Ian Curtis e Joy Division em Control

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 Longa foi premiado na Quinzena dos Realizadores, Cannes, 2007 

Ainda na levada inglesa: Control, longa-metragem sobre Ian Curtis, vocalista da banda inglesa Joy Division que se suicidou aos 23 anos, não é uma cinebiografia bobinha, dessas que descartamos ao final de duas horas.

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 Ian Curtis gostava de David Bowie e Iggy Pop 

Se convencional na forma, tem o mérito de levar para as telas, com competência, a arte atormentada de um jovem que não agüentou o peso de si mesmo. Despe a pele do astro para nos relevar, numa bela fotografia em preto e branco, a complexa alma de um homem cindido.  

  

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 A bela Alaxandra Maria Lara faz Annik, amante de Curtis

Control é capaz de calar fundo, especialmente aqueles que se fizeram ouvindo Joy Division e, depois New Order, formado pelos remanescentes do grupo após a morte de Curtis, em 1980. É o meu caso. Para quem não ouviu ou não curte a banda, ainda assim vale o ingresso. É cinema, antes de tudo.

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Riley, à esquerda, interpretou Curtis de modo impecável

De quebra, Control captura um pouco do espírito de desalento pós-contracultura, os ecos do punk, no final dos 70 e início dos 80, misturado à energia de uma juventude que queria explodir, mandar tudo às favas e fazer rock and roll. Anton Corbjin, diretor do filme, foi fotógrafo do Joy Division e fez videoclipes de várias bandas, entre as quais Depeche Mode e U2.

 

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Cena do filmeBanda foi criada em 1976, em Manchester 

 

Sam Riley, que interpreta Curtis, está simplesmente impecável. Não sei o que diriam os outros fãs da banda, mas, nas performances exibidas no filme, pareceu-me ver o próprio Curtis, assim como o fez Val Kilmer na pele de Jim Morrisson

em The Doors (Oliver Stone, 1991).   

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Cena: Curtis se suicidou pouco antes de turnê para EUA 

Segundo o UOL, as músicas de Joy Division apresentadas no longa (as ótimas Love will tear us apart, She´s Lost Control e Transmission etc) são tocadas pela própria banda que está em cana, com o Riley nos vocais.  

Última: Peter Hook, baixista do New Order, parece que não gostou do filme. Veja aqui.   

Vale conferir nos cinemas.

Veja mais em Ponto de Fuga aqui.

Cena de Control: tocando She´s lost control

Agora Joy Division, com Transmission

Festival de publicidade no embalo do rock

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Este camarada foi o mestre de cerimônias do D&AD 

Estive em Londres para cobrir, pela Gazeta Mercantil,  o D&AD, festival de publicidade e design realizado anualmente há 45 anos. Badalado na Ingleterra e na Europa, seus prêmios, chamados de Black e Yellow Pencil, são alvo de cobiça entre profissionais de criação de todo o mundo. A festa foi Royal Festival Hall, uma beleza de prédio, de uma amplitude e elegância só, à beira do rio Tâmisa e pertinho do London Eye. 

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Vários desenhos desses decoravam o espaço  

 

Aqui no Brasil o festival ainda não é tão conhecido fora dos círculos publicitários. Mas quem conhece sabe o que representa ganhar um lápis amarelo ou um preto, este o de valor máximo.  Minha matéria foi publicada na segunda-feira, dia 19 de maio, e um trecho do texto pode ser conferido aqui. A Gazeta é representante oficial do evento no Brasil.

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Essa aí dançou até não aguentar mais

 

  Dois brasileiros saíram de lá com um Yellow Pencil cada um – os arquitetos Isay Weinfeld e Márcio Kogan. O primeiro com trabalho de ambientação de loja desenvolvido para a Livraria Cultura e o segundo, com um projeto para o berçário Prime Time, no Morumbi. 

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Essa urma aí também… 

Conheci gente muito bacana, como a inglesa Maeve, gerente de comunicação do D&AD, e Nina, alemã, também da equipe do festival, entre outros. Simpáticas, sorridentes, foram muito gentis conosco. E revi Lucia Caldas, assessora de imprensa de conheço de outros carnavais e que agora trabalha no D&AD.

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                                             Maeve O’Sullivan, do D&AD, foi nossa interlocutora durante o trabalho  

Depois da cerimônia, que começou com cerca de uma hora de atraso (pontualidade britânica?), dá-lhe festa. Cinco atrações, entre elas a ótima  banda Cuban Brothers e o Hot Chip. Gente do mundo inteiro na pista, curtindo: o inglês era a língua predominante, claro, mas também se ouvia espanhol, italiano, alemão e até japonês.

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 The Cuban Brothers em ação

As baladas londrinas têm boa fama, e pude provar seu gostinho por ocasião do D&AD. De fato, a pista ficou lotada gente a fim de chacoalhar o esqueleto. E como. O Cuban Brothers é eletrizante – uma espécie de, digamos assim, rock and roll misturado com ritmos latinos e uma boa dose de irreverência.  

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Essa aí era uma das mais animadas – não parece inglesa, confere?

 

Os ingleses, lá pelas tantas, soltam-se ainda mais na pista de dança, enquanto as luzes coloridas giram a mil e conferem um ar especial à noite. Este foi o D&AD. Nos próximos posts, mais histórias do velho mundo.

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O que será que tinha no teto?   

Histórias no Velho Mundo

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Foto do editor deste blog: cara a cara com ela, majestosa

De volta ao Brasil, o doce cansaço da viagem. Cheguei nesta segunda-feira. Por hora, dou as caras para avisar que em breve o blog volta à ativa com histórias sobre Londres e Paris – também conheci a Cidade Luz.

Festival de publicidade na levada do rock dançante, uma balada multicultural na noite londrina; o encanto com a National Gallery e os tentáculos do metrô a nos laçar. Paris se abre ante os olhos e o coração. Emoção no Louvre e a Mona Lisa pop star.        

London calling

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 Big Ben avisa: é hora de pegar as malas

Aviso aos amigos que Ponto de Fuga só será atualizado novamente na semana que vem, porque viajo hoje para Londres, questões de trabalho. Quem sabe a rainha não aceita tomar um café, quer dizer, um chazinho.  

Até!

Bastidores da entrevista com Helena Ignez

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 Capa do caderno Fim de Semana, com O Bandido

Como de praxe, Ponto de Fuga tarda, mas não falha – quer dizer, nem sempre. Disse que escreveria mais detalhes a respeito da matéria sobre o Bandido da Luz Vermelha, publicada em 18 de abril na Gazeta Mercantil. E aqui estou. Falemos dos bastidores.

Exceção óbvia feita às imagens de filmes arrebanhadas na web, as fotos deste post foram feitas durante a entrevista com a atriz e diretora Helena Ignez, viúva de Rogério Sganzerla, diretor de O Bandido e um dos grandes da história do cinema nacional. Quem bateu as fotos com a atriz e eu foi Vani Fátima, produtora de Helena.

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“Por que está respingando água em nós?” Era o pessoal da limpeza em ação

Em março, Heleza me recebeu em seu escritório no centro de São Paulo. Na verdade, a entrevista foi feita numa área livre do edifício, porque o escritório de Helena estava em reforma, como se pode ver em um das fotos deste post.

Em dado momento, eu e o Leonardo Soares, fotógrafo da Gazeta Mercantil, subimos para fazer as fotos. Ao final da sessão, Helena me perguntou se eu poderia ajudar a restabelecer a conexão da internet. Ajudei então o rapaz que trabalha com ela (cometo a gafe de não ter o nome aqui neste momento). Mexemos em alguma coisa lá e o santo que zela pela conexões teve piedade de nós. Deu certo.

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Eu e Helena

Helena é uma mulher que fala  pausadamente, com a suavidade baiana a embalar as palavras – ela nasceu em Salvador. Transparece ser uma mulher convicta, de posições fortes. Para ela, cinema e teatro não são passatempos, não rimam com pipoca. São expressões da Arte.

A história de Helena está intimamente ligada ao período de ouro do cinema nacional, na década de 1960. Na vasta carreira constam filmes de Glauber Rocha, com quem foi casada (fez O Pátio, primeiro filme de Glauber) e outros do Cinema Novo, sem falar nos tantos de Sganzerla – para citar alguns, os ótimos A Mulher de Todos e Copacana Mon Amour.

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 A foto do Leonardo, que ilustrou a matéria, ficou bem bacana

O teatro também ocupa lugar de destaque na vida de Helena. A propósito, veja o que diz a respeito das peculiaridades de interpretação em um e outro.  

“Não faço distinção entre cinema e teatro. O que se pode dizer é que no cinema  a interpretação deve ser mais econômica. O ator tem de pensar na câmera. Já o teatro é para o público. O prazer de estar no palco é insubstituível”, disse a atriz.  

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 Leonardo me flagra tentando fazer a internet funcionar 

 

E por aí foi. Veja agora um pouco mais sobre as idéias de Helena.  

- “As pessoas que trabalhavam em O Bandido tinham consciência, no momento da realização, de que se tratava de um grande filme” 

- “O Rogério (Sganzerla) às vezes era nervoso. Era ágil, fazia o trabalho com amor”

- “O cinema nacional tem um problema: somos copiadores, não há personalidade (para impor uma linguagem própria)”

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Helena, Stênio Garcia e Antonio Pitanga, em A Mulher de Todos

 

“Estou empenhada empenhada em preservar e divulgar  a obra de Rogério Sganzerla, que é muito pouco conhecida no Brasil”“Vamos tentar lançar este Luz nas Trevas – A Revolta de Luz Vermelha, continuação de O Bandido, cujo roteiro foi escrito por Rogério”  

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Rogério Sganzerla, diretor de O Bandido

Por hora, é isso. Para ver mais sobre Sganzerla/Helena, no lado esquerdo da tela, em Assuntos, clique nas categorias Cinema-Sganzerla e Cinema – Bandido .

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 Essa foto com Helena parece ser de a Mulher de Todos ou Copacanaba

Se também quiser ler a reportagem sobre o Bandido, neste site é possível ler o começo da matéria.  

 

Chuck Berry no Brasil

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Foto: Håkan Henriksson/Wikimedia Commons

 

Roqueiros, soltemos rojões: Chuck Berry no Brasil. Confirmado show da lenda em São Paulo, no HSBC Brasil (18/06). Está na imprensa, por meio de matérias e anúncios publicitários. Apresentação única. Provalvemente haverá shows também no Vivo Rio, no Rio de Janeiro (17/06); Curitiba (20/06); e Porto Alegre (21/06), como informa a Veja Online, com base na agenda na agenda de shows publicada no site do astro. Diz a publicação, no entanto, que apenas o show de Sampa está confirmado oficialmente. No site da Ingresso Rápido, há também a informação sobre o show no Rio.  

Os ingressos para São Paulo começam a ser vendidos em 10 de maio. Veja mais aqui:  

Para ficarmos com água na boca, vídeos do mestre. Roll Over Chuck!

Johnny B. Goode

Roll Over Beethoven

Mas isso é hora de mostrar o Bluetooth?

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 “Ai, minha santa banda larga”  

   

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