Folia, marchinhas e Twitter no lançamento do Bloco de Notas no Carnaval 2010


Ala das Princesas alegrou a noite no O do Borogodó

Aguardem: nos próximos dias, a cobertura completa do lançamento do Bloco de Notas, o bloco de carnaval dos profissionais de comunicação de São Paulo, lançado no sábado, no O do Borogodó. Jornalista para contar a história é o que não falta.

Quem estava online acompanhou em tempo real a cobertura pelo Twitter! É a folia 2.0

Bloco Vai Quem Qué e a alegria da festa nas ruas

No sábado de Carnaval, o Bloco Vai Quem Qué saiu pelas ruas de Pinheiros e arrastou uma multidão.

Eu estava lá, como já faço há alguns anos. Ao lado de velhos e novos amigos e de pessoas que nunca vi antes. O que vale é que todos estavam ali para se divertir e fazer uma festa bem brasileira como ela tem de ser: nas ruas.

E assim é a vida. Assim é o Brasil.

Bloco Vai quem Qué agitou a
Madalena no sábado de Carnaval.

Pausa para a pose carnavalesca, com os queridos
amigos da Benedito, antes de seguirmos com o bloco.

Bateria do bloco esquenta os tamborins na praça.

Todas as tribos em torno do samba. Esse garotinho
de azul, de costas, era um dos mais animados.

Bloco partiu da Benedito.

Na Henrique Schaumann com a Arthur de Azevedo.

A comissão de frente.

Resumo da épera: como é bom uma festa tomar
as ruas e a gente fazer disso.

A imprensa vai botar o Bloco de Notas na rua


Atenção, convocatória para jornalistas, assessores de imprensa e simpatizantes:

Nós – um grupo de jornalistas de TI – estamos (a)fundando um bloco de carnaval.

Um bloco da imprensa, porque jornalista pode não saber sambar direito, mas sempre acha um lead para fazer festa.

A (a)fundação do BLOCO DE NOTAS será neste domingo (14/2) no bar Ó do Borogodó, na rua Horácio Lane, 21, na Vila Madalena.

Estaremos lá a partir das 19h!

Por favor, espalhem a convocatória carnavalesca para os amigos das redações, assessorias e simpatizantes.

Mais informações e conspirações, procure o Núcleo Duro do Bloco(!) no Twitter: @clayton_melo, @veronicacouto, @DeLuca, @rsantos e @ brauncafe.
Ou mande um e-mail: cmelo2010@gmail.com

Contatos: cmelo2010@gmail ou Twitter @clayton_melo.

“Meu amigo, o que aconteceu no Chile?”

Reprodução web

Carta relembra feridas de um tempo sangrento

Daniel A. Rubio é meu amigo de fé, meu irmão camarada. “Cabra bom”, para usar uma frase típica de outro amigo querido, o jornalista Costábile Nicoletta.

Daniel é um documentarista chileno dos bons que mora no Brasil há cerca de uma década – e com quem começo a aprender essa arte, que aproxima duas de minhas paixões, o jornalismo e o cinema (já fizemos até um primeiro vídeo em conjunto, por puro prazer e diversão).

Ele escreveu um texto tocante sobre seu país depois do resultado das eleições presidenciais, no domingo passado.

A carta – é a carta aberta a um amigo em comum, o chapa Edson Lima, produtor cultural, responsável projeto O Autor na Praça –nasceu depois que o Edson lhe enviou uma matéria de um portal cuja manchete era: “Direita volta ao poder no Chile”.

E então Edson, no mesmo e-mail, perguntou:“Meu amigo, o que aconteceu no Chile?

A carta traz reminiscências de um tempo sangrento. É como um filme que, embora de horror, também seja feito com cenas de amor e solidariedade.

É um pouco longo, mas vale a pena.

CARTA ABERTA A EDSON LIMA

“Meu amigo, o que aconteceu no Chile?”

Daniel A Rubio

Na segunda-feira, dia 18 de janeiro de 2010, recebi um e-mail de meu amigo Edson Lima. Ele me questionava. “Daniel, o que aconteceu no Chile?”, e me copiava os resultados da eleição para presidente no meu país. “Direita volta ao poder no Chile”, dizia manchete da matéria que me enviou.

“Daniel, o que aconteceu?”

Como explicar para Edson? Pensei até em criar uma história ou inventar uma desculpa, mas ele não acreditaria em qualquer coisa.

Edson é um apaixonado por política. Gestor cultural na área de literatura em São Paulo, é completamente dedicado à paixão aos livros e à cultura. Eu precisava explicar de alguma forma. Foi assim que uma série de imagens me veio à mente.

Embora não viva no Chile há muitos anos, minha mente foi longe.

Reprodução web

Empresas escondiam produtos para sabotar Allende

Lembrei-me de, quando ainda uma criança de doze anos, pegava filas para comprar óleo, açúcar ou arroz para minha família. Claro que não se conseguia comprar tudo no mercado negro, por causa do embargo comercial e da falta de mercadorias – a direita havia retirado os produtos das prateleiras como forma de pressionar Salvador Allende, o primeiro governo socialista eleito (1970) por voto direito e democrático na América Latina.

Segundo a direita – e os EUA -, essa pressão tinha o objetivo de extirpar do continente uma corrente perigosa de esquerda que crescia por aqueles anos.

Depois me lembrei dos aviões, rasantes, que retomavam altitude de voo depois de lançarem bombas sobre o La Moneda, o palácio de governo, naquele fatídico 11 se setembro de 1973. Gente pulava e buzinava nas ruas. E também muita gente triste. Era o começo da ditadura de Augusto Pinochet.

Já de início os direitos civis foram terrivelmente esmagados. As organizações de bases foram reprimidas e praticamente exterminadas. Não havia permissão para reuniões de grupos. Os movimentos comunitários, clubes esportivos ou um simples centro de mães: nada podia se organizar.

Reprodução web

Bombardeio ao La Moneda matou Allende

Num país historicamente católico, extremadamente conservador e socialmente homogêneo, isso tornava a população ainda mais dependente de um poder central. As informações eram filtradas antes de chegarem ao povo, enquanto as decisões da ditadura eram disseminadas como a voz oficial, de modo a nos convencer de que um novo Chile, livre do perigo do comunismo, estava em construção.

E eis que, num passo de mágica, as coisas começaram a funcionar. Poucas semanas depois do golpe as prateleiras dos supermercados estavam novamente repletas de produtos… Tudo parecia voltar ao normal depois do “caos”.

Bom, parecia normal para a massa, mas não para os muitos que eram perseguidos, exilados, torturados ou desaparecidos.

Começava a construção de um “novo” Chile. Em meados dos anos 1970, instaurou-se o regime econômico neoliberal, inspirado em estudos de livre mercado de um grupo de economistas de Chicago (os “Chicago´s boys”). O livre mercado tomava conta do Chile.

Pela primeira vez na minha vida, vejam que ironia, podia sonhar com uma calça jeans da Levis, comprada numa loja de um bairro nobre de Santiago! Antes, isso só era possível se o algum amigo viajasse ao exterior e contrabandeasse os preciosos jeans da Levis.

E esse admirável mundo do consumo se estendeu a vários produtos: óculos, tênis, sapatos, jaquetas de estilo. O curso da moda para os jovens era a publicidade. Muitos se viram influenciados pelo glamour e a criatividade do apaixonante mundo da propaganda. Um desses jovens fui eu.

Reprodução web

País ficou cindido e gerou manifestações populares

Na minha época de estudante, percebi como a criatividade pode ser uma ferramenta bela e também poderosa. Se por um lado me apaixonei pela precisão da metodologia de aplicação do processo criativo na publicidade, de outro fiquei completamente aterrorizado pelo poder da propaganda e o uso que o mercado fazia dessa ferramenta.

O questionamento ético de sua aplicação inexistia.

E isso me provocava repulsa. O fim era manipular as emoções com um único fim: “vender”. Mas vender o quê? Qualquer coisa, bastava vender.

Executavam-se estratégias para despertar as mais íntimas emoções e desejos, e as emoções eram substituídas por produtos, coisas que as pessoas compravam, compravam… Compravam como se comprassem a felicidade. Compravam emoções.

Os produtos conquistavam corações e mentes, partindo da classe A, que despertava o desejo da classe B, depois da classe C, da D, E. As estratégias de marketing eram planificadas dessa forma. Com perfeição milimétrica.

Reprodução web

Consumo crescia, e tanques tomavam as ruas

Como podia uma pessoa agüentar tudo aquilo? As comunidades estavam destruídas, logo elas que, para mim, sempre foram o berço dos valores humanos mais nobres, como a solidariedade. Elas eram o caminho para se trabalhar juntos, aprender juntos, desenvolver a consciência do bem comum. Nada disso existia mais.

Assim se passaram 17 anos da ditadura que implantou o neoliberalismo no Chile, até chegarmos a 1989.

Depois de uma nova constituição no país, a transição para a democracia se iniciava. Mas essa transição foi feita a partir das normas da ditadura. Nesse tempo, tudo, ou boa parte no Chile, estava nas mãos do capital privado. Os primeiros ares da globalização que sopravam mundo afora tinham tomado conta do Chile, onde a política e a economia continuavam atadas.

Esse era o contexto quando um novo governo foi escolhido por votação popular depois dos anos de chumbo.

Tratava-se de um governo de coalizão dos partidos de centro e esquerda, grupo representado por Patricio Alwin. Dali por diante sucederam-se 20 anos de diferentes gestões da chamada “Concertación!”, que tentava desatar o país e acabar com a herança da ditadura por meio de políticas sociais.

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Patricio Alwin, o presidente da redemocratização

Percebia-se a tentativa de ficar um pouco longe do mercado, mas o mercado tinha tomado conta do Chile. Também nesses 20 anos – os mesmos anos em que a globalização do capital tomou conta do mundo – a “Concertación” não conseguiu sair disso.

Bom, depois dessas reminiscências todas, volto ao meu amigo Edson: “O que aconteceu no Chile domingo passado?”

Edson, você me fez pensar em parte da minha história, em lembranças quase fotográficas me levam a dizer que tudo o que escrevi aqui não tem fundamento histórico algum: é apenas uma reflexão provocada pela sua pergunta e feita a partir dessas “fotografias” que tirei da memória.

“Daniel, o que aconteceu no Chile?”

A verdade, meu amigo, é que não sei…

Tenho mais perguntas que respostas. A “Concertación”, com problemas de gestão, não teria conseguido superar suas próprias diferenças?

Reprodução web

Michelle Bachelet não conseguiu eleger sucessor

A coalizão de centro-direita ganhou com 52% dos votos! Coalizão de centro-direita? Não existe direita? Não existe mais esquerda? O que fez 52% dos eleitores optarem por um Berlusconi latino americano? Será que a exposição por 37 anos ao espírito do “mercado” criou grande classe média arrivista, que se quer nos braços da direita?

Quais os valores que uma sociedade em busca do desenvolvimento tem hoje? E que conceito de desenvolvimento pode ter uma sociedade exposta brutalmente ao capitalismo durante os últimos 37 anos, sem que se refletisse sobre esse processo? Eu sou o que compro e tenho? Sou feliz com o que compro e tenho? Não existe direita nem esquerda, todos são progressistas? O que posso responder?

Sei apenas que hoje a direita no Chile, que se autodenomina “centro-direita”, conquistou o poder.

Esta mesma centro-direita que procura se desvincular da era Pinochet sempre teve – e continua a ter – o poder econômico no Chile. Depois da eleição do domingo passado, voltou a ter também o poder político. Coisa muito perigosa…

Sim, Edson, temos que seguir lutando. Mas lutar como, contra quem ou o quê se não existe mais direita ou esquerda e todos são progressistas?

Dias atrás um outro amigo me deixou uma mensagem no Facebook. Ele dizia: “Daniel, estou preparando o meu ‘pasa-montaña’’.

“Pasa-montaña” é um boné que servia para cobrir o rosto dos jovens que faziam barricadas nos bairros populares de Santiago.

Barricadas? Será tempo de barricadas? Será que estou ficando velho? Será que temos que reinventar as formas de luta? Como incentivar os valores humanos em mentes mutiladas pelo mercado?

Perguntas, perguntas…

Mas é bom pensar, né?

“Abrazo”

Eles foram pra lá de Marrakech e contam o que viram

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Monte Atlas no álbum de fotos do UOL Viagem

Arnaldo Comin e Iris Jönck, grandes amigos que colocaram a mochila nas costas e estão há cerca de um ano na Europa, estiveram pra lá de Marrakech e resolveram contar – e mostrar – o que viram. Suas aventuras na lendária cidade marroquina podem ser conferidas no Guia UOL Viagem. Com belas fotos e serviço detalhado, eles relatam que Marrakech, localizada no centro-sul do país africano e fundada no século 11, é uma boa opção para conhecer a cultura islâmica de modo seguro e confortável.

O guia conta que a cidade, alvo de diversas guerras e ocupações, recebeu até 1950 forte influência de colonizadores espanhóis e franceses. E que os tempos de glória muçulmana podem ser relembrados em belos palácios e mesquitas, como a Kutubiyya.

Vale a pena ler.

Como os dois gastaram sola por diversos países, a parceria bem que poderia render outros guias. Que tal, Arnaldo e Iris?

Parabéns aos dois.

Confira aqui.

Vamos de Barão de Itararé

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Essa eu tirei do Bloghumor do Novaes, chargista companheiro da Gazeta Mercantil.

Novaes, boa ideia relembrar o Barão de Itararé, o sarcástico jornalista que fez história na imprensa brazuca.

E aí, alguém rebate a máxima do glorioso Barão?

“Minha denúncia é a minha alegria”

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Vídeo com o poeta Miró da Muribeca agora está no YouTube e no Ponto de Fuga

Agora, sim: o vídeo Miró da Muribeca em São Paulo, que eu e Daniel A. Rubio fizemos (veja detalhes no post anterior ), está no YouTube. Para facilitar, replico-o neste post. Para que o YouTube comportasse o material, tivemos de dividi-lo em dois: Parte 1 e Parte 2. Sugiro assisti-los na seqüência.

Eis algumas frases de Miró frases extraídas do curta:

Sou poeta pernambucano, tenho 48 anos, oito livros publicados e nasci no bairro da Encruzilhada. Aí já começou a tragédia: nascer na Encruzilhada”

A poesia me deu a oportunidade de conhecer o País”

“Quando estava na oitava série, uma professora pediu para fazer uma redação. Então disse: ‘Chove um sol lá fora’. Ela falou: ‘Meu filho, como pode chover um sol lá fora?’. E respondi: ‘A senhora já ouviu falar em metáfora?’”

“Tenho um poema que diz: “Jesus não vem: prepara-te”. Porque todo mundo diz ‘Jesus vem’. E se não vier?

“Minha denúncia é a minha alegria”

“Sou ‘Alegrista’, gosto de pessoas simpáticas, que riem. A maior frase do Alegrismo é da minha mãe. Ela diz sempre: “Meu filho, fuja de gente que não ri. Gente que não ri é perigosa”.

PARTE 1

PARTE 2

Ponto de Fuga produz vídeo sobre o poeta Miró

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Ao lado do documentarista Daniel A. Rubio, este blogueiro fez vídeo sobre o poeta pernambucano Miró

Clique aqui para ver o vídeo (ao acessar o site, basta esperar alguns segundos para o filme começar automaticamente a ser exibido, no alto da tela, à esquerda).

Miró da Muribeca é um peregrino das palavras. Poeta pernambucano, anda de um lado a outro do Brasil colecionando histórias e amigos, risos e lágrimas. Joga conversa fora e bisbilhota outras tantas em esquinas e becos com a mesma facilidade com que declama um poema – eis sua especialidade, a isca com que fisga ouvidos e corações. Sua carpintaria poética se faz das agruras e belezas urbanas, dos semáforos, das conspirações de botequim, da urgência da contemporaneidade.

Em janeiro, eu e o Daniel A. Rubio, documentarista chileno que mora no Brasil, nos juntamos para fazer um vídeo sobre o Miró. A ideia surgiu por acaso. Resolvi transformar meus agradáveis bate-papos com o poeta – de quem me tornei amigo por meio outro amigo do peito, o produtor Edson Lima, de O Autor na Praça (produtor-associado do filme)– em entrevista. Poderia oferecer a pauta como frila para alguma publicação impressa. A força do personagem e a qualidade de sua poesia poderiam render um belo perfil. Por essas contingências cotidianas, não batalhei esse frila imediatamente, sempre deixando para depois.

Então numa tarde de sábado no espaço de O Autor na Praça, na praça Benedito Calixto, em Pinheiros, São Paulo, saquei meu bloquinho e botei Miró para falar.

E Miró falou tanto, mas tanto de sua vida e seu processo de criação que Daniel, que estava de antenas ligadas ali perto, sugeriu que fizéssemos, naquela mesma hora, um vídeo. Como eu e ele já pensávamos em levar adiante alguns projetos de vídeos, fomos então ao estúdio-apartamento do Daniel, distante algumas quadras dali. À noite, amigos recepcionaram Miró em uma festa, o que também serviu de matéria-prima para nosso trabalho. E assim nasceu o vídeo agora disponível no site Artver.

Convido aos amigos para uma sessão com “Miró da Muribeca em São Paulo”, que tem direção e edição do Daniel e produção e entrevista a cargo deste blogueiro.

Basta clicar aqui ver o vídeo.

Homenagem e notícias internacionais sobre a Gazeta

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O blog Madrilenhas, que replicou post sobre a GZM, fala de jornalismo, cultura, política, economia e a vida na Península Ibérica

Existem amigos que temos a impressão – posso bem usar a palavra certeza – de que nos acompanharão por toda a vida. Chapas para toda a ocasião. Arnaldo Comin é um desses. Somos comparsas há dez anos.

Jornalista que atualmente mora na Espanha e já trabalhou no Valor e no Meio & Mensagem, o Arnaldo prestou uma bonita homenagem aos últimos moicanos da Gazeta Mercantil.

Ele replicou em seu blog, o Madrilenhas, o post que fiz aqui sobre os instantes finais do jornal.

E acrescentou a indicação de links que noticiam o fim da GZM. Caso do 233 Grados, site espanhol que aborda a crise mundial da imprensa. Ao fuçar da nota do Grados, vejo que o site replicou a informação de outro endereço, o Media Management, cuja matéria traz mais detalhes.

Clique aqui para ir ao Madrilenhas.

Caia no Gandara

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Foto feita pelo Nicola Turdo. Da esquerda para a direita: Iolanda Nascimento, Costábile Nicoletta, Luciana Collet, Ana Saito, Cleide, Sérgio, Jaime Soares, Marcel Salim e este escriba digital. Ao fundo, contando estrelas no teto, Ronaldo Eleutério (camisa azul e gola vermelha)

Um clique da despedida na sexta-feita no Gandara, o nosso Bar Esperança (chama o Hugo Carvana).

Porque, como diria o Rei, “o importante é emoções eu vivi”.

Valeu a pena, Gazeta

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Mosaico de uma redação em seus últimos instantes

Nesta segunda-feira, dia 1º de julho, (correto é 1º de junho) não receberemos mais o exemplar da Gazeta Mercantil em nossas casas. Não chegaremos à redação, ligaremos os computadores e acompanharemos as primeiras notícias do dia com um copo de café nas mãos. Não preparemos pautas. Não pediremos entrevistas. Não teremos dezenas, centenas de sugestões de matérias em nossas caixas de e-mails. Não ouviremos o telefone tocar insistentemente.

Nesta segunda-feira estaremos todos oficialmente de férias, seja lá o que signifique isso no atual contexto. A Gazeta Mercantil, o primeiro jornal de economia e negócios do Brasil, fundado em 1920, não circulará mais a partir desta data.

A última semana da Gazeta Mercantil renderia por si só um livro, em função da dramaticidade, tensão, reuniões, expectativas, risos e lágrimas que provocou.

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Não basta ser fotógrafo, tem que participar: eis o Daniel Teixeira e a galera

É muito difícil descrever o que significaram os dias compreendidos entre a segunda-feira passada (dia 25), quando foi publicado na capa o comunicado de que o jornal deixaria de circular, e a sexta-feira (29 de maio), quando nos despedimos de uma vez por todas da Gazeta. Um vendaval de boatos e rumores varreu a empresa. Peças desencontradas que tentávamos juntar para ver o que fazia sentido. Não ter o jornal não fazia sentido.

É muito triste e ao mesmo tempo marcante ter participado da equipe até o último suspiro da Gazeta. Senti-la sangrar foi muito doloroso. Mas a paixão e a certeza de que nós, funcionários, buscamos sempre fazer um bom jornal, a despeito de todos os problemas, é reconfortante.

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Um brinde aos aos 89 anos da Gazeta

E assim fomos até o último dia, quando bebemos, rimos, choramos. No último fechamento, brindamos o dever cumprido, mas sem disfarçar o nó na garganta.

Nesta segunda-feira vou repetir o ritual. Vou me levantar, tomar café na padaria, ler o primeiro jornal do dia e seguir a pé para a redação.

Mas cadê a redação?

ps: foi muito emocionante receber a visita de despedida, na sexta-feira passada, de diversos amigos que um dia também fizeram parte da história da Gazeta Mercantil

O último fechamento da Gazeta Mercantil

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Parte da turma reunida ontem (dia 28 de maio) para o clique no último fechamento da Gazeta Mercantil, que encerra as atividades. Foi emocionante.
Primeiro jornal de economia do País, 89 anos.

Psicodelia visual

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 O que acham dessa foto aí? Não por quem aparece nela, é óbvio, que de resto não interessa e até atrapalha a paisagem. Mas pelos efeitos lisérgico-noturno-visuais? Malucona, né? Gostei pacas, tanto que a coloquei na página que define o perfil deste escriba digital no blog. Foi tirada numa esquina qualquer de Sampa há poucos dias.

 

A proeza é do Daniel Teixeira, meu camarada, amigo das perambulações jornalísticas.

 

O Daniel é fotógrafo profissional da melhor qualidade. Além de tecnicamente muito bom, é criativo, o que faz a diferença. Não se contenta com o básico.

 

 

Um de seus mestres é o João Bittar, com quem trabalho e de quem tenho o prazer de ser amigo.

 

Fotógrafo de jornalismo de primeira grandeza, o João trabalhou ou publicou fotos em veículos como Última Hora, Realidade, Veja, Folha e Estadão, entre outros. Em outras palavras, é um highlander da imprensa brasileira.  

 

 

João é um profundo conhecedor de história do fotojornalismo, tema sobre o qual dá aulas na Imã Foto Galeria, na Vila Madalena, em São Paulo.  

 

 

Clique aqui para ver uma entrevista sobre o assunto concedida pelo João.

 

 

E saiba mais sobre o Daniel aqui.

 

 

 

Sou um dos Trezentos

 

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Desde hoje sou um dos Trezentos. Quer dizer, desde anteontem, quando, no Sujinho, selei minha participação nessa confraria digital. Mas… quer saber? Sou há muito tempo, dada a ligação afetiva e intelectual com pessoas valorosas como o Serginho Amadeu – a quem conheço desde 1994 -, o provocador que idealizou essa rede de blogs chamada Trezentos. Serginho é boa praça, é camarada, é gente para ir pra vida toda.

A rede Trezentos nem acabou de nascer direito. Trata-se de um pólo que reúne pessoas com uma visão humanista e gosto por compartilhar o conhecimento. Blogs de toda a ordem, diversidade, pontos de vista os mais variados. Mas sempre com a intenção de serem um contraponto ao marasmo, uma multidão de vozes que não se encerra no virtual.     

Lá manterei um blog (podem me achar pelo nome, Clayton Melo, em Autores, ou pela foto) e travarei uma boas conversas à mesa de bar. Convido a todos para uma visita à casa dos Trezentos. Podem pedir porque ela vem gelada.

Por que Trezentos? Perguntem ao Mário. Que Mário? Xiiiii.

 “Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta,
As sensações renascem de si mesmas sem repouso,
Ôh espelhos, ôh Pireneus! Ôh caiçaras!
Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro!”

(MÁRIO DE ANDRADE, EU SOU TREZENTOS)

Uma ode aos camaradas

desenho

JP, eu e o Prefeito

Desenho do Prefeito Márcio de Bloganvile, feito nos idos de 2007.

Eu, ele e JP,, o web designer responsável pelo visu do PdF, depois de uma partida de sinuca num boteco sujo sensacional chamado A Gruta, nas entranhas do centrão de Sampa. De madrugada, entre tiozinhos que jogavam xadrez e posters de Deep Purple, AC/DC e congêneres nas paredes.

Grandes amigos, grandes aventuras: som, cinema, literatura, boemia,blogs – amizade pra vida toda.

Bora pra Gruta de novo?

Festa Blogosfera ao Vivo 19/01

Ponto de Fuga convida

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