Jean-Pierre Léaud (Doinel) e Dorothée (Sabine)
Com Antoine Doinel, o amor em fuga. “Toda a minha vida é correr atrás de coisas que escapam/Jovens perfumadas, buquês de lágrimas de rosas”. Escapam pelos dedos, mas não do coração – um eterno menino em busca do amor. E tem Colette, Christine, Sabine. “Rápido feito em pedaços/ que cortam e sangram/ E, veja, sobre o piso a porcelana/ Nós não conseguimos segurar a onda”.
Entre beijos proibidos e domicílios conjugais, Doinel carrega no peito a tinta vermelha da decepção, mas também a chama da esperança.

Doinel foi casado com Christine (Claude Jade)
Ele não desiste. Doinel cola a fotografia, vai atrás de seu amor, corre, pede perdão. Doinel quer Sabine. Doinel escreve cartas, escreve o livro. E pega Sabine nos braços, dança e sente mais uma vez como é bom o gosto da paixão.


Nao vi. Mas me agradam a persistencia (e a resiliencia) do Doinel. Me parece uma historia de urgencia de amor. Note a expressao do sujeito, como ele tem o olho esbugalhado – e a Sabine tambem.
A melhor ansiedade amorosa. Atrapalhado, sofrego, bonito.
Adorei o texto!
tuas análises são fantásticas!
um beijo!
Fabi, sim, tem a urgência do amor, você observou muito bem. Truffaut era assim, e se revestia de Doinel para levar isso às telas. E bem atrapalhado mesmo, o Doinel.(rs)
Samantha, puxa vida, obrigado.
E a série Truffaut-Doinel não acabou!
beijos