Podcast: onde vai parar a pendenga Google x China?

Comentário meu em podcast na rádio CBN (boletim CBN Tecnologia da Informação) sobre a pendenga China X Google.

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Pílulas de cinefilia: A fotografia de O Poderoso Chefão


Fotografia escura realça o mal em Don Corleone

O visual sombrio, escuro mesmo de O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, causou estranheza e críticas na época do lançamento do filme, em 1972. Naquele tempo, a estética de Hollywood primava pela ambientação bem iluminada, limpa. “As cenas eram tão iluminadas que dava para ver cada canto de cada banheiro e armário no set”, descreve Gordon Willis, diretor de fotografia da obra-prima dirigida por Coppola.

Mas Willis mandou às favas a convenção e mergulhou na escuridão – uma maneira de realçar o aspecto nebuloso da máfia, personificada na figura de Don Corleone, magnificamente interpretado por Marlon Brando.

Veja o que o diretor de fotografia diz sobre a cena inicial, que, em muitos aspectos, mostra a que veio o filme.

“O desenho da luz veio da justaposição da festa de casamento no jardim, ensolorada e alegre, e a sombra do que se passava naquela casa escura. Usei iluminação vinda de cima porque Don Corleone era a personificação do mal e eu não queria que a plateia pudesse ver os olhos dele, ver o que ele estava pensando, queira mantê-lo nas sombras.”

Mais:

“…quando aquelas imagens escuras começaram a aparecer na tela, aquilo deu um tremendo susto em gente que estava habituada a ver filmes de Doris Day (…)Evans perguntou a Bart: ’será que ainda estou de óculos escuros?’”

Detalhe: a primeira frase do filme é “Eu acredito na América”, uma ironia fina do roteiro, dado o fato de ser dita por um homem que implora ao mafioso a vingança de sua filha. É a chave para o entendimento do que o filme discute: o fracasso do sonho americano de nação ideal.

Vale relembrar a sequência.

Fonte: o ótimo livro “Como a geração sexo, drogas e rock and roll salvou Hollywood”, de Peter Bisking (Editora Intrínseca)

“A Fronteira da Alvorada”, de Philippe Garrel

“A Fronteira da Alvorada”, de Philippe Garrel, entortou um parafuso na minha cabeça.

“Um só pecado”, de François Truffaut

Quem não cometeria um só pecado por Françoise Dorléac?

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