O rock e as reminiscências do futuro

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Lá pelos meus 15 anos: Galeria do Rock, rua 24 de maio, São Paulo. Sempre. Cabelos encaracolados, caindo pelos ombros. Boné do Rush e camiseta do Deep Purple – ou do Led. Janis, Hendrix, The Doors. E também Beatles e Rolling Stones. Pink Floyd. Ramones também me caia bem. 

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Seguia para lá à tarde, depois da escola. Seco por um disco. Às vezes novo, às vezes velho de dar dó. Ou fita cassete gravada. Pagava o equivalente a R$ 5 o lado de fita com o disco que me fazia a cabeça. Fosse como fosse, aquele chiado era meu entorpecente. Um garoto a descobrir o mundo, a descobrir a si próprio. No compasso do rock, a rebeldia à flor da pele.

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E tudo era rock. Meus olhos, pés, membros, ouvidos, boca. Meu mundo tingido de púrpura, diamonds, blue sky mine, e rolava de tudo um pouco na trilha daqueles dias.  

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E depois ficou pesado: de Iron para cima. Halloween, Metallica (do Justice for All pra trás), Judas Priest. E quando eu descobri AC/DC, que energia. Anos mais tarde, apaguei no Pacaembu, pouco antes do show de Angus Young, depois levantei e pulei feito um cabrito. Não esqueço nunca mais. Bons tempos.

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Dia desses, irei novamente à Galeria. Está mudada, eu sei, ainda vou de lá tempos

em tempos. Até mesmo as escadas rolantes, que ficaram mumificadas uma eternidade, funcionam novamente.  Irei num sábado, com parada no Bar do Léo, para um chope, como já fiz muito.

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Está na hora. Saudades de mim. Reminiscências do futuro. Meu sangue pulsa de novo, caudaloso, subindo a corredeira – com força, o meu sangue. Meu sangue sedento de algo que não sei que é. Um pedaço de mim esquecido na estrada.  Algo que eu exibia em meus olhos, mas que hoje pode perfeitamente estar em minhas mãos sem que eu perceba o impacto de seu brilho, a vitalidade de sua imponência.

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Púrpura Profunda, sempre.

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Um grande show: não importa o tempo, nossa vida é feita de memórias e sensações de alívio e prazer.  

Minha verve roqueira está mais altiva do que nunca.

 

A Culpa é do Fidel

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As Musas do Campus Party

Nem ia falar mais de Campus Party porque já foi, né? Mas o camarada Guilherme, do blog Papo de Homem, se saiu com uma pérola que, digamos, é digna de menção honrosa. Olá, Guilherme! Veja mais aqui.  

 

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                      Alguém aí ainda quer falar de mensalão da blogosfera?

E deu Tropa de Elite

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 Wagner Moura,  o Capitão Nascimento:  ‘Pede pra sair, 02″

 

Surpreendentemente, Tropa de Elite papou o Urso de Ouro de Melhor Filme no Festival de Berlim. Feito histórico. Em breve rascunharei a respeito disso. Agora está tarde, vou dormir – espero não sonhar com Capitão Nascimento.

Campus (da Polêmica) Party

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Sala de imprensa: singela homenagem dos blogueiros aos jornalistas

O Campus Party chegou ao fim. Uma boa repercussão na mídia, oportunidade para conhecer pessoas interessantes, diversão e polêmicas, muitas polêmicas. Uma delas diz respeito a “blogueiros x jornalistas”. É uma picuinha besta que surgiu não sei de que jeito.

Como bem disse Alexandre Inagaki (veja mais também em ZumoBlog, Michel Lent, Edney), trata-se de um falso embate. Que bobagem essa discussão! Parece coisa de criança que não quer brincar com a molecada da outra rua. Não vale a pena dar corda pra isso.

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Lucia Freitas, a Ladybug, e Ian Black: 

engajados na blogosfera

 

Prefiro dar umas boas gargalhadas com as bem humoradas mensagens deixadas pelos blogueiros na sala de imprensa (veja as fotos ao longo deste post). Achei um barato. Outra polêmica que se arrasta há um bom tempo e que explodiu tudo pelos ares se deu na sexta-feira, durante o debate sobre blogs corporativos. O pomo da discórdia: posts pagos. Malho no post pago, defesa do post pago, um fala e outro entende tudo diferente, e a bagunça está feita.

Com a verve polemista afiada, Gil Giardelli falou em “mensalão da blogsfera”. Com um míssil Tomahawk desse naipe, não deu outra: o CampusBlog virou quase um campo de batalha. Cizânia geral. Edney, que montou a rede InterNey Blogs, ficou fulo da vida, dizendo ter sido provocado por Gil. Teve até “ataque” de spams de gente de platéia.  Rapaz, fazia tempo que não via uma pendenga dessas em praça pública!  

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O debate da cizânia: Gil, à esquerda, falou em “mensalão da

          blogosfera”, e  Lucia, de azul, em pé, fez o que pôde para botar ordem na discussão 

Não vou aqui me estender demais na questão porque me parece que a discussão descambou e fica difícil refletir quando tudo parece ter ido para o brejo. Uma rodada pela blogosfera apontará uma série de registros a respeito disso, para quem quiser se aprofundar no assunto (em alguns dos blogs acima é possível encontrar algo a respeito). 

Para resumir, minha opinião é a seguinte: credibilidade é fundamental, especialmente quando o assunto é comunicação, seja ela na mídia tradicional, seja na blogosfera. Se alguém optar por post pago (que, a meu ver, é bem diferente de publicidade veiculada nos blogs, a exemplo do modelo adotado desde sempre pela mídia tradicional), que explicite para o leitor que aquilo é um post patrocinado por uma empresa (para divulgar um produto ou algo que o valha). E o leitor que decida o que pensa daquilo.

 

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Mal comparando, é mais ou menos como o velho e bom informe publicitário de jornais e revistas: tem de avisar que aquilo é bancado por uma empresa.  Eu passo longe do chamado post pago.  

No mais, não pude acompanhar nem um décimo do que rolou do Campus Party. Queria ter participado de discussões sobre software livre e inclusão digital. Fica para a próxima.  

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Campus Party, o Woodstock digital

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Mar de barracas

Fotos: editor do blog, direto do Campus Party (Sampa)

Hackers, fissurados em videogames, geniozinhos que desenvolvem e modificam softwares, blogueiros, gente que pensa no ritmo de bits e bytes, jornalistas, internautas curiosos e baladeiros digitais – sim eles existem, e estão todos no Campus Party, o nosso Woodstock digital.  

Trata-se do maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo, criado a partir de uma reunião de universitários na Espanha em 1997 e que agora chega à terrinha. O Brasil foi escolhido para ser o primeiro país fora da Espanha a sediar o evento pelo fato de ser um dos expoentes mundiais da internet, tanto em número de usuários, tempo de navegação e facilidades de adaptação às novas tecnologias.

Serão sete dias de oficinas, debates, espaço para jogos eletrônicos (e não só, tem futebol de botão e sinuca, entre outros) e muita, muita diversão. 

O mais curioso de toda a história, e o que dá o tom baladeiro da parada, é que cerca de três mil participantes irão acampar no local. É um mar de barracas azuis, com toalhas penduradas e recadinhos na porta (“Tem gente”, “aqui já era, é meu”).

Mas não pára por aí: os inscritos irão acampar devidamente munidos de seus computadores… de mesa. É isso mesmo: os “campuseiros” vão de mala, cuia e PC debaixo do braço.

Uma matéria minha foi publicada na segunda-feira,dia 11, na Gazeta Mercantil a respeito dessa divertida jornada (clique aqui para ler na íntegra).  E estive lá ontem à noite, na abertura. Vi coisas bacanas.

Sem exagero, um desavisado poderia pensar estar vendo um punhado gente partir para um acampamento selvagem na praia, com mochilões, bermudas e apetrechos de viagem. Gente  desencanada, outros nem tanto, mas todos com vontade de curtir ao máximo a novidade.  

A mídia também está lá. Pelo que os organizadores me falaram, mais de 300 jornalistas se credenciaram para a cobertura. Na mídia eletrônica, saíram na frente TV Cultura, que montou um estúdio no local, e CBN. Estadão, com o Limão, também marca presença, só para citar alguns casos.  Há debates e oficinas sobre inclusão digital, software livre, astronomia, música e DJs, blogs etc.  

Bom, tem muita história para contar. Deixo que as imagens falem daqui por diante. Voltarei ao Campus Party nos próximos dias.  

    

Para saber mais, veja o blog da jornalista e uma das organizadoras Lucia Freitas, a Ladybug (ela deixou um comentário aqui esses dias), também é uma boa pedida. Divirtam-se.     

Esta é a imagem da área onde ficam os computadores. São imensas bancadas para os campuseiros plugarem seus micros. Era o primeiro dia, e já tinha bastante gente. 

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Videogames e jogos em rede estão entre as principais atrações. O povo não desgruda o olho da tela.

  

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Segura peão! 

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Senti uma saudade da época em que jogava futebol de botão. Jogava muito, era viciado. Juro que era bom nisso 

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Paulo Markun, que comanda a Fundação Padre Ancheita, mantenedora da TV Cultura, estava lá. Mantivemos uma breve bate-papo, apresentados por Roque Freitas, jornalista da emissora e meu conhecido de outros carnavais. Roque me contou detalhes da nova fase da Culgura, que aposta nos experimentos de redações jornalísticas convergentes (multimídias, com imagem, texto e áudio), e aproveita o Campus Party mostrar isso na prática. Ele trabalha diretamente nesse projeto, que se chama Radar.   

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Espaço onde a TV Cultura vai apresentar alguns programas. Sabrina Parlatore estava lá (os marmanjos podem me xingar, mas acabei não batendo foto dela, não deu, foi meio correria) 

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Milton Jung, âncora da rádio CBN, falou sobre as transformações no jornalismo provocadas pelo digital.  

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Tive o prazer de encontrar Walmir Cardoso, professor de Física e idealizador do programa Olhando para o Céu, exibido na TV Cultura nos anos 1990. Especialista em astronomia, eu o entrevistei em 1997 para a Revista Educação. Ele é amigo de meu irmão Wolney Melo, professor de física e outro apaixonado pelas estrelas.  

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Esta área aqui é o CampusBlog, espaço destinado aos blogueiros. 

 

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E vejam quem eu encontro lá: ela, Marimoom, a Rainha dos Fotologs, a mais nova VJ da MTV (veja post anterior). Ela me disse que estreou ao vivo esses dias. “Dá um friozinho fazer ao vivo. Mas agora me ‘desvirginei’ diante das câmeras, está mais fácil”, brincou.  

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Não falei que o espírito baladeiro estava presente? Esse aí não agüentou a maratona – deve ter chegado de viagem, vai saber. Reparem que tem uma moça hibernando lá dentro da barraca. Fiquei com receio de o flash da câmera despertar o casal do sono dos justos.  

 

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Procuram-se blogueiros

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Marimoon: de blogueira a VJ da MTV 

Quando o assunto é blog, alguns torcem o nariz, outros o consideram passatempo de adolescente e por aí vai. Que me perdoem os que pensam assim, mas não há nada mais equivocado. Sim, tem tudo isso no bolo, mas não só. Pelo contrário: há conteúdo bom, há cabeças pensantes, há divertimento de qualidade e – aí é que vem a novidade – há inclusive blogueiros tão talentosos que estão sendo requisitados pelas empresas. É isso mesmo: a tal brincadeira de moleque começa a invadir as empresas e já rende uns bons trocados para aqueles que dominam a arte de blogar. É uma profissão do futuro. Futuro mais próximo do que se imagina.  

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A referida reportagem deste missivista

 

Fiz uma matéria, publicada no dia 30 de janeiro na Gazeta Mercantil, sobre os blogs corporativos. A história é a seguinte: algumas companhias, atentas às mudanças de comportamento na sociedade, começam a apostar nesse instrumento de comunicação, cujas características principais são a interatividade, o diálogo, a agilidade na comunicação e o compartilhamento de experiências.  Por que empresas como Tecnisa, IBM, Natura, Intel, Microsot, Unilever e Melissa, entre tantas outras, resolveram blogar? Bem resumidamente, porque perceberam que as novas gerações (muitas das quais chegando à fase adulta) e também uma boa parcela dos marmanjos na casa dos 20 aos 30 e poucos mais ou menos passeiam sempre pela blogosfera. Já imaginou a garotada que hoje tem 10 ou 15 anos daqui uns 20 anos? Eles pensam e se relacionam com os meios de comunicação de uma maneira muito diferente daquela como nós nos acostumamos. Eles recebem doses de aveia Quaker digital na mamadeira.  

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No futuro, como esses pimpolhos usarão as mídias?

 

Um grande exemplo é o de Luciana Soldi – não de aveia Quaker digital, porque ela já tem trintinha, né, Luciana?). Trata-se de uma moça descolada que fez, como lembra o dito popular, de um limão, uma limonada (é ela quem está na foto da matéria e aqui embaixo). Conheci a Luciana num curso de blogs que fizemos juntos. Como trabalha com o mundo digital (que eu cubro com prazer como jornalista), batemos um longo papo sobre web 2.0, entre outros assuntos.  Quem nos apresentou foi Gil Giardelli, especialista em marketing digital e um dos professores do curso (ele também foi meu entrevistado na reportagem).  Outro bom caso é o Ian Black, um dos pioneiros da blogosfera no Brasil, um desbravador digital. Sua experiência como blogueiro levou-o a se tornar um consultor profissional para a área de blogs.  

  

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Luciana ousou e agora colhe os frutos (foto: Revista Publicidad)

 

E tem também a história de Marimoon, que rumou de blogueira a VJ da MTV ( é a garota descoladérrima que abre este post). Famosa na blogosfera juvenil e adepta de cabelos coloridos, botas e meias modernosas, ela é articulada e talentosa. Foi chamada para um teste na emissora. Passou e hoje comanda um programa. Conversei com ela uns dias antes da estréia. Ela estava ansiosa e feliz da vida.      

Como diz Cátia Lassalvia, especialista em marketing digital que conheci nesse mesmo curso, o “blog é uma grande conversa”. É esse o lado bacana da história: o blog nos permite conhecer pessoas, que aprendem mutuamente, divertem-se juntas, trocam experiências e podem também se mobilizar para defender alguma idéia ou movimento.   

Poderia falar muito mais. Mas chega. Recomendo agora a leitura de um trecho da matéria (clique aqui) e a visita aos blogs de Luciana, Gil Giardelli e Ian Black. Ah, e o de Marimoon, claro. Que figura, essa moça! 

 

Meus diletos comparsas Paulo D’Auria e Prefeito requisitaram provas cabais de que disponha o ingresso para o show do folkman mais glorioso do pedaço. Aqui estão. Provas irrefutáveis, com pedigree e tudo o mais. E com participação especial do nosso amigo tiozão aí. Esse aí é tinha estrada para requerer aposentadoria na época do Festival de Águas Claras. E ele é folgado, vejam como ele leva uma:  

“Baba. Morra de inveja”.dsc01715-menor.jpg 

“Tá pensando o quê? Aqui não é fraco não, morô?”

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“Hey, Bob, se você chamar o Suplicy pra dar um canja eu te mato”

 

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“E não vai dar uma de João Gilberto, porque eu mando essa sua gaita você sabe pra onde”

 

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Bob Dylan no Brasil

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Bob Dylan, shows

em São Paulo  dias 5 e 6 de março, no Via Funchal (clique aqui para detalhes).  

Já garanti meu ingresso, logo na sexta-feira passada, primeiro dia de venda. E vou dizer uma coisa pra você: paguei uma fortuna – assim como fiz nas duas últimas vezes

em que BB King veio ao Brasil. Mas Dylan também não perco Dylan por nada desse mundo. O jeito foi colocar no cartão e estamos conversados.

 

Pra dar água na boca: Like a Rolling Stone, versão alucinada de 1966.

 

 

Blogosfera ao Vivo e em cores

Faço minhas as palavras de Marcelo Nova em seu Camisa de Vênus: “tô atrasado/tô atrasado/to tô tô, mas eu tô atrasado”. Mas vá lá, ainda assim há tempo a cobertura do Blogosfera Ao Vivo.  Como todo bom capricorniano nascido no início de janeiro, sei dos desafios de promover uma festa numa época em que a cidade está vazia e propensa a temporais. Ainda assim, a festa foi bem bacana e contou com vários amigos – e amigos e amigos dos amigos. Isso é o que interessa.

E engrenou mesmo lá pela uma da manhã, com muita dança ao som de um ótimo jazz. Sim, jazz, com sabor de balada e direito a solos imperdíveis de teclado e saxofones. Lá pelas tantas, chamaram o Síndico Tim Maia e seu escudeiro Jorge Bem.  Até Zé Presidente, mascote de todos nós, o digníssimo dog com pinta de preguiçoso que abre a seqüência de fotos, dançou e se requebrou, para só então tirar o sono dos justos.  Está aberto o momento Amaury Jr. do Blogosfera ao Vivo.

Falando em Zé Presidente, olha o distinto aí, em plena festa: bonachão ele, não?

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Karla, nossa querida moça de Mato-Grosso, fala com entusiasmo de sua paixão, seu amor incondicional, quase uma obsessão, por viver

em São Paulo. O restante da turma nem pisca  

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Cordeiro fala para Andréas que foi ele quem preparou os pepinos e cenouras distribuídos na ocasião

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Maurício Mader, novo amigo, camarada bacana. Baterista com longa história no jazz e conhecido nos bastidores da música paulistana

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A foto está tremida, mas vale pelo momento histórico: o editor do blog ao lado de Arnaldo Comin e Íris. Arnaldão, que conheço há praticamente dez anos, há muito entrou para a galeria dos grandes e verdadeiros amigos. Já a Íris é amiga recente, mas deu para ver que a gente da melhor qualidade.

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Caio Graco, ao centro, dança com Marili, que estava toda blue. À esquerda, Márcio, nosso Nicholas Cage de Bloganvile, lembra-se de que praticar esteira de vez em quando daria mais fôlego na hora de se requebrar. E a pergunta que não quer calar: o que nosso amigo lá no fundo coça tanto na cabeça?

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Neste flagra um tanto suspeito, o Prefeito procura…bem, é melhor deixar pra lá. Não vou nem comentar a respeito da expressão embasbacada de Caio.

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Paulo DAuria, poeta do silêncio, observa com Karla o que se passa no extracampo (falei bonito, não?)

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Tive até o prazer de rever um velho dos tempos (e bota tempo nisso) de Cásper Líbero: Marco Antônio Miguel, vulgo Jair (à direita). Ele foi à festa convidado por Dimitri (será que não confundi o nome do amigo?), que é camarada de Cordeiro. Dá-lhe casperianos!

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Daniel (camisa vermelha), dono do espaço e do dog, é um camarada bacana. É da trupe do Zé Celso Martinez Corrêa. Já estamos fazendo planos para novos eventos culturais. Diz Daniel: “Por ser janeiro e dia chuvoso, não esperava tanta gente”. O evento conjunto funcionou. O espaço Zé Presidente é bem novo. Eu e o Cordeiro conhecemos o Daniel no final de dezembro. Estávamos num bar  perto de minha casa, de madrugada, quando Daniel foi lá comprar umas caixas extras de cerveja para suprir o estoque da festa de inauguração da casa, que ocorria naquele momento, perto dali.

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Quem funcionou também a foi a banda, capitaneada pelo sósia do Ed Mota. Exímio tecladista.

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O sax também mandou ver. O Daniel estava com receio de o volume do instrumento tirar o sono da vizinhança. Que nada, foi tudo tranqüilo

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 As moçoilas estavam a fim de um clique, com direito a biquinho 

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Essa foto é fantástica. Reparem na liberdade de movimento da moça, os cabelos esvoaçantes em ritmo frenético. Propaganda de xampu. Rock Xampu. E o nosso amigo da barba pensa como seria de tivesse um cabeleira dessas. E o que será que o outro procura no chão?  

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