Devaneios ao som da jukebox de Cat Power

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Show intimista de Cat Power combinou com a noite chuvosa de São Paulo

Sob luzes azuis e roxas, ela subiu ao palco pouco depois das 22h. Nada de telões e fotos com flashes – colocado sobre um dos amplificadores, um incenso espalhava fumaça por entre os instrumentos. Havia um clima intimista e aconchegante no ar.

Enquanto ajeitava o microfone, a saudação tímida e carinhosa. “Oi”, disse baixinho e em português, com um sorriso. Olhava para baixo, como se fora aquela menina nova do colégio com quem trocávamos as primeiras conversas e nos apaixonávamos em seguida. Foram suas únicas palavras dirigidas ao público durante o show.

Vestia calça escura – seria jeans? -, camisa e uma gravatinha preta, afrouxada. Luvas que deixavam os dedos à mostra. Nada de grandes gestos, mas sim a sutileza dos detalhes.


Embora precário, esse vídeo captado por um expectador durante
o show de ontem serve como registro. A música é Metal Heart

Foi imerso nessa atmosfera de introspecção, cuidadosamente desenhada pela produção, que vi o show de Cat Power em São Paulo. E assim tive a sensação – é a minha viagem, nada mais – de que estava ouvindo Robert Johnson ou Bob Dylan na jukebox de um bar vagabundo ou perambulando por aí numa das tantas madrugadas.

Foi tudo um grande blues, posso dizer. Não necessariamente pelas músicas, porque não é apropriado dizer que o repertório de Cat seja feito pelo som do Mississipi ou o folk, embora sejam essas algumas de suas influências. Mas sim pelo espírito, pelo clima pé na lama, pelos gritos e sussurros capazes de aquecer a alma numa noite de frio.

O que mais poderia dizer depois de ouvir Don´t explain, marcada na voz Billie Holiday, ou Metal Heart, ambas presentes em Jukebox, o álbum mais recente de Cat?


E este vídeo aqui, também da lavra de algum fá, mostra a última música do show, Angelitos Negros, e a despedida calorosa da musa indie

A viagem terminou com uma Cat sorridente, feliz, distribuindo rosas brancas para a plateia, que, entregue, a aplaudiu de pé por vários minutos. Nesses instantes, nossa cantora já não estava apenas no canto do palco. Andando de um lado a outro para cumprimentar as pessoas, Cat Power, pelos menos naquele momento, era a perfeita tradução de uma pessoa feliz.

Cat Power, a good woman

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Charlyn Marie Marshall nasceu em Atlanta (EUA) em 21 de janeiro de 1972. No início da década de 1990, foi morar em Nova York, onde fez seu primeiro show – em um pub no Brooklin – e adotou o nome de Cat Power. Seu primeiro disco (Dear Sir) foi lançado em 1995. Assim começou uma carreira virtuosa que coleciona oito álbuns, dos quais Jukebox, de 2008, é o mais recente.


Clipe de Maybe Not

Este disco e The Greatest (2006) devem compor boa parte do repertório de Cat Power no show deste sábado, no Via Funchal, aqui em São Paulo. Show que aguardo com muita ansiedade. Cat Power é uma companhia inseparável para mim nos últimos três ou quatro anos, ao lado de Leslie Feist e Regina Spector. Companhia para momentos alegres, outros nem tanto ou para instantes em que desejo simplesmente parar e ouvir boa música.


Cat Power tocando Crying, Waiting, Hoping

Paradoxalmente, trata-se de uma mulher extramente tímida e exibicionista, segundo a jornalista Elizabeth Goodman, que escreveu A Good Woman, biografia não autorizada de Power – o título se refere à canção homônima de Cat, lançada no disco You Are Free (2003) . Cat não queria que seu passado de dependência do álcool fosse revirado.

No campo musical, John Coltrane, Billie Holiday e Robert Johnson estão entre as principais referências de Cat, que, eclética, transita entre o indie, rock, blues, jazz.

A música de Cat Power é simples e refinada. Emociona já nos primeiros acordes.


Lived in Bars, uma das mais belas da cantora americana

Eles foram pra lá de Marrakech e contam o que viram

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Monte Atlas no álbum de fotos do UOL Viagem

Arnaldo Comin e Iris Jönck, grandes amigos que colocaram a mochila nas costas e estão há cerca de um ano na Europa, estiveram pra lá de Marrakech e resolveram contar – e mostrar – o que viram. Suas aventuras na lendária cidade marroquina podem ser conferidas no Guia UOL Viagem. Com belas fotos e serviço detalhado, eles relatam que Marrakech, localizada no centro-sul do país africano e fundada no século 11, é uma boa opção para conhecer a cultura islâmica de modo seguro e confortável.

O guia conta que a cidade, alvo de diversas guerras e ocupações, recebeu até 1950 forte influência de colonizadores espanhóis e franceses. E que os tempos de glória muçulmana podem ser relembrados em belos palácios e mesquitas, como a Kutubiyya.

Vale a pena ler.

Como os dois gastaram sola por diversos países, a parceria bem que poderia render outros guias. Que tal, Arnaldo e Iris?

Parabéns aos dois.

Confira aqui.

Se liga no Funk do Twitter

Merece o Grammy!.
Via blog do Michel Lent (ViuIsso)

Fellini no Studio SP

Feliz coincidência. Alguns post atrás falei do Fellini (basta rolar a tela para baixo um pouco para ler), grupo paulistano de rock dos anos 1980. E eis que agora fico sabendo pela Adelle que eles farão show do Studio SP, dia 22 de julho, às 22h.

Valeu, Adelle!

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Agora o rock and roll vai rolar aí e vai direto

Este é um post-homenagem: 13 de julho, Dia Mundial do Rock and Roll. Ok, ok, é só uma data.
Mas é um motivo a mais para que os três acordes invadam nossos ouvidos e, assim, tenhamos uma ótima semana.

Roubei o título do post do Frejat, que disse essa frase no histórico bolachão “Barão ao Vivo”. Entrou para o folclore do rock brazuca. Por mais simples que seja, diz muito sobre o espírito roqueiro.

Bom, agora dancemos com os demônios dos Stones: Sympathy For The Devil.

Bob Dylan necessário e revigorante

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Capa de “The Freewheelin`Bob Dylan”, segundo disco do velho Bob

Passei boa parte da tarde deste domingo viajando ao som do velho Dylan. “The Freewheelin`Bob Dylan”, seu segundo álbum, de 1963, que emplacou Blowin´in the wind.

Canções como “Masters of War” nos lembram que continuamos a viver sob a ameaça de certos senhores, assim como “I shall be free” mostra que o bom humor é uma arma poderosa. “Bob´s Dylan dream” nos confronta com a certeza de que envelherecemos e que muitos amigos ficam ao longo do caminho.

Viagem deliciosa, que acalma e revigora.

“Don´t think twice, it´s all right”

Uma canção sobre o momento em que se diz adeus

“Girl From The North Country”

E esta trata da lembrança carinhosa de um amor do passado

O Tiozão das Batidas usa a web para engordar a clientela

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Descobri pelo Twitter do Joviano – um advogado e empresário de Fortaleza – uma figura que perambula pela Paulicéia e que, na era digital, encontrou na blogosfera uma nova maneira de fazer aquilo que os marqueteiros gostam de chamar de fidelização de clientes.

Estou falando do Jorge, que prepara batidas na porta de casas noturnas na zona sul de São Paulo desde 2002. Em função de sua atividade, tornou-se conhecido nas baladas como o Tiozão das Batidas.

Mais antenado e descolado que o Tio Sukita, ele montou o blog Boteco Móvel para preservar e ampliar a clientela.

“A idéia de criar esse blog surgiu quando uma cliente se ‘apaixonou’ pela Amarula que faço e queria saber em que novo endereço me encontraria dali pra frente. Para não deixar essa e outras (os) clientes subitamente na mão, anunciarei e sempre atualizarei aqui no Blog o local onde estou vendendo meus néctars alcoólicos” – transcrição literal retirada do etílico Boteco Móvel.

Há um menu com todas as bebidas que faz e o preço de cada uma.

As batidas vendidas em copo pequeno custam R$ 1. Uma pechincha. Ou não? As de copo de grande saem pelo dobro, enquanto o litro é comercializado a R$ 8. A Caipirinha Bombeirinho custa os mesmos merréis das batidas. A bebida que arrebatou o coração da cliente citada pelo Tiozão, a Amarula Espanhola – reparem bem, é espanhola – pode ser degustada por módicos R$ 2 (copo pequeno), R$ 4 ( o grande) e R$ 15 o litro.

De vez em quando o Tiozão escorrega no conteúdo do blog, com fotos das Sobrinhas do Tiozão e coisas do gênero.

Feita a ressalva, ele também traz umas coisas curiosas, como esses comerciais da Kodomo No Nomimono, vendida no Japão como cerveja para crianças. Sim, é isso mesmo: cerveja para crianças. Segundo o site da Revista Galileu, trata-se de uma versão japonesa, não alcoólica, para o guaraná. Vejam aí (reparem no gritinho da molecada no final):

O Boteco Móvel também abre espaço para quem deseja meter a boca do trombone contra exageros por parte de seguranças de casas noturnas.

Clique aqui para ir ao Boteco Móvel.

Café da tarde com música

Uma música para Carla Said, uma adorável moça que está do outro lado da Via Dutra:

Carla, obrigado por me dedicar (via Blimp.fm) Refazenda, de Gil, na voz da ótima Cibelle, que eu adoro.
Ganhei a tarde!

O que está esperando para vir para Sampa?

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