Sala de imprensa: singela homenagem dos blogueiros aos jornalistas
O Campus Party chegou ao fim. Uma boa repercussão na mídia, oportunidade para conhecer pessoas interessantes, diversão e polêmicas, muitas polêmicas. Uma delas diz respeito a “blogueiros x jornalistas”. É uma picuinha besta que surgiu não sei de que jeito.
Como bem disse Alexandre Inagaki (veja mais também em ZumoBlog, Michel Lent, Edney), trata-se de um falso embate. Que bobagem essa discussão! Parece coisa de criança que não quer brincar com a molecada da outra rua. Não vale a pena dar corda pra isso.

Lucia Freitas, a Ladybug, e Ian Black:
engajados na blogosfera
Prefiro dar umas boas gargalhadas com as bem humoradas mensagens deixadas pelos blogueiros na sala de imprensa (veja as fotos ao longo deste post). Achei um barato. Outra polêmica que se arrasta há um bom tempo e que explodiu tudo pelos ares se deu na sexta-feira, durante o debate sobre blogs corporativos. O pomo da discórdia: posts pagos. Malho no post pago, defesa do post pago, um fala e outro entende tudo diferente, e a bagunça está feita.
Com a verve polemista afiada, Gil Giardelli falou em “mensalão da blogsfera”. Com um míssil Tomahawk desse naipe, não deu outra: o CampusBlog virou quase um campo de batalha. Cizânia geral. Edney, que montou a rede InterNey Blogs, ficou fulo da vida, dizendo ter sido provocado por Gil. Teve até “ataque” de spams de gente de platéia. Rapaz, fazia tempo que não via uma pendenga dessas em praça pública!

O debate da cizânia: Gil, à esquerda, falou em “mensalão da
blogosfera”, e Lucia, de azul, em pé, fez o que pôde para botar ordem na discussão
Não vou aqui me estender demais na questão porque me parece que a discussão descambou e fica difícil refletir quando tudo parece ter ido para o brejo. Uma rodada pela blogosfera apontará uma série de registros a respeito disso, para quem quiser se aprofundar no assunto (em alguns dos blogs acima é possível encontrar algo a respeito).
Para resumir, minha opinião é a seguinte: credibilidade é fundamental, especialmente quando o assunto é comunicação, seja ela na mídia tradicional, seja na blogosfera. Se alguém optar por post pago (que, a meu ver, é bem diferente de publicidade veiculada nos blogs, a exemplo do modelo adotado desde sempre pela mídia tradicional), que explicite para o leitor que aquilo é um post patrocinado por uma empresa (para divulgar um produto ou algo que o valha). E o leitor que decida o que pensa daquilo.

Mal comparando, é mais ou menos como o velho e bom informe publicitário de jornais e revistas: tem de avisar que aquilo é bancado por uma empresa. Eu passo longe do chamado post pago.
No mais, não pude acompanhar nem um décimo do que rolou do Campus Party. Queria ter participado de discussões sobre software livre e inclusão digital. Fica para a próxima.



Oi Clayton, os links do Inagaki e do Henrique (Zumo) estão trocados!
Felizmente muita gente nova vem chegando a rede e o único problema é que essas pessoas tem preguiça de se informar fazendo sempre as mesmas perguntas.
Na blogosfera não é diferente, tem muito blogueiro novo se dizendo veterano e patinando em velhas questões achando que descobriu a roda. Essas discussões sobre jornalismo e posts pagos são coisas antigas, velhas e já, na minha opinião, resolvidas.
Está na hora de apresentar soluções e parar de ‘bater papo’, discutir é muito importante mas pra mim debates tem de culminar em resultados práticos: as pessoas falavam de blogs se organizarem para negociar publicidade, mas ninguém se prontificou a organizar uma rede de blogs profissionais, pessoas criticavam blogs corporativos mas ninguém se prontificou a montar uma consultoria para orientá-los.
Existem muitas alternativas aos posts pagos, que na minha opinião é uma péssima opção para o blogueiro, já deixei o que penso sobre isso aqui: http://www.interney.net/?p=9760927 em 21/10/2007 quase 4 meses atrás. Enquanto tem gente patinando nessa história estou conversando com as agências e anunciantes sobre novas opções mais interessantes para o leitor e mais éticas para o blogueiro. Em breve além de apenas escrever sobre isso espero ter casos práticos para apresentar.
Olá, Edney! Xiiii, troquei os links.(rs)
Entendo perfeitamente sua irritação, porque, de fato, a discussão vem de longa data. Já vi vários posts, sei que a coisa é antiga.
E você aponta uma questão que me parece pertinente: discutir, seriamente, um modelo de sustentação dos blogs, algo benéfico e salutar. Isso passa, em primeiro lugar, pela demonstração de amadurecimento dos blogs que almejam isso. O InterNey Blogs tem um trabalho pertinente nessa área. Estudei com o Marmota, com a Carol Costa (ambos na rede, amigos de velha data), recentemente conheci o Ian (até o entrevistei) e acompanho seu trabalho. Ou seja, conheço minimamente a proposta do InterNey. E o primeiro passo, como você faz, é dialogar com as agências, entendem o que elas esperam. E imagino que a discussão com elas leve tempo, porque muitas ainda preferem o CPM (custo por mil) e os cinco ou seis veículos principais da grande mídia. Mas tenho curiosidade para saber a quantas anda a conversa com as agências. Trata-se de uma mudança de paradigmas.
Abraços e até breve.
Pô vc já conhece muita gente perto de mim, tá na hora da gente se conhecer e bater um papo ao vivo sobre isso! É mais coisa do que cabe em uma caixa de comentários.
A maioria prefere ainda o CPM e não dá pra bancar o radical e fechar as portas para esse modelo, mas felizmente tem gente que me dá atenção e busca aproveitar o relacionamento do blogueiro e seus leitores criando experiências para enriquecer esse relacionamento, e não para provocar cizânia como é o caso do post pago hoje.
Olá, Edney. Pois é, conheço uma galera no InterNey Blogs. Pergunte para o Marmota sobre o Zé Lelé (rs). Só ele para inventar uma coisa dessas!
O que vejo de fato novo na história é que, embora ainda de modo embrionário, há setores do mercado publicitário – ou do marketing digital – que começam a estudar maneiras de se relacionar com as redes sociais e blogs. Vamos ver no que vai dar.
Sim, vamos bater um papo dia desses. Entro em contato contigo.
Abraços
Ey Clayton, como vai?
Ainda nem li e já vou adiantando o grata pela cobertura do evento. Muito legal, não vejo a hora de ver com tranquilidade. Mesmo para quem usa a tecnologia, é difícil acompanhar o debate não sendo da área.
A contemporaniedade das informaões é um privilégio para quem acompanha o seu blog, nos atualiza. Parabéns!
Espero vc. na minha festa.
até mais
[...] o stress, pra mim vazio, das discussões sobre jornalistas x blogueiros ou achismos a respeito de “mensalões da blogosfera” – afinal, definitivamente, blogosfera não é imprensa tradicional. E essa minha segunda missão [...]
Olá, Vani. Que bom. Pois é, blogosfera também é cultura (heheh)
E, Boombust, tenho de concordar: as musas são muito mais importantes. Tanto que já repliquei (veja o post seguinte) nosso amigo Guilherme. Bela cobertura, faro jornalístico apurado.
Eu confesso: de vez em nunca faço post pago!
Com boo-box, anúncio contextualizado que rende uns trocados.
(mas aviso, no título, que a resenha foi encomendada e me reservo ao direito de largar a boca no produto/site/serviço)
Eu confesso: monetizo o blog
eu confesso: escrevo blogs que são pagos por agências/anunciantes. Afinal, preciso garantir o leitinho dos gatinhos aqui no castelo…
Do mesmo jeito que já escrevi publieditorial, já fiz campanha pra político em quem nunca votaria, já trabalhei em agência de propaganda.
Evito, mas a vida pede uns luxos…
Aliás, adorei a foto.