereda: a criação convergente de conteúdos.

Veja bem, não falo de um mesmo produto esparramado por diferentes canais. Em vez disso, temos uma ideia central interconectada a várias mídias e que tem na participação dos fãs um componente fundamental de sua estratégia. Esse fenômeno é um exemplo da narrativa transmidiática de que fala Henry Jenkins, diretor do programa de Mídia Comparada do MIT (Massachussetts Institute of Technology), no livro “Cultura da Convergência” (Editora Aleph).

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Para o autor, a convergência não é um processo tecnológico que une múltiplas funções dentro de um mesmo equipamento (como um celular com voz, web e TV, por exemplo), mas sim “uma transformação cultural, à medida que os consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteúdos midiáticos dispersos“. Nesse contexto, uma “história transmidiática se desenrola por meio de múltiplos suportes midiáticos, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo”. É o que se vê em “Matrix”.

Andy e Larry Wachowski, os idealizadores, criaram um universo de conteúdo que se completa em diferentes suportes de comunicação. O anúncio do pré-lançamento do filme provocou os consumidores com a pergunta “O que é Matrix?”, estimulando-os a buscar respostas na web, enquanto o segundo filme da série não recapitula a história inicial e termina abruptamente, para levar o consumidor a assistir ao terceiro filme.

Para encaixar o quebra-cabeça, seria necessário ter experimentado um game. Uma história paralela era revelada em curtas de animação baixados na rede. “Os fãs saíram correndo dos cinemas, pasmos e confusos, e se plugaram nas listas de discussão da internet, onde cada detalhe era dissecado e cada interpretação possível, debatida”, diz Jenkins.

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São poucos os produtos que exploram a convergência tal como o fez “Matrix” – as bem-sucedidas séries de TV Lost e Heroes são outros exemplos. O entendimento de experiências como essas, no entanto, é importante por algumas razões: elas são edificadas em um terreno de linguagem apreciado pelos mais jovens (videogame, interatividade, participação) e exploram o cruzamento de mídias de maneira a potencializar o impacto do conteúdo.

Essa será a forma predominante de entretenimento daqui por diante? É difícil afirmar categoricamente. Mas acredito se tratar de uma experimentação de linguagem em sintonia com os novos hábitos de consumo de mídia. Se bem conduzida, pode representar uma renovação estética e, como ninguém é de ferro, fazer tilintar os caixas das empresas de mídia na era da cultura da convergência.

(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 3) CLAYTON MELO* – Editor de ComunicaçãoE-mail: cmelo@gazetamercantil.com.br)

Se Matrix rodasse em Windows e a cultura do remix

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>Como o Ponto de Fuga anda na toada de Matrix por esses dias, trago aqui um vídeo que, além de divertido, abre espaços para entendermos algumas das características principais das redes sociais digitais e da relação entre elas e o que poderíamos chamar de “mídia tradicional ( o mainstream da comunicação, como TV, cinema, revistas, jornais). Vou explicar melhor.

O Marcelo Coutinho, que é um estudioso de cibercultura (diretor do Ibope Inteligência, doutor em comunicação pela USP e professor de mestrado da Cásper Líbero), me falou em diferentes momentos sobre a cultura do remix no ambiente digital.

Nas redes sociais, observa ele, a remixagem de produtos culturais é uma realidade. Ou seja, filmes, vídeos, programas de TV etc, ganham nova forma ao serem reprocessados na rede por qualquer um. Dessa forma, os produtos têm vida prolongada e adquirem um novo significado, graças à participação e à interatividade. Esse fenômeno trará repercussões diretas na lógica da criação e no consumo de conteúdo por empresas e indivíduos daqui para frente. Mas, por hora, paremos por aqui. Mais adiante voltarei ao tema.

Depois desse preâmbulo, vamos nos divertir um pouco com a cultura do remix.

O vídeo abaixo é um exemplo desse fenômeno. É um barato.

Como seria se a Matrix rodasse no Windows XP? Bom, seria mais ou menos assim:

• Um dos problemas é que a bichinha ficaria lenta para chuchu se você baixasse uma pá de filmes:
• O Oráculo ofereceria a Neo ( o protagonista de Matrix) uns cookies e lembraria que, quando surgisse algum problema – e surgiriam vários, uma avalhanche –, seria necessário optar entre enviar ou não um relatório de erros;
• Neo iria implorar para aprender lutar kung fu em segundos para escapar do vilão da história, o agente Smith (“Mr Anderson, Mr Anderson, Mr Anderson, Mr Anderson) , e Cypher diria a ele que é impossível porque a versão gratuita de teste do referido software expirou;

Vá, veja logo antes que trave tudo e você tenha de dar um “reset”.

Convergência de mídias 2: dez anos de Matrix

Imagens: do Matrix
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A cultura da convergência pode desembocar numa nova forma de participação política?

Alguns posts atrás escrevi sobre a convergência de mídias (role a página e encontrará rapidinho). Pois falei que voltaria ao tema. E aqui estou.

Vou rascunhar mais algumas ideias levantadas a partir da leitura de “Cultura da Convergência”, de Henry Jenkins (esse livro que está me virando a cabeça!).

Direto ao ponto: que reflexões podemos fazer sobre o significado do processo de convergência de mídias e quais as implicações desse fenômeno na sociedade, na economia e na produção de conteúdo? Para pensar a respeito, vale sintetizar novamente o raciocínio dele aqui, com todos os riscos dessa simplificação.

O ponto central do autor é que a convergência de mídias não ocorre nas máquinas, na tecnologia, mas sim “nos cérebros dos consumidores individuais e em suas interações sociais com os outros”. Ou seja, devemos enxergar a convergência a partir da relação cruzada – e interconectada – que as pessoas passam a ter com as mídias.

Se meu entendimento sobre o que diz Jenkins estiver na linha certa, a convergência estaria muito mais associada à maneira como a informação (num sentido bem amplo) é recebida, processada e re-elaborada pelas pessoas – sempre lembrando que esse movimento se dá em múltiplos canais de comunicação e a partir da interação de muitos com muitos. As palavras interação e a cultura participativa são fundamentais nesse percurso.

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É nesse sentido que se aplica a afirmação de Jenkins de que o consumo se tornou um processo coletivo – o autor aproxima a ideia de convergência de mídias à de inteligência coletiva desenvolvida por Pierre Lévy. “A inteligência coletiva pode ser um fonte alternativa de poder midiático. Estamos aprendendo a usar esse poder em nossas interações diárias dentro da cultura da convergência”, escreve.

Como resultado do desenvolvimento da cultura da convergência nasce a narrativa transmidiática. “A narrativa transmidiática refere-se a uma nova estética que surgiu em resposta à convergência de mídias – uma estética que faz novas exigências aos consumidores e depende da participação ativa das comunidades de conhecimento. A narrativa transmidiática é a arte da criação de um universo”.

Dois símbolos da narrativa transmidiática são Heroes e Matrix, diz Jenkins. Matrix, aliás, é classificado pelo autor como o “filme cult emblemático da cultura da convergência.”

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Isso porque, escreve Jenkins, no contexto da convergência,

para viver uma experiência plena num universo ficcional, os consumidores devem assumir o papel de caçadores e coletores, perseguindo pedaços da história pelos diferentes canais, comparando suas observações com a de outros fãs, em grupos de discussão on-line, e colaborando para assegurar que todos os que investiram tempo e energia tenham uma experiência de entretenimento mais rica. Alguns escreveram que os irmãos Wachowiski, que escreveram e dirigiram os filmes de Matrix, forçaram a narrativa transmidiática além do ponto que a maioria do público estava preparada para ir.”

Em outros termos, cria-se um universo ficcional, interconectado em diferentes canais de comunicação, cujo sentido só é plenamente depreendido quando o conteúdo é experimentado em todo o seu conjunto.

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Bem, poderia ir longe aqui na descrição do raciocínio de Jenkins, mas creio que esses pontos já sejam suficientes para fazer as seguintes indagações:

* O fenômeno é descrito pelo autor no universo da indústria cultural. Será que o engajamento convergente das pessoas pode se estender um dia para questões políticas e sociais? Não estaríamos diante da possibilidade de uma forma de participação política? Qual o possível efeito disso?

* Quais são as indagações certas que devemos fazer no momento de pensar uma atuação eficaz num ambiente de convergência de mídias? Imagine o caso de alguém que queira montar um projeto de conteúdo no ambiente da web 2.0, por exemplo.

* A “criação de um universo” no qual um determinado produto cultural é inserido, a exemplo de Matrix e Heroes, será de fato a arma mais poderosa para congregar as pessoas em torno de um produto cultural ou projeto?

* A partir desse cenário traçado por Jenkins, quais seriam os conceitos-chave para um uso eficiente da convergência de mídias por parte de diferentes atores sociais (podem ser empresas, veículos de comunicação, organizações sociais, culturais etc)?

E aí, é punk? Ô, teminha que dá pano pra manga.

Sou um dos Trezentos

 

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Desde hoje sou um dos Trezentos. Quer dizer, desde anteontem, quando, no Sujinho, selei minha participação nessa confraria digital. Mas… quer saber? Sou há muito tempo, dada a ligação afetiva e intelectual com pessoas valorosas como o Serginho Amadeu – a quem conheço desde 1994 -, o provocador que idealizou essa rede de blogs chamada Trezentos. Serginho é boa praça, é camarada, é gente para ir pra vida toda.

A rede Trezentos nem acabou de nascer direito. Trata-se de um pólo que reúne pessoas com uma visão humanista e gosto por compartilhar o conhecimento. Blogs de toda a ordem, diversidade, pontos de vista os mais variados. Mas sempre com a intenção de serem um contraponto ao marasmo, uma multidão de vozes que não se encerra no virtual.     

Lá manterei um blog (podem me achar pelo nome, Clayton Melo, em Autores, ou pela foto) e travarei uma boas conversas à mesa de bar. Convido a todos para uma visita à casa dos Trezentos. Podem pedir porque ela vem gelada.

Por que Trezentos? Perguntem ao Mário. Que Mário? Xiiiii.

 “Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
Ôh espelhos, ôh Pireneus! Ôh caiçaras!
Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro!”

(MÁRIO DE ANDRADE, EU SOU TREZENTOS)