Quando um poema nos arrebata

Reprodução(TantU de Arte, UFMG)

Adriana Calcanhoto, uma de minhas artistas minhas prediletas há muitos e muitos anos, disse que ficou chapada quando conheceu o poema Traduzir-se, de Ferreira Gullar, poeta que também admiro e leio de tempos em tempos.

E eu digo: ao tomar contato com o texto, fiquei não só chapado, mas completamente absorto, consumido, entregue.

O sentimento foi reforçado porque o conheci a partir da música de Adriana, também de uma beleza arrebatadora.

Isso aconteceu minutos antes de escrever este texto – como, sendo fã e me considerando um bom conhecedor do trabalho de Adriana, nunca tinha ouvido essa versão tão linda?

Embora leia Gullar, não o conheço em profundidade, o que não impede de pensar: como não conhecia um poema magistral como esse?

É isso o que se sente quando a Arte nos toca de modo tão profundo.

O texto – logo abaixo está o vídeo com a música.

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
alomoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
_ que é uma questão
de vida ou morte _
será arte?

Folia, marchinhas e Twitter no lançamento do Bloco de Notas no Carnaval 2010


Ala das Princesas alegrou a noite no O do Borogodó

Aguardem: nos próximos dias, a cobertura completa do lançamento do Bloco de Notas, o bloco de carnaval dos profissionais de comunicação de São Paulo, lançado no sábado, no O do Borogodó. Jornalista para contar a história é o que não falta.

Quem estava online acompanhou em tempo real a cobertura pelo Twitter! É a folia 2.0

Bloco Vai Quem Qué e a alegria da festa nas ruas

No sábado de Carnaval, o Bloco Vai Quem Qué saiu pelas ruas de Pinheiros e arrastou uma multidão.

Eu estava lá, como já faço há alguns anos. Ao lado de velhos e novos amigos e de pessoas que nunca vi antes. O que vale é que todos estavam ali para se divertir e fazer uma festa bem brasileira como ela tem de ser: nas ruas.

E assim é a vida. Assim é o Brasil.

Bloco Vai quem Qué agitou a
Madalena no sábado de Carnaval.

Pausa para a pose carnavalesca, com os queridos
amigos da Benedito, antes de seguirmos com o bloco.

Bateria do bloco esquenta os tamborins na praça.

Todas as tribos em torno do samba. Esse garotinho
de azul, de costas, era um dos mais animados.

Bloco partiu da Benedito.

Na Henrique Schaumann com a Arthur de Azevedo.

A comissão de frente.

Resumo da épera: como é bom uma festa tomar
as ruas e a gente fazer disso.

A imprensa vai botar o Bloco de Notas na rua


Atenção, convocatória para jornalistas, assessores de imprensa e simpatizantes:

Nós – um grupo de jornalistas de TI – estamos (a)fundando um bloco de carnaval.

Um bloco da imprensa, porque jornalista pode não saber sambar direito, mas sempre acha um lead para fazer festa.

A (a)fundação do BLOCO DE NOTAS será neste domingo (14/2) no bar Ó do Borogodó, na rua Horácio Lane, 21, na Vila Madalena.

Estaremos lá a partir das 19h!

Por favor, espalhem a convocatória carnavalesca para os amigos das redações, assessorias e simpatizantes.

Mais informações e conspirações, procure o Núcleo Duro do Bloco(!) no Twitter: @clayton_melo, @veronicacouto, @DeLuca, @rsantos e @ brauncafe.
Ou mande um e-mail: cmelo2010@gmail.com

Contatos: cmelo2010@gmail ou Twitter @clayton_melo.

Especial “Os melhores filmes de tecnologia de todos os tempos: parte 1- o post que deu origem à série”


Planeta Proibido, filme de 1957

A arte cinematográfica existe por uma traição bem organizada da realidade, já disse François Truffaut, um dos fundadores da nouvelle vague, movimento criado na França no finalzinho dos anos 1950 e que, seguindo a trilha aberta pelo neo-realismo italiano, revolucionou o cinema.

A frase de Truffaut – cineasta que, exceto por Fahrenheit 451, não tinha o universo tecnológico como matéria-prima – nos ajuda a entender o modo como o cinema retratou a tecnologia ao longo de sua história.

Fantasia de futuro

Melhor dizendo, o cinema deu conta de como o homem pode desenhar sua fantasia de futuro, suas expectativas e projeções diante das máquinas. Ao fazer isso, nos fez rir, pensar, ter medo, achar que podemos ser muito poderosos e – por que não? – também ridículos.

“Até onde podemos chegar e qual o preço a pagar por isso?”, parecem nos dizer os filmes dessa lavra.

Ou “será que as máquinas vão nos vencer?”, como nos faz pensar Limite de Segurança (Sidney Lumet), enquanto War Games (John Badham) diz “cuidado, vocês podem perder o controle desse jogo, e aí bum! – vai tudo pelos ares”.

Veja a matéria completa no Nave Digital, blog que mantenho no IDG Now!

E aguardem, porque logo vem mais cinefilia tecnológica.

Podcast na CBN com este blogueiro sobre Apple e iPad

Comentários deste missivista 2.0 na rádio CBN sobre como funciona a estratégia de rumores para a promoção de produtos da Apple. E o papel de Steve Jobs em tudo isso.

Acesse por aqui: CBN – A rádio que toca notícia – CBN Tecnologia da Informação.

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