
Em cena Dustin Hoffman (Carl Berstein), Robert Redford (Bob Woodward)
Sábado comprei por acaso num sebo da Augusta o livro “Bush em Guerra”,do jornalista Bob Woodward, parceiro de Carl Berstein na série de reportagens que desmascarou o escândalo de Watergate, responsável pelo impeachment de Richard Nixon. Louco para lê-lo.
Assim me lembrei, claro, do ótimo “Todos os homens do presidente‘, filme de 1976 de Alan Pakula. O longa tem Robert Redford e Dustin Hoffman nos papéis, respectivamente, de Woodward e Berstein. A cena final é esplêndida, esplêndida!
Mas separo aqui trecho em que Woodward se encontra com o Deep Throat, a fonte que mostra onde estão os ovos de ouro dessa história cabeluda. Na cena – os encontros sempre se dão num estacionamento, tarde da noite-, Woooward perde apaciência com os “joguinhos” do Garganta Profunda, que passa as dicas em pílulas.
Reparem na atmosfera angustiante e na tensão da cena, presente no diálogo, nos sinais corporais e na fotografia obscura. Ouve-se até o barulho da saliva que percorre o Garganta Profunda.
Um dos grandes filmes sobre jornalismo. Vencedor de quatro estatuetas do Oscars. Memorável.
O longa mereceu um homenagem bem bacana. Bacana, não: nota dez!
Embalado pela eletrizante “Sabotage”, dos nova-iorquinos do Beast Boys – a música é uma de minhas preferidas da banda -, esse filmete praticamente resume o longa, ou pelo menos faz uma leitura em ritmo de videoclipe da obra. Edição caprichada, alucinada. Vejam:
Exemplo da cultura do fá de que fala Henry Jenkins. No mais alto nível.
