
Parte da turma reunida ontem (dia 28 de maio) para o clique no último fechamento da Gazeta Mercantil, que encerra as atividades. Foi emocionante.
Primeiro jornal de economia do País, 89 anos.

Parte da turma reunida ontem (dia 28 de maio) para o clique no último fechamento da Gazeta Mercantil, que encerra as atividades. Foi emocionante.
Primeiro jornal de economia do País, 89 anos.

Cartier Bresson
Do livro A Resistência, de Ernesto Sabato, companheiro a quem recorro nas horas cruciais.
“Negar a morte, não visitar os cemitérios, não vestir o luto, tudo isso parecia uma afirmação da vida, e de fato o foi em certa medida. Mas, paradoxalmente, acabou se transformando numa armadilha, mais uma das muitas que a sociedade moderna fabricou para que o homem não sinta as situações-limite, aquelas em que nosso mundo desaba, as únicas capazes de nos despertar desta inércia que nos move.
Dizia Donne que ninguém dorme no carro que o leva da masmorra ao patíbulo, mas que todos dormimos no percurso do berço à sepultura; ou não estamos inteiramente acordados”

Foto de Cartier Bresson
A vida é feita de altos e baixos, alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. A vida é feita prazeres – e também de vertigens. A vida nos reserva surpresas, embora algumas situações sejam previsíveis, esperadas até. A vida é uma aventura que precisa ser escrita de próprio punho.
A vida nos coloca diante de situações-limite, que devem ser vividas e enfrentadas, sempre.
Não há dúvidas de que viver é muito perigoso.
O blues é o companheiro ideal para certas ocasiões.
BB King, meu bom amigo de muitos anos. The Thrill Is Gone, com o mestre, Clapton e Phil Collins.

“Temos a Arte para que a Verdade não nos destrua”, já disse Nietzsche. Cioran diz algo similar quando escreveu que a “a vida só é tolerável pelo grau de mistificação que se coloca nela”.
Não sei ao certo porque me lembrei disso hoje – essas máximas me acompanham há alguns anos. Talvez porque em certo momentos a arte – ou mais precisamente as janelas que ela nos abre – seja mais urgente que em outros. Talvez porque em alguns instantes tudo o que menos nos apeteça seja a crueza da materialidade, a dureza da racionalidade.
A beleza de um poema, de um livro, de um filme: vamos com eles, de mãos dadas, numa aventura purificadora.
Essa quem repassou foi o glorioso Dubes Sônego. Impagável!


Fotos do navio preso na geleira feitas por Frank Hurley
Em 1914, o navio Endurance partia rumo à Antártida em busca daquela que seria uma das últimas grandes conquistas possíveis aos exploradores de nosso tempo: a travessia a pé do continente antártico. Alcançar o feito era quase uma obsessão para Sir Ernest Shackleton, notável explorador irlandês do início do século XX.

Endurance à noite, condenado pela geleira
Não vou me alongar aqui na descrição da epopeia – apenas direi que a expedição entrou para a história como uma das mais dramáticas, heróicas e improváveis aventuras humanas de que se tem notícia. Delicio-me com os detalhes da história ao ler Endurance – A Lendária Expedição de Shackleton à Antártica (Companhia das Letras), de Caroline Alexander. Dica de meu amigo Jaime Soares.

Shackleton, o explorador que queria a Antártida
Em poucas palavras: em meio a uma temperatura que podia chegar a 75º negativos e rajadas de vento de até quase 300 quilômetros por hora, o Endurance ficou aprisionado entre um vasto banco de gelo espalhado no mar e o continente antártico. Meses depois acabou afundando, quebrado pela pressão do gelo.

Navio ficou preso meses entre blocos de gelo
Sem navio, 28 homens empurraram três barcos salva-vidas e depois esperaram meses até o gelo se despedaçar e, assim, poderem seguir pelo mar até uma ilha. Há muito, muito mais a contar, mas ficarei por aqui encerrando com uma última observação.

Frank Hurley, o responsável pelas fotos históricas
Graças a um fotógrafo chamado Frank Hurley, que acompanhou a expedição, hoje temos à disposição um documento valioso sobre o caso. Para preservar as fotos, Hurley foi capaz de mergulhar nas águas geladas que inundavam o interior do Endurance para salvar as latas lacradas onde estavam os negativos.
Hurley tinha veia, jugular, olhos e coração do repórter. Conto mais nos próximos posts.
Peso, havia cheiro de peso no ar. Inundou-me os ouvidos, a boca, os cabelos – havia peso nos pensamentos e nos olhos. E isso era quase tudo. Ainda bem.

Alguém aí quer saber como fica o semblante (mas que palavra bonita essa!) de um escriba em ritmo alucinado de fechamento? Aí está. Tempere o cardápio com o fato de que a foto acima foi tirada no Copacabana Palace, no Rio, pertinho da praia e com um clima animado de festival de publicidade em volta. Wave Festival. Espumantes já circulavam nas cercanias. E eu lá, na corrida contra o tempo – duas matérias em menos de duas horas.
E eis que Eduardo Lopes, fotógrado e DJ (grande camarada) flagra a tensão escancarada na face. E Carlinha, esta que aparece de costas, olha e parece não acreditar. Ou não, né? Bom, ela e toda a turma ficaram à espreita nessa hora, só espiando a loucura alheia. Mas alguém tinha de trabalhar, né?
A edição cabulosa das fotos é do próprio Edu. Valeu, camarada!
Está rolando a mil na web a entrevista com o Wolverine Brazuca. “A mulherada adora. Fica imaginando com aquelas garras. É um personagem muito erótico, quer agarrar, se aproveita, né, meu? A carne é fraca, a gente amolece é…”
Obra do Cultzone
Mais uns dias e teremos aqui, no PdF, notícias sobre um bate-papo com Kid Vinil. A entrevista foi para jornal , mas, como o material é farto, aproveitarei partes aqui.
Garanto que a conversa foi muito bacana. Por hora, deixo uma entrevista com o Kid feita pelo Clemente, dos Inocentes, por ocasião do lançamento do Almanaque do Rock, do Kid.
Como diria o Frejat no lendário disco ao vivo, “agora o rock and roll vai rolar aí e vai direto. Vamu lá!”
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