Na terra de Los Hermanos

Cheguei nesta quarta-feira a Buenos Aires, para cobrir o Festival de Publicidade El Ojo de Iberoamerica. Dia de trabalho muito puxado. Nos próximos posts comento mais a respeito.
Agora quero passar as primeiras impressões sobre a estada nesta bela cidade, que tenho a oportunidade de visitar novamente.

Começo pela grande notícia hoje na terra de Los Hermanos: Maradona é o novo técnico da seleção argentina. Peguei um dos jornais daqui, o El Cronista Comercial, de economia, negócios e política. E lá está em El Pibe (veja foto).

Logo nas primeiras linhas, diz o colega jornalista que “el mejor jugador de fútbol de todos los tiempos, trono para muchos compartido con Pelé…” (grifo meu)

Vejam só: citam o Rei Pelé assim, como quem faz uma concessão. Porque, claro, o Rei é Maradona.

No mais, El Cronista se orgulha de ter antecipado a notícia há uma semana. E se derrama de novo para Maradona.

Mas o Juan Carlos, taxista que me levou do aeroporto para o hotel, fez cara de muxoxo quando lhe perguntei o que ele achou da novidade. “Como jogador é uma coisa, como técnico…”. Para consolá-lo e demonstrar minha solidariedade, lembrei-o de que Dunga é o técnico do Brasil.

E perguntei mais para ele:
- “Como vai a Cristina Kirchner?”

Juan Carlos fez outra cara de muxoxo e um sinal de “mais ou menos”.

- E a crise financeira mundial?

Outra careta, seguido de um “a coisa tá feia”.

O fantasma está por todos os lados.

Até breve.

Que rock é esse?

Alguém aí já viu o “Que rock é esse?”, programa exibido no Multishow? Recomendo. Apresentado por Beto Lee, tem edições temáticas repletas de depoimentos, vídeos, histórias.

Os vídeos abaixo contém trechos de episódios sobre o rock nacional nos anos 1970 e 1980. Depoimentos de Nelson Motta, Lobão, Rita Lee, Edgar Scandurra e Frejat.

São Paulo x Palmeiras, Bergman e a balada


Cena do filme Terra Vermelha, que abriu a Mostra

Gente com guia cultural na mão, andar apressado pelas cercanias da avenida Paulista, comentários sobre a próxima sessão. Às vezes filas bem grandes, outras um pouco menores – com sorte, nas sessões vespertinas, apenas uns gatos pingados atrás de ingressos para as sessões da Mostra Internacional de Cinema. São Paulo é mesmo saborosa nos dias de jornada cinéfila. Adquire um clima diferente, uma empolgação a mais.

Festa de arromba

E a loucura começou já na festa de lançamento, na quinta-feira semana passada. Depois de exibição do bom Terra Vermelha, obra ítalo-brasileira dirigida pelo italiano Marco Bechis e produzido pela Gullane Filmes e a Classic SRL, festa de arromba na casa The Week, na Lapa. Gente pelos borbotões até alta madrugada. Creio não ser exagero falar em mais de mil pessoas. Estava lotado. Em meio a uns birinaites, a pista pegava fogo embalada por remix de clássicos da MPB, como Lulu Santos, Tim, Marina etc. Eu e minha querida Elzinha nos divertimos a beça.

No domingo passado, eu e meu grande comparsa de boemia e blogofilia (boa essa, não?) Márcio “Prefeito de Bloganvile” Dal Rio encaramos um Bergman no Cinesesc: sei que o nome do filme é piada pronta, mas vamos lá: “Chove em nosso Amor”. Bom filme, do início de carreira do cineasta, assim com os demais do diretor sueco em exibição na Mostra. Mas prefiro o “Crise”, seu primeiro longa, que assisti no dia anterior com a Elza.

“Chove em nosso amor” é um dos primeiros longas do mestre sueco

 

Bergman e o clássico paulista

Depois do filme, mais uma demonstração da delícia que é São Paulo – e o Brasil. No boteco que fica na esquina de cima do Cinesesc, tradicional das sessões “sescianas”, uma turma assistia a São Paulo x Palmeiras. Quase decisão de campeonato brasileiro. Confesso: eu quase deixei de lado Bergman – que eu queria muito ver, pois as obras exibidas na Mostra são raras -, para ver pela TV o Tricolor. Mas, como o filme acabou pouco antes das 17H e a partida começou às 16h, deu para pegar o segundo tempo inteiro (uma breve digressão: o São Paulo jogou muito mais, dominou e teve a vitória na mão, só que vacilou. E ou não é?).

Boteco lotado, olhos vidrados na TV. Gritos e provocações mútuas, mas tudo na boa. A lanchonete-arquibancada fervia. Na “primeira fila”, uns seis ou sete monitores da Mostra dividiam-se, entusiasmadíssimos, na torcida por São Paulo e Palmeiras. Em vez de camisas dos clubes, uniformes da Mostra.

Findada a peleja, empate em 2 x2. Tomaram o último gole da cerveja e voltaram para o trabalho no Cinesesc. A sessão seguinte já ia começar.

Mostra Internacional de Cinema

Que beleza a cidade nos dias da Mostra.

Já dei as primeiras pernadas atrás das películas.

Nunca houve uma mulher como Rita Hayworth

Homenagem com um dia de antecedência: 90 anos de uma grande diva. Rita Hayworth nasceu no dia 17 de outubro de 1918 e morreu em 14 de maio de 1987. Gilda, Salomé, A Dama de Xangai – este, com o então marido Orson Welles. Protagonista de clássicos inesquecíveis.

Prazer, dinheiro e luxúria nas noites de São Paulo

FOTO: LEONARDO SOARES

Em breve no PF “Especial Erótico”. Parafraseando o Frejat (alguém aí lembra do que ele dizia no bolachão ao vivo do Barão Vermelho?), a sacanagem vai rolar aí e vai direto.

Para evitar problemas com a Liga das Senhoras Católicas, deixe-me explicar: é um olhar jornalístico, claro, sobre o mundo pornô. Fruto de um amplo trabalho que faço atualmente com a Branca, também jornalista, e o Leo Soares, fotógrafo.

A foto deste post, aliás, é do talentoso Leo, amigo do peito que tem faro e espírito para a foto-reportagem. Já tomamos muitas biritas durante as aventuras jornalísticas pelas madrugadas de Sampa. Fomos a “inferninhos” e “infernões” atrás da notícia. E que notícia, hein?

A propósito, a bela foto que abre o post foi tirada numa conhecida casa de swing em São Paulo que visitamos dias atrás. Como diziam os organizadores, houve naquele dia “uma balada liberal”.

Um doce para quem adivinhar quem é a dona das belas pernocas metidas nesse vestidinho preto de tirar o fôlego. Uma dica: trata-se de uma figura muito simpática e proeminente do mundo pornô.

Quem arrisca um palpite?

O que vem por aí

O PF está vai passar por uma recauchutagem, como anunciado dois posts atrás. A essência continuará a mesma (cinema, crônicas, literatura, jornalismo, avacalhações). Mas, além de um leve botox e um retoque na maquiagem, a idéia é torná-lo ainda mais dinâmico e desencanado – leia-se mais livre, solto, diversificado.

Dinâmico aqui, contraditoriamente, não quer dizer necessariamente maior quantidade de posts (não tenho conseguido essa proeza ultimamente e será uma batalha consegui-la daqui pra frente). É claro que não ele deve hibernar como agora e retomará a regularidade nas publicações. Mas também não serei uma máquina de posts – nas última semanas, como pretendia mesmo “relançá-lo (qualquer semelhança com as jogadas marketeiras em voga não é mera coincidência), deixei-o dormindo.

O retorno contará com mais cenas da cidade, mais bastidores do jornalismo etc. E gostaria de contar com mais “vozes” no PF: colaboradores amigos que tenham o que dizer. Vamos ver. Os ingredientes já estão no forno. Sugestões e pitacos são muito bem-vindos.

No próximo post vai um “teaser”, como dizem os publicitários, do que vem por aí.

Até!

Incursões poéticas na querida Cidade Ademar

Sarau organizado por amigos do peito. Por falta de tempo, estou um pouco distante das atividades poéticas da turma, mas deixo aqui minha pequena contribuição. Vale a pena!

Ponto de Fuga em reformulação

“Hey, baby, aguenta só mais um pouquinho. O Ponto de Fuga vai voltar. Perco o fôlego só de pensar”.

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