Não, não fuja não

Uma das músicas de Chico que mais aprecio. João e Maria, porque a fantasia também é necessária.

Bod Woodward e “Todos os homens do presidente”

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Em cena Dustin Hoffman (Carl Berstein), Robert Redford (Bob Woodward)

Sábado comprei por acaso num sebo da Augusta o livro “Bush em Guerra”,do jornalista Bob Woodward, parceiro de Carl Berstein na série de reportagens que desmascarou o escândalo de Watergate, responsável pelo impeachment de Richard Nixon. Louco para lê-lo.

Assim me lembrei, claro, do ótimo “Todos os homens do presidente‘, filme de 1976 de Alan Pakula. O longa tem Robert Redford e Dustin Hoffman nos papéis, respectivamente, de Woodward e Berstein. A cena final é esplêndida, esplêndida!

Mas separo aqui trecho em que Woodward se encontra com o Deep Throat, a fonte que mostra onde estão os ovos de ouro dessa história cabeluda. Na cena – os encontros sempre se dão num estacionamento, tarde da noite-, Woooward perde apaciência com os “joguinhos” do Garganta Profunda, que passa as dicas em pílulas.

Reparem na atmosfera angustiante e na tensão da cena, presente no diálogo, nos sinais corporais e na fotografia obscura. Ouve-se até o barulho da saliva que percorre o Garganta Profunda.

Um dos grandes filmes sobre jornalismo. Vencedor de quatro estatuetas do Oscars. Memorável.

O longa mereceu um homenagem bem bacana. Bacana, não: nota dez!

Embalado pela eletrizante “Sabotage”, dos nova-iorquinos do Beast Boys – a música é uma de minhas preferidas da banda -, esse filmete praticamente resume o longa, ou pelo menos faz uma leitura em ritmo de videoclipe da obra. Edição caprichada, alucinada. Vejam:

Exemplo da cultura do fá de que fala Henry Jenkins. No mais alto nível.

4º Mostra de cinema árabe

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“Andarilhos do Silêncio”, da diretora tunisiana Moufida Tlatli

Boa pedida na área: 4º Mostra de Cinema Árabe, projeto capitaneado pelo Instituto da Cultura Árabe em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo, o CineSesc e a Casa Árabe de Madri-Espanha.
Obras de países como Tunísia, Egito, Líbano e Iraque.

Os filmes podem ser vistos até 13 de setembro. Confira a programação e outras informações aqui.

Agradecimento especial ao André Dogon, que fez o ótimo site da Mostra e passou a dica.

“Sueña. Sí se puede”?

A vitória acachapante sobre los hermanos me fez lembrar um comercial da DDB México.
Os argentinos poderiam aproveitar a ideia. Que tal um filme com a seleção brasileira vestindo a camisa da Argentina e o slogan “Sueña. Sí se puede”? Confira.

Cuidado com o sexo digital

Dia do Sexo? Divirta-se, mas cuidado com a webcam.

Sobre John Lennon

O marinheiro Alf e a cantora diletante Julia fizeram amor no chão da cozinha de casa. Foi em algum dia de janeiro de 1940, em plena guerra. A gravidez, inesperada, foi desalentadora para o casal. “Noventa por cento das pessoas da minha geração nascer…am da garrafa de uísque numa noite de sábado, e não havia nenhuma intenção de se ter um filho”, diria muitos anos depois o fruto dessa relação – um homem chamado John Winston Lennon. Na primeira noite após seu nascimento, um mina terrestre explodiu perto da maternidade, e a mãe o colocou debaixo da cama por medida de segurança.

Essas histórias estão no livro “John Lennon – a vida” (Companhias das Letras), de Philip Norman. Vale a pena enfrentar o catatau de 839 páginas.

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