Sonzeira: THE BROTHERS JOHNSON

 Essa aqui é de Fábio Reis, conhecido mundialmente em Santo Amaro como Mr Kings, The DJ. Ele nos dá uma pequena explicação obre a pérola desencavada do YouTube:  

Familia funkeira direto de L.A., os The Brothers Johnson gravaram essa pérola de baixo intitulada “Ain’t We Funkin’ Now”.

Posteriormente, os irmãos George e Louis se juntaram ao The Supremes, Quincy Jones, Ray Charles, Michael Jackson ( baixos do disco Thriller), Chaka Khan em gravações e shows de memoráveis discos da era funk, soul e disco.

Em vídeo, ainda em vídeo, um clássico deles: O SOM TÁ RUIM, MAS VALE A CAPTACAO DO MOMENTO HISTÓRICO pra quem gosta de som de preto de verdade (hehehe….)

FLEA O CARALHO!

Get The Funk .. (Live)

Direto do Palacios. Sonzeira pesada!!span>

 

 

Obamis forevis

A onda retrô cult chegou com força total aos Trapalhões, mais notadamente ao Mussum, ora Cacilds!
Dê uma googada (hum?) e perceba que a maré cibernética está repleta de uma mussunização sensacional. A melhor de todas que vi é “Obama Forevis”. As camisetas com a estampa proliferam como ninhada de coelhos. Conheci a novidade pela foto de identificação do Orkut de uma amiga.

Como se não bastasse, tem “Mussum Tse Tung” e Mussum na clássica obra de Andy Warhol “Marylin“.

Os demais trapalhões também não escapam. Bom, que o Evo Morales é a cópia “cuspida e escarrada” do Zacarias ninguém duvida. E que o Marcelo Barreto, apresentador do SportTV, é um irmão gêmeo uns trinta anos mais novo que o Didi também difícil de negar.

Só faltou o Dedé. Quem arrisca um palpite?


A web ama Mussum


Mussum é a revolução cultural


Nas horas vagas, Didi é apresentador
do SportTV, com o codinome Marcelo Barreto


Zacarias, ops, Evo Morales, acaba de ser aprovar mudanças na constituição boliviana

O Woodstock digital e a cultura do “www”

Replico artigo meu publicado na Gazeta Mercantil nesta semana sobre o Campus Party. Pode ler no blog ou aqui também.

Para ler mais sobre o Campus Pary no PF, pode clicar aqui também

Opinião19/01 – 00:32
O Woodstock digital e a cultura do “www”

19 de Janeiro de 2009 – A cena neste ano deve ser parecida com a de um ano atrás. Haverá aqueles que levarão às costas mochilas com as tralhas típicas de acampamento – e também notebooks. Alguns vão namorar, uns falarão de sua página no MySpace e outros trocarão não só números de telefones, mas também seus endereços do Messenger. Também haverá aqueles que colocarão recados engraçadinhos na porta das barracas (“Essa é minha e ninguém tasca”, “Já tem dono”). E também pode ser que os blogueiros novamente pendurem mensagens jocosas na sala de imprensa (“Pterorrepórter”, “Jornalistossauro”, “Não alimente os fósseis”, etc.). Este escriba da “velha mídia” viu e se divertiu no ano passado com essas provocações brincalhonas que demonstram uma suposta rivalidade entre blogueiros amadores e os profissionais da imprensa.

Estou falando da Campus Party, a festa dos amantes da internet que será realizada de hoje a domingo, no Centro de Convenções Imigrantes, em São Paulo. São esperados cerca de 6 mil participantes – duas vezes a quantidade da versão anterior, a primeira no País -, dos quais 4 mil munidos de computador e 2 mil sem, que ficarão acampados durante sete dias. Além dos campuseiros, como são chamados os que ficam acampados, a feira da Campus Party deve atrair também simpatizantes do universo digital. O número de visitantes nas áreas abertas deve chegar a 300 mil, ante 92 mil do ano passado. A cargo da Telefonica, a verba investida na infraestrutura de conexão à web para o evento é de R$ 5 milhões.

A estrela da programação é Tim Berners-Lee, o criador do protocolo World Wide Web, o www, que permite a interligação entre documentos de pesquisa na rede. Ele fará palestra sobre o futuro da web.

Depois de acompanhar a leitura do artigo até aqui, você, leitor, pode lamuriar com os seus botões: “Está certo, o evento é legal, mas e daí?”.

Pois digo que, à parte a curiosidade que cerca uma empreitada desse tipo, a simbologia embutida no Campus Party, mais do que o projeto em si, diz muito sobre a disseminação da cultura digital na sociedade brasileira. É a prova de como a rede está entranhada no modo de vida de parcela crescente dos brasileiros.

Não estamos falando de uma jornada para nerds tecnológicos, mas sim de um encontro de pessoas que comem, bebem, consomem, ouvem música, trabalham e que se agrupam para compartilhar suas experiências digitais.

A cultura da atualidade é fortemente marcada pelos conceitos da web e a interferência dos canais digitais. A forma como as pessoas se comunicam e consomem mídia talvez seja o grande exemplo. Se antes tínhamos um telefone apenas com a função de voz, hoje temos um smartphone (celular inteligente), com recursos de computador e entretenimento multimídia. Os comunicadores instantâneos, como o Messenger, são mania entre milhões de pessoas no País. E o processo digital envolve também as transações financeiras (compras por débito automático, cartão de crédito), armazenamento de dados, pesquisas, difusão do conhecimento. De uma forma ou de outra, tudo passa em algum momento pelos dispositivos digitais, interferindo até mesmo na vida de quem nem usa a internet.

O reflexo do avanço do digital na cultura é o fortalecimento da idéia de interatividade, comunidades virtuais, consumo rápido e fragmentado da informação e a colaboração. Isso sem esquecer o fato de que o cidadão comum quer voz ativa – os blogs e o YouTube estão aí para comprovar a tese. Assim, a publicidade reflete esse movimento quando coloca o cidadão comum como protagonista de comerciais de TV ou faz séries da web cujo final é definido pelo internauta. E os veículos da mídia tradicional – como TVs, jornais e revistas – ou portais ampliam seus espaços para a interação com o internauta. Um caso recente é o Terra, que investiu US$ 10 milhões na reformulação do portal na América Latina com o objetivo, entre outros, de incentivar a participação do usuário. Trata-se de uma revolução poderosa que nem mesmo a Mãe Dinah seria capaz de prever com precisão onde tudo isso vai parar.

(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 3) – Editor de ComunicaçãoE-mail: cmelo@gazetamercantil.com.br)

Obama, Saramago e a mudança


Obama e Michelle, que diferença em relação aos antigos inquiulinos da Casa Branca, não?

Bush se despediu à base da sapatadas e Barack Obama chegou ovacionado por milhões. É o porta-voz de uma euforia mundial poucas vezes na cena política internacional. Não é para menos. Ele chega com perfil, história e uma visão de mundo muito diferentes das do inquilino anterior da Casa Branca.

Seu discurso, reiterado na posse, é o pacificação, da colaboração, de um mundo multipolar, com o reconhecimento de que há novos protagonistas no tabuleiro geopolítico ( bem o posto do czar do Texas). Isso sem falar no fato de que Obama tem uma carisma inigualável. E sua mulher também, que não tem o perfil de dona-de-casa de mansão. E Jonh Favreau, que escreve os discursos, incluiu a frase que os brasileiros da Era Lula conhecem muito bem: “A esperança sobre o medo” (é um pouquinho diferentes na forma, mas o DNA é o mesmo). Coincidência? De jeito nenhum.


O povo quer Obama

Não, não pensem que estou achando que os EUA serão uma maravilha para o mundo, um país perfeito e bonzinho. Apenas vejo que algo realmente muda na paisagem americana. Ainda bem.

Para terminar, recorro a José Saramago, que publicou um post em seu blog com o qual concordo plenamente. Veja abaixo.

Donde?
By José Saramago

Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito.

Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida.

Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados.

No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar.

Comemorações etílicas 1


Foto inspirada de Valéria Serpa sobre obra
Um Copinho e Chopão de…
deixa ver, Robetinha e Ju?

A idade de Cristo chegou para mim, no dia 8, com ótimos momentos ao lado de gente bacana e querida. O primeiro capítulo dos festejos começou no próprio dia em que o escriba veio ao mundo. Com chopinho com o povo da redação. E, como é de conhecimento, a “jornalistada” entorna, mesmo a ala feminina, que tornou mais bela, leve e poética a paisagem etílica. No Bar Excelentíssimo, cujas cadeiras levam o nome de Rodrigues Alves, Washington Luís, Getúlio Vargas, José Sarney, Fernando Collor, ôpa, é melhor parar por aí.

Desce mais uma!


Gilmara, me passa o menu com o Machado de Assis ao molho


Ju e Roberta, que beleza!


Duas lendas vivas do jornalismo brazuca: Costa (cabra boooooom) e

(à direita) Ari, o Lendário, o Highlander, o Mito.


Valéria e Gilmara: uma pose e um sorriso


Valéria e Claudia Bozzo (quantas conversas deliciosas não travo com
Claudia sobre cinema, livros, música)


Valim busca estrelas no teto, Eli acha que a vida é bela
e Roberta pensava na Donatela cantarolando Meu Beijinho Doce


Da esquerda para a direita: Fabi, Ju e Rosana
- charme e descontração são as palavras


Grandes Valim (cinéfilo, como eu), Márcio (meu chapa) e
Eli (camarada prá lá de gente fina).


Obra de arte da Robertinha. A menina é um talento,
logo estará no MoMa

Sujeito oculto

Sonhadores

Temos tantos sonhos, tantos planos – mas quantas bocas tem a noite? E quanto céu teremos ao amanhecer? Eu tenho fome, mas a carne é triste. Eu tenho sede, e o mundo parece tão grande. Me espera – me espera que eu vou. Estava apenas olhando as estrelas.

Os aniversariantes Elvis e Bowie, meus comparsas

No dia 8 de janeiro de 1947, em Brixton, Londres, nascia David Robert Jones, que iniciou a carreira de cantor entre 1964 e 1965 participando de grupos como o David Jones and the King Bees e Davy Jones and The Lower Third. Seus trabalhos na ocasião talvez tenham sido ouvidos apenas pelos amigos ou, quiçá, pela família.

A história começou a mudar quando David Jones passou a se chamar David Bowie e gravou uma obra-prima chamada Space Oddity, em 1968, que se tornou trilha de outra obra-prima (2001 – uma Odisséia no Espaço, de um iluminado que atendia pelo nome de Stanley Kubrick). A partir daí, sai debaixo; um astro que ajudou a dar novos contornos à história do rock na passagem dos anos 1960 para 1970. E do qual definitivamente sou fã incondicional.

No dia 8 de janeiro de 1935, no Mississipi, o casal Vernon Elvis Presley e Gladys Love Smith Presley tem dois filhos gêmeos, dos quais um deles, Jesse Garon, é natimorto. O segundo, Elvis Aaron, nasceu saudável. Foi também com muita saúde e disposição que Elvis começou a freqüentar a igreja e a cantarolar suas primeiras canções para vizinhos, fiéis e familiares. Ainda adolescente, trabalhou como porteiro de cinema e motorista de caminhão.

Foi por essa época que o jovem Elvis pagou um punhado dólares para gravar um disquinho, que deu de presente de aniversário para a mãe. Pouco tempo depois, as portas do sucesso se abriam para o ambicioso garoto do Mississipi. Contratado por uma gravadora,lança o hit “That´s Alright.

Dali por diante, Elvis Aron Presley também ficou conhecido como o Rei do Rock, um personagem que mudou a história da música pop no século XX, causou muito barulho e se afundou nos excessos mundanos até morrer em 1977.

E assim escrevo este post: regado a vinho e embalado por Sweet Caroline, Bridge Over Trouble, Always on my Mind, My Way, Fool etc etc.

E Space Oddity, Starman, Lady Stardust, Rock and roll suicide, Rebel, Rebel, Five Years, John, I´m only dancing, Moonage Daydream etc etc.

Uma homenagem etílico-passional a duas grandes figuras que fazem parte de minha vida modo muito íntimo e particular.

* Veja mais aqui e aqui

O dinheiro sumiu do mundo

Clara fugiu de meus sonhos como quem se manda pra Bahia arrastando malas, desdizendo juras que só eu conhecia, cartas de uma história que nem começou. Ou não? Será que começou? Um não-acontecimento acontecido. E o mundo está em depressão. Ou quase.

Mas a bolsa de Tóquio amanheceu em alta de 0,37% – veja bem, eu disse 0,37%. Madoff, o nome dele é Madoff, dizem os jornais. Mas Madoff não viu o show da Madonna porque estava ocupado demais levando a loucura até a Nasdaq – enganou todo mundo com um sonho de US$ 50 bilhões em forma de pirâmide.

Obama nas alturas e crédito aos homens de boa vontade. O dinheiro sumiu do mundo, e lá vem esse maldito zumbido que não me deixa dormir.

A Mulher do Lado

Gérard Depardieu e Fanny Ardant , em A Mulher do Lado (Truffaut, 1981)

Livre delírio deste blogueiro feito a partir de A Mulher do Lado, de Truffaut.

“Você sempre vai me amar, vai me proteger?”, perguntou ela. Seu medo era o de sempre: o amor que acaba, as juras perdidas entre cartas, fotos e lembranças amareladas. Havia anos que não se viam, até que se mudou para a casa vizinha à dele. “Pra onde vão todos esses carros?” Ele não falou nada – quieto, tentava descobrir por que o passado retorna.

“Quanto mais estúpidas, mais verdadeiras são as músicas”, disse ele. Ela não entendeu. “O que importa”, emendou ele, “é que as histórias de amor precisam ter um início, um meio e um fim”. Ela continuou sem compreender. E então puxou o gatilho. Foram dois disparos.

|