
Texto e fotos: Clayton Melo
Helena Ignez durante a tarde de autógrafos na Benedito Calixto
A tarde de autógrafos com a atriz e diretora de cinema e teatro Helena Ignez – na Praça Benedito Calixto, em São Paulo, no sábado dia 22 de dezembro – teve o sabor de uma grande roda de cultura. Pais com crianças e seus picolés, rapazes de bermuda e boné, garotas metidas em vestidinhos floridos e grandes óculos de mosca: a praça era um mosaico multicolorido às vésperas do Natal. Apinhado de gente, o Espaço Plínio Marcos recebia velhos e novos amigos, que conversavam sobre a peça que vai estrear, o livro que vai ser escrito, aquela cervejada que precisa acontecer. Todos diziam pelos olhos como era bom estar ali e homenagear a obra de uma grande atriz e seu cineasta, Rogério Sganzerla, de quem foi esposa até a morte dele, em 2004.
A tarde também contou com a participação do cartunista Júnior Lopes e do escritor e dramaturgo Austregésilo Carrano Bueno, cuja história inspirou o filme Bicho de Sete Cabeças (de Laís Bodansky).
Serena e paciente, Helena autografou livros e DVDs durante cerca de cinco horas e ainda conversou com a platéia que rumou para o Espaço Cultural Alberico Rodrigues, ali mesmo na Benedito, para assistir ao documentário Brasil, dirigido por Sganzerla em 1981.
A empreitada terminou com um jantar no restaurante Consulado Mineiro, lá por volta das 20h. Sim, a jornada foi longa, mas Helena parecia nem ligar. Poderia até estar cansada, mas em vez disso seu olhar transparecia uma imensa satisfação por ter mais uma vez – a exemplo do que faz há anos – ter trabalhado para colocar em destaque a obra de Sganzerla, um cineasta que abraçou a vanguarda e cujo nome está definitivamente gravado na história do cinema brasileiro.
Acompanhe pelas fotos um pouco da tarde com Helena Ignez, organizada por Edson Lima, de O Autor na Praça, e pela produtora cultural Vani Fátima.
Com a óbvia exceção das fotos em que o missivista que vos fala está presente, todas as demais fotos são de autoria do editor de Ponto de Fuga.
Para saber mais sobre Helena e Sganzerla, veja alguns posts anteriores neste blog.
A cantora Fernanda Abreu passou por lá e levou o “Bandido” para casa

…E posou para foto ao lado de Carrano
Como parecia tudo uma grande família, as irmãs Suzana (à esquerda) e Julianna Santos, “tias” de Helena Ignez, passaram a tarde inteira lá. Explico o “tias”: a sobrinha delas se chama Helena Ignez

O cartunista Júnior Lopes perdeu a conta de quantos desenhos fez

Um deles foi inspirado neste missivista 2.0

Edson Lima, figuraça, e Vani, pessoa bacanérrima, arregaçam as mangas pela cultura

A encantadora atriz Carolina Mesquita “dá uma lidinha”, enquanto Carrano dá uma geral no movimento

Charlão, vulgo Charlie Brown, amigão de anos, bateu um longo papo com Carrano

Repare na satisfação do Edson…

…É que ele estava lendo a nota sobre o evento publicada no Caderno 2

Helena também reservou uns minutinhos para folhear o jornal

O livro com a reunião de entrevistas concedidas por Sganzerla já está na minha “cabeça”

Helena assinou o banner dos autores, assim como todos os demais que já passaram pelos eventos de O Autor na Praça

Para a posteridade: Júnior Lopes, Edson, Carrano, Vani, Alberico Rodrigues e Helena

Depois da praça, foram todos para o Espaço Cultural Alberico Rodrigues, onde foi veiculado o filme Brasil, de Sganzerla, seguido de bate-papo com Helena

Platéia escuta atentamente as histórias Janete Jane e Ângela Carne e Osso

Edson deu de presente para Helena a faixa do evento. Agora, foi a vez dos convidados fazerem dedicatórias à atriz

O clique final, com a turma reunida no Consulado Mineiro


Matéria digna do belo jornalista que sempre será
Obrigado, Sr Anonymous. Pelo jeito, você me conhece, mas poderia se apresentar para todos nós, não? Se for quem estou pensando, é alguém que adora citar músicas durante seus pensamentpos filosóficos e ainda não aprendeu a digitar o nome do espaço para comentários (rs). É isso mesmo?
hey Querido…
essa matéria me deu água na boca!
preciso desse DVD e ler esse livro.
é questão de sobrevivência!
Samantha, vale a pena.
Já li o livro. Vai fácil, a leitura é agradabilíssima. Uma reunião de entrevistas concedidas pelo Sganzerla. Livro esclarecedor, um passeio pela cultura e pelo cinema brasileiros. E o DVD, além do fato de significar o restauro de uma obra fundamental, vale também pelos extras, valiosos.
Em breve publicarei uns posts com trechos de entrevistas etc. Beijos!