Pelé faz seu último gol em superprodução da web

Post meu publicado originalmente no Nave Digital, meu blog no IDG Now!

Pelé disse que tinha um sonho. O Rei do Futebol queria que seu último gol tivesse sido com a amarelinha, e não com a do New York Cosmos, o clube americano pelo qual encerrou a carreira na década de 1970.


Pelé entrou em campo para curta em sua homenagem

Então uma legião de mais de 600 profissionais, entre diretores de publicidade, técnicos, iluminadores etc etc – e mais de mil figurantes – ficaram dois dias enfurnados no estádio do Morumbi. O objetivo era tornar “realidade” o sonho de Pelé.

Eles estavam lá para filmar “1284”, curta-metragem criado pela Young & Rubicam, com produção da O2 Filmes, para a Vivo. O título é uma referência ao total de gols de Pelé em sua carreira – foram 1283, ou 1284, com o “gol” que o curta proporciona ao Rei do Futebol.


Filme com o Rei quer fisgar internauta pela emoção

Com requintes de superprodução e cerca de sete minutos, o filme tem um detalhe que o torna diferente: você não o verá na TV; ele foi pensado e criado para a internet.

Um novo paradigma de produção?

Trata-se de um fato que merece atenção do mercado, dos profissionais de web e também dos internautas que querem ver na tela do PC ou smartphones produções de qualidade: raríssimas vezes no Brasil, se é que houve alguma (alguém aí lembra de outro exemplo?) um curta-metragem com linguagem cinematográfica, embora servindo a objetivos institucionais de uma marca, foi bancado por uma empresa.

Veja o curta e mais detalhes sobre a produção no meu blog no IDG Now!, o Nave Digital.

Quem matou o carro elétrico?


Documentário aborda o projeto EV1, da GM

Carro elétrico, a hidrogênio, híbrido – carros do futuro, com os olhos voltados para o desenvolvimento sustentável? Há muitas interrogações no ar. Com tantos protótipos na praça – inclusive no Brasil -, parece-me a tecnologia não é o entrave para a comercialização em série, por exemplo, dos carros elétricos (menos poluentes), embora ainda seja necessário resolver problemas, como o da autonomia. O xis da questão é político e econômico, sempre.

Na semana passada, o anúncio do programa brasileiro de estímulo ao carro elétrico foi cancelado de última hora por divergências no próprio governo – há quem tema prejuízos ao flex, bandeira do Brasil no exterior.

Bom, foi diante da curiosidade em torno desse tema que assisti ontem, em DVD, ao documentário “Quem matou o carro elétrico?” (Chris Paine, 2006, EUA). Ele aborda a criação e o fim misterioso do EV1. Projeto de carro elétrico concebido pela GM nos anos 1990, nos EUA, o veículo foi recolhido do mercado americano pela própria montadora.

Se ele era rápido, eficiente e havia conquistado a aceitação por parte dos consumidores, por que o fim abrupto? Segundo o documentário, as montadoras, o setor petrolífero e o governo americano são os responsáveis pelo atestado de óbito do EV1. Vale assistir.

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